O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano garante que a 22 de Março corrente, todas as escolas no país vão iniciar o ano lectivo, com a devida observância das medidas de prevenção do novo coronavírus.
A informação foi partilhada, na segunda-feira (15), pela porta-voz do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, Gina Guibunda, em conferência de imprensa.
Os alunos do período pós-laboral não retomam as aulas na segunda-feira, estando em curso o debate em torno do modelo a ser adoptado, no âmbito da observância das medidas de prevenção do novo coronavírus.
Gina Guibunda garantiu que dentro de duas semanas será encontrado o modelo a ser adoptado para os alunos inscritos para o regime de curso nocturno.
Referiu que o ano lectivo 2020 foi melhor que o ano lectivo 2019, em relação a taxa de aprovação, não obstante a conjuntura causada pelo novo coronavírus.
A cerimónia central da abertura do ano lectivo 2021, agendada para sexta-feira desta semana, terá lugar no distrito de Monapo, em Nampula.
O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, determinou através e Despacho Presidencial a promoção ao posto de Brigadeiro dos seguintes coronéis, Carlos Rafael Mandongue, Rui Jorge Mandofa, Tomé José Tomé e Chongo Vidigal.
Em despachos presidenciais separados, o Chefe do Estado moçambicano promoveu Zefanias Natal Alberto Mambirisse e Sidónia Eda Zacarias Fiosse Massangaie da patente de Capitão-De-Mar-E-Guerra ao posto de Comodoro.
No uso das competências que lhe são conferidas pela Lei, o Chefe do Estado moçambicano determinou a promoção à patente de Adjunto Comissário da Polícia, na classe de Oficiais Comissários da Polícia/Oficiais Generais, aos seguintes Superintendentes Principais da Polícia: António Bachir, Beatriz Zacarias Tichala, Duarte Mussa Laqueliua e Luciana Samuel.
As Universidades moçambicanas têm acesso gratuito a bibliotecas virtuais da empresa Elsevier desde segunda-feira (15).
A Elsevier sediada na Holanda é actualmente uma das principais empresas de publicações académicas do mundo.
O acesso a estas bibliotecas foi concedido ao governo moçambicano através do Ministério da Ciência e Tecnologia e vai durar três meses.
Falando no lançamento de acesso e uso das bibliotecas electrónicas da Elsevier, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Daniel Nivagara disse que integração à instituição está avaliada em cerca de setecentos mil dólares.
O Fundo Soberano Russo, proprietário da vacina contra a covid-19 Sputnik V, anunciou na segunda-feira (15) ter feito acordos de produção “com empresas da Itália, Espanha, França e Alemanha” enquanto aguarda pela aprovação do medicamento na União Europeia.
“Existem actualmente outras negociações em andamento para aumentar a produção na UE. Isso vai permitir que o fornecimento da Sputnik V ao mercado único europeu comece assim que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) a aprovar”, disse o presidente do Fundo, Kirill Dmitriev.
No dia 9 de Março, foi anunciado um primeiro acordo em Itália, com a farmacêutica italo-suíça Adienne, que produzirá a vacina na Lombardia.
A Sputnik V ainda não está autorizada na União Europeia, mas já deu um passo nesse sentido apresentando o pedido que deu início à sua análise pela EMA.
Após o anúncio de que a agência europeia ia iniciar o processo, as autoridades russas disseram que estariam prontas para fornecer vacinas a 50 milhões de europeus a partir de Junho.
Dmitriev acrescentou no domingo que a Rússia também está pronta para “iniciar o fornecimento aos países da UE que autorizem a Sputnik V independentemente” da EMA, como já fez a Hungria.
Apresentada no verão de 2020, a Sputnik V foi inicialmente recebida com cepticismo, mas já convenceu cerca de 50 países, sobretudo depois de a sua credibilidade ter sido validada em Fevereiro pela revista científica The Lancet.
O desenvolvimento da vacina foi confiado a instituições estatais e é considerado por Moscovo como um sucesso histórico da Rússia.
O ministro dos Recursos Minerais e Energia defendeu na segunda-feira (15) a “formalização” da mineração artesanal visando promover a contribuição do sector no desenvolvimento social e económico do país.
Max Tonela advogou a integração dos operadores artesanais do sector mineiro no circuito formal da economia, quando falava durante uma reunião preparatória do censo de mineração artesanal, que o Ministério dos Recursos Minerais e Energia vai realizar este ano.
“A formalização da mineração artesanal vai permitir-nos uma melhor exploração e melhor contributo dos recursos minerais no desenvolvimento social e económico das comunidades e do país”, afirmou Tonela.
Aquele sector, prosseguiu, é caracterizado por uma notável presença do contrabando, principalmente de gemas, o que priva as comunidades e o país dos proveitos que deviam ser proporcionados pela exploração legal dos recursos minerais.
“Os recursos minerais devem constituir um activo para o desenvolvimento social e económico do país”, insistiu.
A formalização do sector artesanal também será uma via para uma exploração transparente e ambientalmente sustentável, sustentou.
O censo projectado para este ano, que será o primeiro no país, vai permitir o levantamento de dados quantitativos no sector e criar condições para a definição de estratégias visando a formalização dos operadores.
A Renamo classifica de saudável a situação política que se vive no país, mesmo reconhecendo constrangimentos na componente segurança, por conta dos ataques terroristas em Cabo Delgado e a pandemia da Covid-19, que impera o desempenho da economia.
O secretário-geral da Renamo, André Magibiri, disse que o novo coronavírus alterou o funcionamento normal das institucionais públicas e privadas, aumentando os índices do desemprego e do custo de vida dos cidadãos, mas acredita num futuro promissor para a oposição em Moçambique.
“A oposição sempre vai existir e ela é necessária para o desenvolvimento do país. A Renamo veio para ficar e acredito que um dia vai governar esta nação”, disse, convicto.
O Governo americano iniciou, ontem (15) o apoio a Moçambique na formação de fuzileiros, no âmbito da prevenção da propagação do terrorismo e do extremismo violento.
Moçambique enfrenta ataques de extremistas do Estado Islâmico em Cabo Delgado. “Os Estados Unidos estão empenhados em apoiar Moçambique com uma abordagem multifacetada e holística para combater e prevenir a propagação do terrorismo e do extremismo violento”, diz uma nota da embaixada em Maputo.
A nota sublinha que “a protecção civil, os direitos humanos, e o envolvimento da comunidade são centrais para a cooperação dos E.U.A. e são fundamentais para combater eficazmente o Estado Islâmico em Moçambique”.
Além do programa de dois meses de Formação Conjunta de Intercâmbio Combinado (JCET), os Estados Unidos ofereceram aos militares moçambicanos equipamento médico e de comunicações.
No lançamento do programa participaram o Vice-Comandante do Comando de Operações Especiais dos E.U.A. para África (SOCAFRICA), Coronel Richard Schmidt, em representação do Departamento de Defesa dos E.U.A, enquanto o Major-General Ramiro Ramos Tulcidás representou o ministério moçambicano da Defesa.
São ao todo 340 mil os funcionários e agentes do Estado. Destes, cerca de oito mil já foram infectados pela COVID-19, a nível nacional.
Dados colhidos pelo Ministério da Administração e Função Pública indicam que em termos sectoriais, as forças de defesa e segurança são as mais afectadas: o Ministério do Interior reportou 1.383 funcionários públicos com casos positivos, dos quais 773 são casos activos e 610 recuperados. 13 perderam a vida, enquanto 912 polícias e administrativos estão em quarentena.
Segue-se o sector da Saúde com 1.306 funcionários que já testaram positivo. Destes, seis perderam a vida, 734 têm a doença activa, 572 estão recuperados e 156 cumprem quarentena domiciliária. Os ministérios das Obras Públicas e dos Transportes e Comunicações seguem com menos de 150 casos.
Quanto à distribuição geográfica, a cidade de Maputo é o ponto do país com mais funcionários públicos com COVID-19. Os últimos dados partilhados davam apontavam para 3.106 infecções, 2.354 recuperados, 752 activos e 48 óbitos.
Aliás, no que aos óbitos diz respeito, 57 foram registados nas instituições de nível central e 23 nas instituições de nível provincial.
A directora nacional de planificação, no Ministério da Administração Estatal e Função Pública diz que os números pressionam a função pública. Por outro lado, prevalecem enchentes nas instituições públicas. À luz do decreto 2/2021 recaem sobre os gestores das instituições públicas as responsabilidades pelo incumprimento das medidas de prevenção da pandemia. Até hoje ninguém foi responsabilizado. Estes números correspondem a 70 por cento das instituições públicas. O restante ainda não canalizou os dados.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou, na segunda-feira (15), que globalmente as campanhas de vacinação contra o SARS-CoV-2 continuam sem sobressaltos, apesar de um número crescente de países, ter suspendido a administração do fármaco da AstraZeneca.
A OMS explicitou que as vacinas da AstraZeneca incluídas no programa COVAX, que envia vacinas maioritariamente para os países com menor capacidade de aquisição de fármacos, estão a ser produzidas na Índia e na Coreia do Sul, e que a suspensão em alguns países – por receios da formação de coágulos sanguíneos — diz respeito a vacinas produzidas na Europa.
“Compreendemos que isto são medidas de precaução (…). Gostava de dizer o seguinte aos países de outras regiões que não a Europa: As vacinas [em causa] até agora foram fabricadas na Europa e não são providenciadas pelo programa COVAX”, disse a directora-geral adjunta da OMS Mariangela Simão.
Portugal, France, Alemanha, Espanha e Itália são os últimos países a integrar uma lista crescente de países maioritariamente europeus — cujo início começou na semana passada com a decisão da Dinamarca de suspender a administração da vacina em causa — que suspenderam temporariamente a utilização do fármaco da AstraZeneca para investigar os casos reportados de formação de coágulos sanguíneos em pessoas que tinham recebido esta vacina.
“Isto não significa necessariamente que estes eventos estão relacionados com a vacinação [com a vacina da AstraZeneca]”, advertiu o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em conferência de imprensa, referindo, no entanto, que é prática rotineira investigar casos como os que foram reportados para despistar.
Espanha, Itália, Alemanha, França, Noruega, Áustria, Estónia, Lituânia, Letónia, Luxemburgo e Dinamarca, além de outros países, incluindo fora da Europa, já interromperam por “precaução” o uso da vacina da AstraZeneca, após relatos de casos graves de coágulos sanguíneos em pessoas que foram vacinadas com doses do fármaco da AstraZeneca.
A empresa já disse que não há motivo para preocupação com a sua vacina e que houve menos casos de trombose relatados nas pessoas que receberam a injecção do que na população em geral.
A Agência Europeia do Medicamento (EMA) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmaram que os dados disponíveis não sugerem que a vacina da AstraZeneca tenha causado os coágulos e que as pessoas podem continuar a ser imunizadas com esse fármaco.
O director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou, entretanto, que o comité de especialistas desta agência das Nações Unidas “está a rever os dados disponíveis” sobre a vacina desenvolvida pelo laboratório sueco e pela Universidade de Oxford e vai reunir-se na terça-feira para discutir a vacina.
Sector de Habitação é o que menos registou avanços em termos de reconstrução, se comparado com os da Saúde e Educação. A secretária de Estado de Sofala, Stela Zeca, disse que a caminhada para a reconstrução da cidade da Beira ainda é longa.
Contudo, no sector de Saúde, registou-se um relativo avanço de cerca de 80%, no de Educação 25%, mas a Habitação está a menos de 1% de reconstrução pós-Idai. Ainda assim, Stela Zeca faz um balanço positivo em termos de acções de mitigação dos efeitos do ciclone, com destaque para o reassentamento.
Na Província de Sofala, o ciclone Idai afectou 237.769 famílias correspondentes a 1.190.594 pessoas. Parte destas continua a viver em situação de vulnerabilidade, segundo o governador, Lourenço Bulha.
Deste modo, as Nações Unidas apelam para a adopção de medidas visando mitigar os efeitos das mudanças climáticas e aquecimento global nos países que estão na linha da frente.
Enquanto não se adoptam medidas urgentes, o Conselho Autárquico da Beira diz que continua a mobilizar os recursos para a reconstrução da cidade que, também, foi assolada pelos ciclones Chalane e Eloise.
A Renamo, principal partido da oposição moçambicana, entregou ao Governo uma lista de 300 guerrilheiros para serem integrados na Polícia da República de Moçambique (PRM), no âmbito do acordo de paz, disse na segunda-feira (15) o secretário-geral.
“Tal como foi acordado com o Governo, submetemos na semana passada uma lista de 300 homens nossos para serem integrados na polícia”, avançou André Majibire.
Daquele número de guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), 36 serão afetos à Unidade de Proteção de Altas Individualidades (UPAI), acrescentou Majibire.
O secretário-geral da Renamo disse que o partido aguarda a resposta do Governo sobre os nomes que entregou para integração na PRM.
André Majibire assinalou que os 300 guerrilheiros foram abrangidos pelo processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) preconizado no âmbito do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, assinado entre o Presidente da República, Filipe Nyusi e o líder da Renamo, Ossufo Momade, a 06 de agosto de 2019.
Na semana passada, o primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, afirmou que cerca de um terço dos antigos guerrilheiros da Renamo já entregaram as armas no âmbito do (DDR em curso.
“Através deste processo, até ao momento, foram desmobilizados e reintegrados 1.490 antigos guerrilheiros da Renamo, o que representa 29% de um efetivo de 5.221 homens a desmobilizar”, referiu Carlos Agostinho do Rosário no parlamento, numa sessão de esclarecimentos do Governo.
A existência de profissionais não qualificados na fiscalização das obras agudiza o crónico problema da qualidade das obras públicas. A conclusão é do Gabinete de Reconstrução pós-Idai.
Segundo o director do Gabinete de Reconstrução pós-IDAI, Francisco Pereira, para além do projecto de reconstrução pós-Idai, orçado em cerca de 60 milhões de dólares, a cidade da Beira vai beneficiar de obras de aumento da capacidade de drenagem.
Com efeito, o Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos está a rever as normas, ao abrigo da revisão das de construção, visando tornar as infra-estruturas mais resilientes às mudanças climáticas.
Contudo, quanto à qualidade das obras, Francisco Pereira disse que, em parte, o problema é causado pela existência de fiscais que não reúnem requisitos para o exercício desta actividade.
Depois dos desastres naturais que afectaram a região centro do país, Francisco Pereira informou que já estão, em curso, algumas medidas visando assegurar melhor a qualidade das infra-estrututras, conforme os padrões internacionais de construção civil.
Entretanto, o Gabinete de Reconstrução pós-Idai ainda não sabe quanto tempo é que vai durar o processo de reconstrução. Segundo algumas experiências internacionais, alguns países levam entre três a cinco anos para reedificar infra-estruturas destruídas pelos eventos climáticos, facto associado à exiguidade orçamental.
A primeira fase da vacinação de profissionais de saúde contra a covid-19 em Moçambique terminou ontem (15), com cerca de 46 mil vacinados, dos mais de 61 mil que deverão ser abrangidos.
“Até sábado, dia 13, um total de 46.439 profissionais de saúde já tinham sido administrados com a primeira dose da vacina contra a covid-19, correspondendo a 76% da cobertura prevista”, disse Benigna Matsinhe, diretora adjunta de Saúde Pública, durante a atualização de dados sobre a covid-19 em Moçambique.
A campanha, que arrancou a 08 de março, previa a vacinação de um total de 61.017 profissionais de saúde afetos ao sistema moçambicano, avançou Benigna Matsinhe, referindo que a segunda dose de vacinação vai iniciar-se a 29 de março.
Segundo dados avançados pela responsável, a província de Tete, no centro de Moçambique, imunizou o maior número de profissionais, 3.431, que corresponde a 93% da meta estabelecida, seguida de Sofala, também na zona centro, que vacinou 4.534 profissionais, 83% do número previsto.
Para o processo de vacinação foram envolvidos 976 técnicos de saúde, distribuídos em 244 equipas, montadas em 227 postos de vacinação em todo o país.
De acordo com Benigna Matsinhe, hoje arrancou a vacinação de profissionais de saúde reformados e dos que colaboram nas unidades hospitalares do país, sem que pertençam diretamente ao Ministério da Saúde.
Além dos profissionais de saúde, na primeira fase de vacinação, o executivo moçambicano está a vacinar idosos que vivem em lares e trabalhadores destes espaços, bem como as Forças de Defesa e Segurança e pacientes com diabetes Mellitus.
Na segunda fase, a prioridade vai para doentes com diabetes não abrangidos na fase anterior, os reclusos e funcionários das prisões, além das populações residentes em centros de acolhimento e pessoas a viver nas zonas urbanas, com mais de 50 anos.
A terceira e a quarta fases vão abranger as pessoas em centros de acomodação que não tenham sido vacinadas, residentes de comunidades rurais com mais de 50 anos e, por último, toda população.
O país espera vacinar 17 milhões de pessoas até 2022, excluindo-se os menores de 15 anos e as mulheres grávidas.
O plano de vacinação contra a covid-19 em Moçambique está orçado em 1,9 mil milhões de meticais (cerca de 21 milhões de euros).
Moçambique tem um total acumulado de 729 óbitos e 64.642 casos, dos quais 78% são considerados recuperados, segundo a última atualização.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.654.089 mortos no mundo, resultantes de mais de 119,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Não estão isentos de sentir medo, mas devem ocultá-lo para assumir a outra frente da pandemia da Covid-19, o do fim da linha. São eles que preparam os corpos das vítimas do Coronavírus, conservam, transportam e, no fim, os enterram. Conheça, a seguir, os profissionais que assumem o comando quando a doença vence.
Convivemos com a pandemia do novo Coronavírus há quase um ano! Com ela (a pandemia), Sónia Biane ganhou coragem para enfrentar a morte, Deca Jani aprendeu a dar valor à vida, Luís Tovela e Isaías Langa já têm medo do seu trabalho, Tomás e António Chirute preferem entregar o seu destino a Deus.
Enfermeiros, profissionais das morgues, transportadores das urnas e coveiros – eis o grupo de profissionais que lidera a frente do fim da linha todas as vezes que a Covid-19 sai como vencedora. Nos parágrafos que se seguem, contamos a história de cada um deles, como é o seu trabalho e, também, os seus medos no contexto da pandemia.
A recta final do Covid-19 (depois de a doença vencer) começa na enfermaria e, no nosso caso concreto, na Polana Caniço, onde Sónia Biane, enfermeira naquele centro de isolamento, prepara os corpos das vítimas do Coronavírus, após uma luta renhida para o vencer.
“Quando é caso de COVID-19, desinfectamos com hipoclorito 0.5%. De seguida, o hospital solicita a família para que possa trazer documentos”, contou Sónia Biane, enfermeira no Centro de Isolamento da Polana Caniço.
É através dos documentos que os familiares identificam o seu ente querido e a recordação que se tem é da última vez que o viram vivo, porque o corpo, uma vez colocado no saco de óbito, não pode mais ser visto para o último adeus.
O presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, defendeu na segunda-feira (15) a criação de uma comissão para a reconciliação no país, considerando que o “povo moçambicano está cansado de guerras”.
“Não podemos falar só da paz, mas também da reconciliação e, por isso, tenho pensado que era possível que pudéssemos criar uma comissão para reconciliação nacional”, disse à comunicação social Ossufo Momade.
Para o presidente da Renamo, o “povo moçambicano está cansado de guerras” e, por isso, a pacificação do país é “irreversível”.
“A única saída é termos uma paz efetiva e uma reconciliação”, frisou Ossufo Momade.
Durante 16 anos, Moçambique viveu uma guerra civil, que opôs o exército governamental e a Renamo, tendo terminado com a assinatura do Acordo Geral de Paz, em Roma, em 1992, entre o então presidente Joaquim Chissano e Afonso Dhlakama, líder histórico da Renamo, que morreu em maio de 2018.
Em 2013 sucederam-se outros confrontos entre as partes, durante 17 meses, e que só pararam com a assinatura, em 05 de setembro de 2014, do Acordo de Cessação das Hostilidades Militares, entre Dhlakama e o antigo chefe de Estado Armando Guebuza.
Alguns anos depois, em 06 de agosto de 2019, assiste-se ao Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, o terceiro, assinado entre o atual Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Ossufo Momade, prevendo, entre outros aspetos, a Desmilitarização, Desarmamento e Reintegração (DDR) do braço armado do principal partido de oposição.
O país volta a atravessar um período conturbado, marcado por conflitos armados no centro e norte.
Na região centro, a autoproclamada Junta Militar, um grupo dissidente da Renamo chefiado por um antigo líder de guerrilha do partido, tem protagonizado ataques armados, incursões que já causaram a morte de pelo menos 30 pessoas desde 2019.
No norte, em Cabo Delgado, as forças governamentais enfrentam há três anos uma insurgência armada que provocou uma crise humanitária com mais de dois mil mortos e 670 mil deslocados.
A Selecção Nacional de Futebol foi submetida, na segunda-feira (15), aos testes de despiste da covid-19 no cumprimento do protocolo sanitário derivado do novo coronavírus.
Este acto está inserido no início de preparação do combinado nacional para a dupla jornada de campanha de qualificação para a fase final do CAN do próximo ano, a ter lugar nos Camarões.
Os treinos dos Mambas iniciaram, no relvado sintético da Académica de Maputo, na capital do país, de acordo com a Federação Moçambicana de Futebol.
People gather inside the Government Science Secondary School in Kankara, Nigeria, Saturday Dec. 12, 2020. Nigerian police say that hundreds of students are missing after gunmen attacked the secondary school in the country’s northwestern Katsina state. Katsina State police spokesman Gambo Isah said in a statement that the Government Science Secondary School in Kankara was attacked Friday night by a large group of bandits who shot with AK-47 rifles. (AP Photo/Abdullatif Yusuf)
Um número ainda indeterminado de alunos e professores foram raptados de uma escola primária do estado de Kaduna, na Nigéria, anunciaram ontem (15) as autoridades, o sexto ataque em menos de três meses no centro e noroeste do país.
Estamos a recolher pormenores sobre o número de estudantes e professores raptados”, disse o ministro dos Assuntos Internos, Samuel Aruwan, numa declaração citada pela agência de notícias France-Presse.
Este é o sexto ataque ou tentativa de ataque a uma escola em menos de três meses no noroeste e centro da Nigéria, onde grupos criminosos, chamados “bandidos” pelas autoridades, atacam aldeias, roubam gado e realizam raptos para obterem resgate.
Na quinta-feira, um grupo armado invadiu uma escola na periferia de Mando, no estado de Kaduna, mas o Exército conseguiu recuperar cerca de 180 estudantes na sequência do ataque, mas quase 40 estavam ainda reféns dos “bandidos”.
Vários estados do norte e do centro da Nigéria encerraram as suas escolas por razões de segurança, suscitando receios de um aumento do abandono escolar, particularmente entre as raparigas, nestas zonas pobres e rurais que já têm a taxa mais elevada de crianças que não frequentam a escola no país.
O ataque de quinta-feira era o mais recente de um conjunto de raptos que têm assolado o país nos últimos meses, entre os quais o que aconteceu em 27 de Fevereiro, em Zamfara, no noroeste do país, no qual foram raptadas 279 estudantes de uma escola feminina.
Este rapto aconteceu duas semanas depois de outro ataque a 38 estudantes e professoras da Escola de Ciência Política do Governo, em Kagara, no estado de Níger, somando-se a outro, em 11 de dDezembro, no qual 344 alunos foram raptados de uma escola em Kankara, no estado de Katsina, no noroeste, num ataque reivindicado pelo Boko Haram.
O país notificou mais 4 óbitos devido a Covid-19, num dia em que 126 indivíduos testaram positivo à doença e 154 foram declarados recuperados.
A cidade de Maputo registou 72 casos, correspondendo a 57.1 % do total dos casos novos hoje reportados em todo o país, seguida pela província de Sofala com 20 casos, correspondendo a 15.9%.
Deste modo, o cumulativo de infectados passou para 64.402 dos quais 729 óbitos e 50.534 recuperados. Os dados foram avançados no final da tarde de ontem (15) pela Directora geral- adjunta da Saúde Pública. Segundo Benigna Matsinhe nas últimas 24 horas 14 pacientes padecendo de covid-19 foram internados e 6 receberam alta hospitalar.
“ Assim no momento temos um cumulativo de 2.976 pacientes internados, sendo que neste momento encontram-se hospitalizados 166 pacientes nos centros de internamento da covid-19 e em outras unidades sanitárias, 66,3 % destes pacientes estão na cidade de Maputo. dos pacientes internados actualmente 108 são de sexo masculino,61.5& e 58 são do sexo feminino correspondendo a 34.9% “, disse.
Neste momento, o país conta com 13.375 casos activos da Covid-19.
O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano e parceiros estão a elaborar um programa de ensino para garantir a continuidade de leccionação de aulas para os alunos inscritos para o regime de curso nocturno.
Os alunos do período pós-laboral não irão retomar as aulas na segunda-feira no âmbito da observância das medidas de prevenção do novo coronavírus.
A porta-voz do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, Gina Guibunda, falando em conferência de imprensa, garantiu na segunda-feira (15) que dentro de duas semanas será encontrada o modelo de leccionação de aulas para este grupo.
“Esta é uma discussão que está na mesa, ainda não está completamente fechada, contudo a nossa aposta como sector é continuar com o ensino á distância, que não é novidade. Queremos sossegar a todos os alunos que estão no curso nocturno, que eles não vão perder a oportunidade de estudar”, disse.
Gina Guibunda garantiu que a 22 de Março corrente, todas as escolas no país vão iniciar o ano lectivo, com a devida observância das medidas de prevenção do novo coronavírus.
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On Time Investiment é uma Empresa Moçambicana de prestação de serviços de táxi por aplicativo, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Marketing Social. Saiba mais.
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