Cinco derrotas e uma vitória nas duas janelas de qualificação para o “Afrobasket”-2021 traçaram um destino previsível, sobretudo, depois da pálida imagem deixada ficar em Novembro do ano passado, em Kigali, no Ruanda.
As três derrotas sofridas com o Angola, Senegal e Quénia, na era Milagre “Mila” Macome ditaram, e não hajam dúvidas, ditaram desde logo o descalabro da selecção nacional de basquetebol que somente em 2025, se tiver competência na quadra, poderá voltar a jogar o “Afrobasket”.
Condicionada fisicamente, face à falta de competições internas e ritmo competitivo dos jogadores, pouco ou nada havia a fazer para se manter na elite da modalidade da bola ao cesto no continente.
Mas há mais que se diga: na primeira janela, houve claramente uma distracção de quem dirige a modalidade para que os trabalhos de preparação iniciassem mais cedo. Alias, no capítulo da organização, deixamos muito a desejar até porque há claramente indicativos de falta de motivação de alguns atletas devido as condições que lhes são oferecidas, sobretudo, nas suas deslocações ao estrangeiro.
Os dados estatísticos são o fiel revelador da necessidade de se melhorar a abordagem ofensiva defensiva da equipa.
Sem lançadores natos, e num cenário em que o jogo exterior é cada vez mais decisivo em todas equipas, Moçambique teve um registo muito fraco nas duas janelas de qualificação. Senão vejamos: 30 tiros exteriores concretizados em 130 tentados, uns fraquinhos média de 23.1% em seis jogos.

















