Duzentos e dezasseis estabelecimentos de ensino, no país, ainda não estão preparadas para funcionar no âmbito da imposição das medidas contra o novo coronavírus, quando falta menos de uma semana para o início do ano lectivo 2021.
Dos oitocentos e sessenta e sete estabelecimentos que precisavam de intervenções, apenas seiscentos e cinquenta e um beneficiaram de obras de construção e reabilitação de sistemas de abastecimento de água.
A informação foi avançada, na quinta-feira (11) no Parlamento Maputo, pelo Ministro das Obras Públicas, Recursos Hídricos e Habitação, no âmbito da prestação de informação do governo.
João Machatine disse que desde a eclosão da pandemia, no país, foram construídos 192 sistemas de abastecimento de água, num investimento de cerca de 3 mil milhões de meticais.
“Para intervirmos nos 867 estabelecimentos precisaríamos de 6.9 mil milhões de meticais mas o governo só tinha disponível metade deste valor que era 5.5 mil milhões de meticais. Tivemos que fazer uma engenharia e apenas conseguimos intervir em seiscentos e cinquenta e um estabelecimentos”, frisou.
O Comandante da Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Maputo, defende a punição exemplar aos agentes de trânsito que se envolvem em actos de corrupção.
Inácio Dina entende que os agentes que enveredam por este comportamento desviante, retrocedem o esforço abnegado empreendido pela corporação, no garante da ordem e tranquilidade públicas.
O Comandante da PRM, em Maputo, falava na quinta-feira (11) no município da Matola, na cerimónia de encerramento do Curso de passagem de mais de cem agentes da Polícia de Protecção para Polícia de Trânsito.
Inácio Dina realçou na ocasião ser de extrema importância que os agentes reguladores de trânsito distanciem-se de qualquer acto que ponha em causa o bom nome da corporação.
A Itália decidiu interditar preventivamente um lote da vacina AstraZeneca/ Oxford contra a Covid-19 na quinta-feira (11), associado em alguns países europeus a efeitos secundários graves em pessoas vacinadas.
“No seguimento de informações sobre certas reacções adversas graves (…), a IAAF decidiu por precaução proibir o uso deste lote (da vacina AstraZeneca/Oxford) em todo o país”, refere comunicado divulgado pela Agência Farmacêutica Italiana (AIFA).
A Agência sublinhou o carácter preventivo da medida e que nenhuma relação causal foi estabelecida até o momento entre a administração da vacina AstraZeneca e certas reacções graves observadas em pessoas vacinadas.
A Áustria anunciou no domingo ter interrompido a administração de um lote de vacinas produzidas pelo laboratório anglo-sueco após a morte de uma enfermeira de 49 anos que sucumbiu a “sérios problemas de coagulação” poucos dias depois de ter recebido a vacina.
Segundo a AIFA, o lote da vacina AstraZeneca interditado em Itália é diferente do suspeito na Áustria, de um milhão de doses, disponibilizado em 17 países.
Estónia, Lituânia, Letónia e Luxemburgo suspenderam depois a vacinação com doses provenientes do mesmo lote, entregue em 17 países e que incluía um milhão de vacinas.
Na quarta-feira, um inquérito preliminar da Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) não identificou qualquer relação entre a vacina deste laboratório e a morte ocorrida na Áustria.
Entretanto, Dinamarca, Islândia e Noruega anunciaram, esta quinta-feira, a suspensão do uso da vacina AstraZeneca.
A suspensão da vacinação com 4.200 doses de AstraZeneca do mesmo lote suspenso na Itália foi também, na quinta-feira, anunciada pela Roménia.
O Governo francês anunciou que vai continuar a administrar a vacina AstraZeneca, apesar de receber menos doses do que seria de esperar.
“Segundo a Agência Nacional de Segurança do Medicamento, que segue as recomendações da Agência Europeia do Medicamento, não há razão para suspender a vacinação com Astrazeneca”, afirmou o ministro da Saúde, Olivier Véran, em conferência de imprensa.
Os resultados preliminares “sugerem não existir uma relação causal entre a administração desta vacina e estes eventos”, adiantou o Infarmed em comunicado, ao assegurar que, em conjunto com a Agência Europeia do Medicamento, continuará a acompanhar a situação e a actualizar a informação quando necessário.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, exonerou Ezequiel Isac Muianga e Messias André Niposso, dos cargos de comandantes dos ramos do Exército e da Força Aérea, respectivamente.
O Chefe do Estado exonerou ainda Cristóvão Artur Chume do cargo de comandante da Academia Militar “Marechal Samora Machel; Tiago Alberto Nampele, do cargo de vice-comandante da Academia Militar Marechal Samora Machel; e Francisco Zacarias Mataruca, do cargo de vice-comandante do Instituto Superior de Estudos de Defesa Tenente-General Armando Emílio Guebuza.
O Tribunal Supremo já tomou uma decisão em relação ao recurso de despacho de pronúncia do processo das dívidas não declaradas, interposto pelos arguidos.
De acordo com à RM, o porta-voz do Tribunal Supremo, Pedro Nhatitima, não revelou a decisão, mas disse que o Tribunal vai divulgar a sua decisão depois de notificar os arguidos sobre o seu conteúdo.
“Não confirmo se o Tribunal Supremo libertou ou não os arguidos das dívidas ocultas. O que posso confirmar neste momento é que sim, há uma decisão que foi proferida pelo Tribunal Supremo. Essa decisão tocou os aspectos que têm a ver com os crimes que vêm imputados os arguidos. Quanto ao conteúdo, sugeria que aguardassem para um outro momento, isto é, logo que os arguidos fossem notificados”, disse.
Certa imprensa indica que uma parte dos arguidos do processo das dívidas não declaradas poderá continuar em prisão preventiva e outra será libertada sob caução. A mesma imprensa avança ainda que um outro grupo poderá ser libertado sob termo de identidade e residência.
As Dívidas Não Declaradas estão relacionadas com empréstimos no valor de 2,2 mil milhões de dólares, contraídos entre 2013 e 2014 junto das filiais britânicas dos bancos de investimentos Credit Suisse e VTB pelas empresas estatais moçambicanas ProÍndicus, Ematum e MAM.
O seleccionador nacional de futebol, Luís Gonçalves, convocou 33 jogadores para os jogos de pré-estágio diante do Ruanda e Cabo Verde, de qualificação ao CAN dos Camarões, próximo ano.
Os destaques vão para os regressos de Bruno Langa, David Malembane, Gildo e Feisal Bangal, bem como estreias de Maestro, Ricardo Mondlane e Pedro Santos e a ausência do capitão Domingues. Luís Gonçalves diz que vai continuar a lutar até a qualificação, mesmo com limitações
A dupla jornada final de qualificação ao Campeonato Africano das Nações aproxima-se e Luís Gonçalves já pensa no Ruanda e Cabo Verde, a 24 e 30 de Março corrente. Diz ainda estar a preparar estes dois jogos com a certeza de que, tal como ele, “não há nenhum moçambicano que não queira a qualificação”.
É por não ter dúvidas que decidiu chamar 33 jogadores para preparar esses dois jogos, com Ruanda, em Kigali, e Cabo Verde, em Maputo.
União Desportiva de Songo, com cinco jogadores, Ferroviário de Maputo e Costa do Sol, ambos de quatro, e Ferroviário da Beira, com apenas um jogador, são os clubes moçambicanos que contribuem para esta convocatória, que conta com jogadores estrangeiros, alguns deles que não virão, por não terem sido autorizados pelos respectivos clubes.
Mas destes 33 jogadores chamados, os grandes destaques vão para as chamadas, pela primeira vez, dos médios Ricardo Mondlane, Maestro e Pedro Santos, com este último a marcar estreia absoluta com as cores nacionais, enquanto os dois primeiros já vestiram as cores pelas selecções de formação.
Pedro Santos, Pepo, é jogador do Cova da Piedade e foi descoberto pelo seleccionador nacional durante as suas pesquisas, tendo conversado com o atleta para envergar a camisola dos Mambas, prontamente aceite.
Também, pela positiva, estão as chamadas de outros quatro jogadores que não constaram das últimas convocatórias, dentre eles David Malembane, que poderá fazer a sua estreia como jogador dos Mambas, depois de ter sido chamado em outras ocasiões, sem poder jogar devido aos problemas de passaporte.
A par de Malembane estão os regressos de Faisal Bangal, jogador que actua na Itália e que não era chamado há mais de quatro anos, Dayo, do Ferroviário da Beira, Gildo Vilankulos, do Amora de Portugal, estes dois últimos que não eram chamados há algum tempo a esta parte.
Moçambique registou mais quatro mortes por Covid-19 e 471 novos casos de infecção pelo novo coronavírus, segundo o boletim de atualização diária sobre a pandemia divulgado na quinta-feira (11) pelo Ministério da Saúde (MISAU).
Com a morte de mais 4 pessoas, elevando o total de óbitos para setecentos e onze.
As vítimas mortais incluem dois homens e igual número de mulheres, cujas idades variam entre 45 e 80 anos.
Nas últimas 24 horas, quatrocentos e setenta e um indivíduos testaram positivo para Covid-19.
A Cidade de Maputo registou 238 casos, seguida pela província de Maputo com setenta e três.
Assim, o País tem cumulativamente sessenta e três mil e seiscentos e quarenta e cinco casos positivos registados, dos quais trezentos e dezasseis importados.
Ainda segundo o comunicado do MISAU sobre a actualização de dados da covid-19, Moçambique registou, nas últimas 24 horas, dezassete novos internamentos e onze altas hospitalares.
No país existe, até o momento, um cumulativo de dois mil e novecentos pacientes internados, dos quais cento e sessenta e seis estão actualmente nos Centros de Internamento de Covid-19 e noutras unidades hospitalares.
As autoridades de saúde anunciaram ainda mais cento e sessenta e cinco indivíduos totalmente recuperados da Covid-19.
A pressão internacional para a libertação de todos os detidos desde 1 de Fevereiro aumenta.
Os 15 membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) denunciaram as acções violentas da Junta, incluindo a China e a Rússia, aliados tradicionais dos generais birmaneses. Apesar isso, a junta não dá sinais de ceder.
Para o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, “é essencial libertar todos os prisioneiros, respeitar os resultados das eleições e permitir que se regresse a uma transição democrática”.
Em Rangum e Mandalay, as duas maiores cidades do país, as manifestações são diárias apesar do medo e da violência. Na primeira linha do protesto estão jovens universitários.
Nway Oo Shwe Yi, uma estudante entrevistada nas ruas de Rangum, afirmou que o comportamento das autoridades mudou desde a manifestação da quarta-feira.
“Quando nos atacaram, ao contrário de outras forças de segurança, não usaram granadas de fumo. Começaram logo a disparar com armas e foram brutais. Não houve qualquer aviso. Não tínhamos armas como as deles. Prenderam cerca de 20 pessoas, incluindo os manifestantes da linha da frente”, declarou a estudante.
Moçambique vai receber até Maio próximo um milhão e setecentas mil doses de vacina contra a Covid-19 da iniciativa Covax.
O anúncio feito, na quinta-feira (11) no Parlamento, pelo ministro da Saúde, Armindo Tiago, quando respondi as questões de insistência da bancadas parlamentares.
Armindo Tiago fez saber que Moçambique está bem posicionado no acesso as vacinas contra a Covid-19 entre os países africanos.
“Moçambique é o sétimo país a receber vacinas da República Popular da China. Senhores deputados, noutras condições devíamos bater palmas para Moçambique. Não devemos estar agarrados a ideia de disseminarmos notícias ou problemas. Devemos ficar contentes com as coisas boas que ocorrem neste país. A priorização de Moçambique pelos governos da China e da Índia em conceder vacinas, queiramos ou não, é o resultado dos esforço abnegado de sua Excelência o Presidente da República que fez contactos incansáveis para fazer este propósito”, disse.
Os debates da sessão de informação foram marcados por divergências entre as bancadas parlamentares, em torno das informações avançadas pelo executivo.
A Frelimo entende que o governo foi claro e objectivo nas suas informações mas a Renamo e o MDM afirmam que o governo não aprofundou as inquietações das suas bancadas.
O ministro da Saúde da Eslováquia, Marek Krajci, anunciou a demissão para poder apaziguar a crise política criada a partir de acusações de má gestão da pandemia de Covid-19 por parte do Governo.
“Dois partidos menores da coligação impuseram a minha demissão como condição para se manterem no Governo. Não porei quaisquer obstáculos, pelo que me demito das minhas funções”, disse Krajci aos jornalistas.
A coligação governamental de centro-direita integra quatro partidos e está sob pressão devido à política desenvolvida no combate ao novo coronavírus, em que a taxa de mortalidade por habitante na Eslováquia é a segunda maior do mundo, apenas atrás da vizinha República Checa.
Duas dessas foças políticas, o SaS e o Za Ludi, têm insistido com frequência na necessidade de uma remodelação ministerial num executivo formado em março de 2020 e que é liderado por Igor Matovik, que é também líder do partido OLaNO, na sequência de uma controversa compra de dois milhões de doses da vacina russa Sputnik V.
Matovik, por seu lado, denunciou uma “decisão imoral dos parceiros” da coligação e defendeu a continuação de Krajci no cargo até que a campanha de vacinação com a vacina russa chegue ao fim.
“Não queremos que ninguém bloqueie a utilização da vacina russa”, acrescentou Matovik.
Está ainda por saber quem substituirá Krajci no Governo, ou mesmo se Matovik vai aceitar a demissão.
De acordo com os dados oficiais compilados pela agência noticiosa France-Presse (AFP), a Eslováquia, Estado membro da União Europeia (UE) de cerca de 5,4 milhões de habitantes, tem uma das mais altas taxas de contaminação com Covid-19 do mundo.
A Eslováquia acumulou cerca de 331.000 casos de Covid-19, doença associada a 8.244 mortes.
A ADDP Moçambique pretende recrutar para um projecto financiado pela USAID intitulado “Advancing Girls Education” (AGE) um (1) Director Técnico de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A ADDP Moçambique pretende recrutar para um projecto financiado pela USAID intitulado “Advancing Girls Education” (AGE) um (1) Director Financeiro. Saiba mais.
A ADDP Moçambique pretende recrutar para um projecto financiado pela USAID intitulado “Advancing Girls Education” (AGE) um (1) Director Técnico. Saiba mais.
A ADDP Moçambique pretende recrutar para um projecto financiado pela USAID intitulado “Advancing Girls Education” (AGE) um (1) Director do Projecto. Saiba mais.
A Lycée Français International Gustave Eiffel pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador das Actividades Extracurriculares. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Supervisores de Campos de Retenção. Saiba mais.
A Tracker Moçambique Segurança SA pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Instalação de Sistemas de GPS e Car-Tracking. Saiba mais.
A Caritas Diocesana de Pemba pretende contratar para o preenchimento do seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Monitoria e Avaliação (MEAL). Saiba mais.
A Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (ADCR) pretende recrutar vinte e três (23) Formadores na área de Género e Protecção dos Direitos da Mulher e da Rapariga. Saiba mais.
O Ministério da Saúde (MISAU) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Aquisições para Unidade Gestão do Fundo Global. Saiba mais.
A RCL Consultoria e Serviços, Lda pretende recrutar para o seu cliente no ramo de seguros um (1) Assistente de Controle de Crédito e Sinistros. Saiba mais.
O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, lançou ontem (10), duras críticas ao antigo mandatário Lula da Silva, afirmando que se o Partido dos Trabalhadores (PT) estivesse no poder teriam sido “roubados 90%” dos recursos destinados ao combate à pandemia.
“Imaginem a pandemia com o Lula como Presidente da República. Se roubaram, e muito, alguns governadores e prefeitos, com esses recursos, imaginem se o PT estivesse no Governo. Seria roubado, no mínimo, 90% do que foi entregue para esses entes federados”, criticou Bolsonaro, em declarações à rede televisiva CNN.
“Queria que ele [Lula] apontasse algum ponto de corrupção no Ministério da Saúde, coisa que era muito comum no Governo dele”, acrescentou ainda o actual Presidente.
O chefe de Estado respondeu assim às declarações prestadas por Lula da Silva, que, no seu primeiro pronunciamento público após as condenações na Lava Jato terem sido anuladas, acusou Bolsonaro de “incompetência” na gestão da pandemia de Covid-19, que tem no Brasil um dos seus focos mundiais.
“Não faltaram recursos [para a Covid-19]. O Governo Federal fez a sua parte, até demais. Então, não justifica essa crítica do ex-presidente Lula, que agora inicia uma campanha. E como não tem nada para mostrar de bom, a campanha é baseada em criticar, mentir e desinformar. Nada mais além disso”, avaliou o chefe de Estado, em frente ao Palácio da Alvorada, a sua residência oficial em Brasília.
Bolsonaro criticou ainda as medidas de ‘lockdown’ decretadas por alguns governadores e prefeitos, frisando que as medidas drásticas foram adotadas por executivos ligados ao PT.
“Esses governadores, não são todos, só sabem essa política do ‘fica em casa’. Não deu certo no ano passado, mortes tivemos, mortes continuamos a ter”, reforçou o mandatário, que acusou Lula de estar em plena campanha política.
“A parte que eu vi [do pronunciamento de Lula] é plena campanha política. Para ele, tudo é fácil, tudo pode ser resolvido. Em nenhum momento ele falou que os seus governadores de esquerda destruíram milhões de empregos ao obrigar o povo a ficar em casa. (…) Se Fernando Haddad [candidato do PT à Presidência em 2018] tivesse sido eleito, a política de ‘lockdown estaria’ instalada em todo o país. Ele [Lula] não sabe o que fala e vai ficar aí tagarelando não sei por quanto tempo”, frisou.
Lula da Silva falou esta quarta-feira à imprensa, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo, na presença de figuras políticas como Fernando Haddad, que perdeu a eleição presidencial para Jair Bolsonaro, em 2018, e Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).
Lula aproveitou o pronunciamento para atacar a gestão do actual mandatário, apelando a que os brasileiros não sigam “nenhuma decisão imbecil” de Jair Bolsonaro.
“Muitas mortes podiam ter sido evitadas se o Governo fizesse o elementar. A arte de governar não é fácil, mas é a arte de saber tomar decisões. A primeira coisa que o Presidente deveria ter feito era, em março, ter criado um comité de crise com especialistas”, disse Lula.
“Vou tomar a minha vacina, não importa de que país. E quero fazer propaganda para o povo brasileiro. Não sigam nenhuma decisão imbecil do Presidente da República ou do ministro da Saúde”, criticou ainda Lula.
Um total de 184 pessoas com problemas graves de catarata, na província da Zambézia, acabam de ser submetidas com sucesso à cirurgia para remoção. Os pacientes, ora operados, são provenientes dos distritos de Derre e Morrumbala.
A satisfação dos pacientes que já não podiam ver há mais de seis anos e hoje têm a visão devolvida. Waisson Simon, de 59 anos de idade, não enxergava com perfeição há seis anos. Tinha catarata bilateral, com cegueira parcial com alcance de apenas dois metros. Foi submetido à cirurgia na segunda-feira.
“Estou muito feliz, já há muitos anos que vinha tendo dificuldade de enxergar. Cheguei até ao vizinho Malawi em busca de tratamento, mas sem sucesso. Hoje dou graças a Deus e à equipa de médicos que esteve a trabalhar na operação. Consigo ver bem” disse.
Maria Antónia tem 46 anos de idade e é outra paciente que foi operada com sucesso. Contou que estava a dois anos com catarata patológica secundária devido à diabete. Hoje mostra-se feliz porque a visão está restaurada.
As cirurgias decorreram durante 15 dias, obedecendo todo o protocolo sanitário da Covid-19 emanado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Dant Tereph, oftalmologista que esteve à frente das cirurgias, falou com satisfação sobre o sucesso das operações. “É, para mim, muito gratificante ver pessoas que não conseguiam enxergar há anos e hoje podem voltar a ver e desenvolver suas vidas com dignidade. Estou, como médico, muito feliz pelo facto de ver a dignidade das pessoas restaurada” disse emocionado.
A iniciativa é do sector da Saúde na Zambézia, em parceria com a organização não-governamental Light for the World.
Morreu, na quarta-feira (10), na Alemanha, o primeiro-ministro costa-marfinense, Hamed Bakayoko, vítima de cancro.
A morte de Hamed Bakayoko, que era também ministro da Defesa, foi confirmada pelo Presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, que em comunicado homenageou o “filho e colaborador próximo, roubado cedo de mais ao nosso afeto”.
Bakayoko, de 56 anos, citado pelo Observador, foi transferido para um hospital na Alemanha no fim-de-semana passado, depois de ter estado internado em França.
Na segunda-feira, havia sido substituído na chefia do Governo por Patrick Achi, secretário-geral da Presidência. Interinamente, foi também nomeado como ministro da Defesa Téné Birahima Ouattara, ministro dos assuntos presidenciais e irmão do presidente Alassane Ouattara.
Bakayoko tornou-se primeiro-ministro em Julho de 2020, na sequência da morte do seu antecessor, Amadou Gon Coulibaly, devido a problemas cardíacos.
O Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), Kabir Ibrahimo, inicia hoje uma visita de trabalho à província do Niassa.
Trata-se de uma iniciativa enquadrada no âmbito do acompanhamento do grau de execução das actividades planificadas para este ano nas delegações provinciais e distritais do INSS.
Para além de trabalhar na cidade de Lichinga, Ibrahimo deslocar-se-á à vila municipal de Metangula, no distrito do Lago, onde deverá manter encontros com as autoridades locais, parceiros sociais, assim como realizar visitas a pensionistas do sistema de segurança social.
A Veradora para a área da Polícia Municipal e Fiscalização, no município da cidade de Nampula, Lúcia Madelemane, é acusada de promover aglomeração de mulheres, sem uso da máscara de protecção facial, o que viola as medidas de prevenção da Covid-19, durante a celebração do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher.
Madelemane usou a sua conta do Facebook para publicar imagens referentes a festa, onde aparece na companhia de mais de trinta mulheres com uma indumentária a rigor.
A atitude provocou reacções críticas de alguns internautas, por alegadamente envolver uma pessoa que é responsável pela fiscalização do comportamento dos munícipes em relação ao cumprimento das medidas de prevenção da pandemia.
Tal é o caso do cidadão do nome Salvador Artur, que questionou o facto de quase todas as mulheres que aparecem na imagem não usarem máscaras e muito menos obedecerem o distanciamento social.
Para os munícipes, a vereadora deve ser exemplo para sociedade, principalmente neste momento em que a cidade de Nampula apesar ser uma das mais assoladas pela pandemia, destaca-se no desrespeito das medidas de prevenção.
“Somos interpelados na rua por membros da polícia municipal e de fiscalização, a exigirem o uso de máscaras. Afinal de contas a própria vereadora que dá ordens é a primeira a desobedecer”, desabafou Alfredo Joaquim.
O Governo moçambicano regressou hoje ao Parlamento para esclarecer a várias questões de insistência apresentadas pelos deputados durante as informações prestadas ontem (10).
O ministro das Obras Públicas Habitação e Recursos Hídricos, Osvaldo Machatine, disse que devido ao impacto da Covid-19 no país, o Governo disponibilizou 3.5 milhões de meticais para os sistemas de higienização e saneamento nas escolas.
Para o efeito, foram construídas 292 blocos sanitários com 120 metros quadrados, reabilitadas 381 sanitários e erguidos 192 sistemas de abastecimento de água para as escolas e comunidades, explicou Machatine.
De acordo com Machatine, as obras em curso nas escolas poderão ser entregues ainda este mês para a retoma das aulas. Por outro lado, a demora na execução das obras deveu-se a falta de material necessário a nível interno e escassez a nível internacional devido ao impacto da covid-19.
Na província de Maputo, cerca de 42 mil famílias do sector agrário poderão enfrentar uma crise alimentar devido a perda de extensas áreas de culturas causada pela chuva intensa registada.
São famílias dos distritos de Magude, Manhiça, Marracuene, Matutuíne e Boane, que viram as suas culturas arrasadas pelas águas da chuva.
Face a situação, o governador da província de Maputo, Júlio Parruque, instou a direcção de Agricultura e Pescas a trabalhar com o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), visando a disponibilização, com a maior brevidade possível, de semente existente para os agricultores.
Na província de Maputo mais de sessenta por cento das comunidades têm como meio de subsistência a agricultura.
A concentração, na noite de quarta-feira, teve lugar no emblemático Obelisco do Centro de Buenos Aires, onde tradicionalmente os adeptos se reúnem para demonstrar a sua paixão, como aconteceu no campeonato mundial de 1986 ou a 25 de Novembro, quando Diego Armando Maradona faleceu.
Cerca de duas mil pessoas empunhavam faixas que reproduziam partes do lema da manifestação: “Justiça por Diego. [Ele] Não morreu; foi morto. Julgamento e castigo aos responsáveis”.
“Estamos aqui para pedir justiça pela morte de Maradona porque ficou demonstrado que todos ao redor dele estavam preocupados com o dinheiro dele; não com a vida dele. Não cuidaram dele. Ninguém se salva”, explicou à Lusa Diego Busemi, de 40 anos, exibindo uma gigante bandeira com a imagem do seu ídolo.
A lista dos sete investigados inclui o médico pessoal de Maradona, Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e o psicólogo Carlos Díaz, além de uma médica coordenadora, de um coordenador de enfermeiros e dois enfermeiros.
Deslocados devido ao terrorismo em Cabo Delgado acomodados no Centro de acolhimento de Corane, distrito de Meconta, em Nampula queixam-se da fraca assistência alimentar.
São mais de 600 famílias correspondentes a mais de três mil pessoas, maioritariamente crianças, que lamentam o modo de viver porque segundo as suas palavras, enfrentam grandes dificuldades na sua alimentação.
O presidente da Assembleia provincial, em Nampula, Amisse Mahando, reconhece o estado dos deslocados e defende a necessidade de mais apoios a este grupo social.
De acordo com as as autoridades locais, segundo a RM até ao momento nenhum deslocado, a viver naquele centro, regressou a sua zona de origem mas pelo contrário, continuam a entrar mais deslocados.
Outra inquietação apresentada pelos deslocados prende-se com a falta de vestuário e redes mosquiteiras para a prevenção contra a malária.
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