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Terça-feira, Julho 28, 2026
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Brasil: Cadáveres amontoados por falta de espaço em cemitério de Pernambuco

Cadáveres amontoados por falta de espaço, é cenário que pode se verificar no cemitério de Vitória de Santo Antão, no Estado brasileiro de Pernambuco.

As dezenas de cadáveres, como constatou a agência espanhola EFE, estão amontoados dentro de sacos no fundo do cemitério, ao ar livre, cobertos com lonas de plástico em condições precárias e com restos humanos expostos, num cenário que parece saído de um filme de terror.

O problema, que se arrasta há mais de oito anos, conforme relatado pelos vizinhos do cemitério, localizado na região central do município de 140 mil habitantes, ganhou maiores proporções nos últimos meses com o aumento das mortes no país devido à Covid-19.

Vitória de Santo Antão é um dos municípios localizados entre a Zona da Mata, como é conhecido um ecossistema florestal próximo ao litoral, e um deserto semiárido e agreste que se estende por vários estados do nordeste do país, como Pernambuco.

Os moradores das humildes residências próximas ao fundo do cemitério são cautelosos ao falar do assunto, mas acabam por relatar a grave situação para ecoar na imprensa, que se mobilizou até ao local com base em denúncias anónimas feitas através de vídeos que ganharam força na quarta-feira (17), nas redes sociais.

“Moram aqui muitas crianças, idosos e pessoas em risco de contrair doenças. O cheiro, com o calor, fica tão intenso que é preciso sair de casa. Quando chove, como tem acontecido estes dias, o ambiente melhora. Mas é um tratamento desumano para os vivos e mortos”, disse María dos Prazeres, uma reformada de 65 anos.

A nova administração municipal, que tomou posse em janeiro passado, emitiu um comunicado em que admite que a gestão anterior praticava um “descarte ilegal e sem respeito aos ossos da população”.

“É bom esclarecer que no local não há corpos em decomposição, são ossários que estão lá desde o ano passado”, disse a Autarquia, que indicou que se iniciaram os trabalhos de trasladação dos restos mortais para dois cemitérios daquela zona rural.

A Autarquia também reconheceu que, com o aumento das mortes na cidade, o cemitério está “superlotado” e está em tramitação na câmara Municipal um projeto de lei para a construção de dois novos cemitérios e um crematório.

“A situação tem que ter uma resposta imediata. Acredito que com essa mobilização dos media, as autoridades municipais vão agir rapidamente. A nossa cidade está entre as dez maiores da região e destaca-se pelo comércio, indústria e agropecuária”, disse o comerciante José das Dores.

O Brasil é o segundo país do mundo mais afetado pela pandemia em números absolutos, ao totalizar 287.499 óbitos e 11.780.820 diagnósticos de infeção pelo novo coronavírus.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), maior centro de investigação da América Latina, considerou que o Brasil vive “o maior colapso sanitário e hospitalar de sua história” e pediu ao Governo que endureça “com urgência” as medidas contra a pandemia.

Energia eléctrica vital para a economia

A Linha de transporte de corrente eléctrica que ligará Chimuara/Nacala, nas províncias da Zambézia e Nampula, respectivamente, é vital para a economia nacional e regional, pelo facto de poder vir a alimentar importantes zonas económicas especiais e projectos de grande dimensão no norte do país.

O presidente da República, Filipe Nyusi, afirmou ontem (18) que se trata do primeiro projecto estruturante da economia que vai transportar 400 quiloVolts (KW) de energia para as regiões centro e norte, podendo estimular o nascimento de outros projectos de grande dimensão.

Falando após o lançamento da primeira pedra para a construção da linha, na localidade de Chimuara, distrito de Mopeia, na Zambézia, Filipe Nyusi disse que ao longo do trajecto, nas províncias da Zambézia e Nampula, vão ocorrer importantes melhorias na qualidade e fiabilidade de energia.

O projecto de transporte de energia eléctrica vai ser executado em três fases, nomeadamente, Chimuara-Alto-Molocué (numa extensão de 367 quilómetros), ontem lançado, seguindo-se Alto Molócuè-Namialo e finalmente Namialo-Nacala.

Na primeira fase, serão construídas duas subestações, em Chimuara e em Alto Molocué e respectivas linhas de transporte, cujos trabalhos já estão em curso, devendo terminar no próximo ano, num investimento de 139 milhões de dólares ( 10,4 mil milhões de meticais).

No trajecto Chimuara-Alto Molocué existe uma linha de 200 KW que abastece a região norte do país. A nova linha será uma redundância da actual e terá duas vezes a capacidade desta, isto é 400 KW.

O objectivo do investimento é o reforço da capacidade de transporte de energia nas regiões Centro e Norte, responder a demanda de consumo de energia eléctrica nas zonas económicas especiais de Mocuba, Nacala e dos megaprojetos dos hidrocarbonetos, na província de Cabo Delgado.

Pretende-se, igualmente, assegurar a fiabilidade do sistema, uma vez que, quando as duas linhas estiverem operacionais, não haverá um “apagão” como o que aconteceu nas cheias do Licungo, em Janeiro de 2015, altura em que o Norte do país ficou privado de energia quando dez postes de alta tensão, junto às margens tombaram.

Os trabalhos em curso consistem na instalação de transformadores, barramentos, painéis, o que no futuro permitira escoar 600 KW, criando condições para a industrialização do país e, a médio prazo, ligar a rede nacional a da vizinha República da Tanzânia.

Papel de Zwelithini destacado por Ramaphosa

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, prestou ontem (18) homenagem nacional ao falecido rei Goodwill Zwelithini KaBhekuzulu, sublinhando que foi durante o seu reinado que os amaZulu alcançaram a estabilidade, após séculos de colonialismo e injustiça.

O monarca amaZulu, que reinou desde 1971, morreu no dia 12 de Março, devido a complicações associadas à diabetes e à Covid-19, no hospital público Chief Albert Luthuli, em Durban, litoral do país, e foi sepultado na madrugada de ontem em Kwanongoma, norte da província do KwaZulu-Natal.

“Hoje é um dia difícil porque caiu uma árvore gigante”, declarou o Presidente Ramaphosa, no elogio na cerimónia fúnebre oficial realizada na manhã de ontem na terra natal do rei Zulu.

O Chefe de Estado sul-africano, que decretou um funeral de Estado em homenagem ao monarca Zulu, salientou que “a história lembrará que, após muitos anos de conflito e turbulência, foi durante o seu reinado que o reino zulu alcançou a estabilidade e a harmonia que há tanto tempo lhe escapavam”.

“Foi durante o seu reinado que o seu povo – ao lado de todo o povo da nossa nação – realizou o seu sonho de libertação das injustiças do colonialismo e do ‘apartheid’”, disse, acrescentando que foi durante o seu reinado que as décadas de expropriação – e a destruição intencional do nosso conhecimento e sistemas económicos, cultura e instituições de governação – chegaram ao fim”, salientou Ramaphosa.

O Chefe de Estado sul-africano referiu que o “Imbube” será lembrado por ser “o mais ferrenho defensor do seu povo”, em que durante o seu reinado de meio século “não apenas defendeu e avançou os interesses do povo Zulu, mas também promoveu a sua cultura, os seus costumes, as suas tradições e um profundo senso de identidade e nacionalidade”.

“Como líder, ele pregou paz e unidade. Ele abominava a violência e as suas consequências”, sublinhou o Presidente sul-africano, adiantando que “à medida que o país caminhava para a democracia, ele apelou ao fim dos assassinatos políticos, viajando pelo país para se reunir e encorajar as pessoas a recorrerem a meios pacíficos de resolução de conflitos”.

México: Emboscada a forças de segurança faz 13 mortos

Pelo menos 13 polícias e funcionários da Procuradoria-Geral da República foram mortos hoje numa emboscada no estado do México, informou a secretaria de Segurança e o Gabinete do Procurador-Geral da República mexicanas.

O ataque ocorreu numa área do município de Coatepec Harinas, enquanto a caravana estava a conduzir operações contra grupos armados que operam na área, segundo a secretaria de Segurança e o Gabinete do Procurador-Geral da República mexicanas.

“Neste momento, sabemos que cinco polícias e oito funcionários da Procuradoria-Geral da República foram mortos neste ataque cobarde”, disseram numa declaração conjunta as duas instituições.

Após o ataque, membros da Guarda Nacional, do Ministério da Defesa e da Marinha lançaram uma operação para localizar os atacantes, assegurando que “o ataque não ficará impune”.

O estado do México, que faz fronteira com a capital, é considerado um dos mais violentos do país, onde operam vários cartéis de droga.

Mais de 300 mil pessoas foram mortas no México desde que o governo federal lançou uma operação militar contra a droga em dezembro de 2006.

O governo atribui a maioria destes crimes aos cartéis.

Samia Suluhu tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo de chefe do Estado da Tanzânia

A vice-presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, tornou-se hoje a primeira mulher a ocupar o cargo de chefe de Estado neste país da África Oriental, após a morte do Presidente tanzaniano, John Magufuli, na quarta-feira.

Samia Suluhu Hassan tomou posse numa cerimónia transmitida pela televisão, na capital económica do país, Dar es Salaam, em que participaram vários membros do Governo e antigos Presidentes, incluindo Jakaya Kikwete, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

De acordo com a Constituição da Tanzânia, a vice-presidente deve ocupar agora a presidência do país até ao final do mandato de Magufuli, que expira em 2025.

Natural do arquipélago semiautónomo de Zanzibar, cujas relações com a Tanzânia continental são historicamente tensas, Suluhu Hassan era já a primeira vice-presidente da história do seu país, tendo concorrido ao lado de Magufuli quando este chegou ao poder, em 2015.

“Posso parecer educada e posso não gritar quando falo, mas o mais importante é que todos compreendam o que estou a dizer e que que as coisas sejam feitas como eu digo”, afirmou Suluhu Hassan em 2020.

Nascida em 27 de janeiro de 1960 em Zanzibar, com um pai professor e mãe dona de casa, Suluhu Hassan é mestre em Desenvolvimento Económico Comunitário pela Universidade Livre da Tanzânia e pela Universidade do Sul de New Hampshire, nos Estados Unidos da América.

Iniciou a sua carreira profissional no Governo de Zanzibar, onde trabalhou entre 1977 e 1987, desempenhando funções administrativas e, mais tarde, como responsável pelo desenvolvimento.

Ainda no arquipélago semiautónomo, juntou-se ao Programa Alimentar Mundial e, mais tarde, dirigiu a associação de organizações não-governamentais (ONG) locais durante dois anos.

A sua carreira política teve início em 2000, com a nomeação para deputada no parlamento de Zanzibar pelo partido presidencial Chama Cha Mapinduzi (CCM), que ainda hoje se mantém no poder. Por este partido viria a ser eleita para a Assembleia Nacional tanzaniana.

Ao longo da carreira política, Suluhu Hassan desempenhou várias vezes o cargo de ministra. Primeiro em Zanzibar, entre 2000 e 2010, como ministra das Mulheres e Juventude, depois do Turismo e Comércio, e, a nível nacional, foi ministra dos Assuntos Sindicais, sob o antigo Presidente Jakaya Kikwete.

Depois das eleições de 2015 e com a conquista do lugar de vice-presidente, um papel que normalmente fica em segundo plano, Suluhu Hassan era o rosto da Tanzânia no estrangeiro, representando regularmente Magufuli.

A muçulmana, de 61 anos, junta-se assim a Sahle-Work Zewde, Presidente da Etiópia, embora esta última desempenhe um papel mais cerimonial.

Magufuli morreu na quarta-feira aos 61 anos devido a doença cardíaca em Dar es Salaam, capital económica da Tanzânia.

Reeleito em outubro, Magufuli, apelidado de “bulldozer”, chegou ao poder em 2015, prometendo combater a corrupção.

O seu primeiro mandato foi marcado, segundo muitas organizações de direitos humanos, por uma deriva autoritária, repetidos ataques à oposição e o recuo das liberdades fundamentais.

Indicadores de ocorrência da Covid-19 reduzem no país

Moçambique continua a registar uma redução em todos os indicadores da Covid-19, ao mesmo tempo que sobe a proporção de indivíduos recuperados da doença.

As autoridades sanitárias notificaram este mês 92 vítimas mortais, o que corresponde a 47.4 por cento dos óbitos registados em igual período de Fevereiro, quando foram declarados 194 mortes.

No período em análise, o número de internamentos baixou de 638 casos para e 321 e o de infectados de 13.975 para 5.590.

A Direcção Nacional de Saúde Pública refere que o quadro é encorajador e indica que a maioria das pessoas tende a cumprir as medidas mais recentes adoptadas pelo Governo para travar o ritmo de propagação que se registava desde Janeiro.

“Queremos, por isso, encorajar a todos a continuarem a observar as medidas de prevenção e combate à Covid-19. Só assim será efectivamente controlada e o país retomará sem restrições a vida sócio-económica”, apela.

Entretanto, ontem, as autoridades sanitárias anunciaram a morte de quatro pessoas e internamento de outras 10. As vítimas mortais são pacientes com idades entre 14 e 70 anos que se encontravam internadas nas unidades sanitárias da cidade de Maputo.

No mesmo período, os laboratórios diagnosticaram 255 novas infecções. Um comunicado do MISAU indica que todos os casos resultam de transmissão local e os infectados se encontram em isolamento domiciliar.

No mesmo período, 987 pessoas recuperaram da doença, o que eleva para 52.363 o cumulativo de pessoas que se viram livres da doença. Assim, o país passou a ter 12.348 casos activos, maioritariamente na cidade e província de Maputo.

Ossufo Momade manifesta o sentimento satisfação no processo DDR

O Presidente da Renamo, Ossufo Momade, diz estar satisfeito com a adesão dos antigos guerrilheiros do partido ao processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR).

O sentimento foi manifestado na quinta-feira (18), momentos após desembarcar no Aeroporto de Quelimane, para uma visita de trabalho  à província da Zambézia.

“Vamos aproveitar chegar nas nossas unidades militares para que possamos estar com aqueles que dentro de meses vão poder ser desmobilizados e encorajar para que possam aderir ao DDR. O processo está a andar, estamos satisfeitos porque aqueles que estavam a resistir para aderir, já estão a aparecer”, disse.

Neste momento cerca de 1.400 guerrilheiros residuais da Renamo, na Zambézia, aguardam pelo processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração, segundo Ossufo Momade.

Covid-19: Alemanha anuncia a retoma da vacina AstraZeneca

A Alemanha vai retomar hoje a vacinação contra a covid-19 com o fármaco anglo-sueco AstraZeneca, após o regulador europeu ter considerado esta vacina “segura e eficaz”, anunciou o ministro da Saúde germânico.

“O nosso objetivo, e é o objetivo comum do Governo e dos 16 Länder [estados federados], consiste em retomar no dia de sexta-feira as vacinações com AstraZeneca”, declarou aos ‘media’ Jens Spahn, e com o objetivo de restabelecer a “confiança” nesta vacina, cuja utilização foi suspensa neste país na segunda-feira.

O ministro prometeu uma “vacinação esclarecedora”: as pessoas que desejem receber a vacina deverão ser previamente informadas “de forma transparente” de eventuais efeitos secundários ou indesejáveis, incluindo tromboses.

O Governo de Ângela Merkel, que até há poucos dias defendia a vacina anglo-sueca, surpreendeu na segunda-feira com o anúncio pelo ministro da Saúde da suspensão das injeções, na sequência de decisões semelhantes em França e Itália.

Segundo o ministério, o Instituto médico Paul-Ehrlich, que aconselha o Governo alemão, considerou serem “necessários outros exames”, após os casos de formação de coágulos sanguíneos em pessoas vacinadas na Europa.

China deve permitir reunião de crianças uigures com pais exilados

A Amnistia Internacional pedi na manhã de hoje à China que permita às crianças da minoria uigure juntarem-se aos pais, fugidos do país devido à campanha de detenção em massa em Xinjiang, e instou outros governos a ajudarem as famílias a localizarem-se.

Num relatório que divulga os resultados de uma investigação feita pela organização humanitária, a Amnistia Internacional revela hoje casos de famílias exiladas cujas crianças ficaram entregues a parentes, mas que são enviadas pelo Governo chinês para “orfanatos” estatais na região chinesa de Xinjiang para serem doutrinadas.

Numa petição lançada pela organização de direitos humanos, é pedido ao Governo chinês que dê, de forma completa e sem restrições, acesso aos especialistas em direitos humanos da ONU, aos investigadores independentes e a jornalistas para investigar a situação em Xinjiang.

Ao mesmo tempo, a organização insta outros governos a fazerem tudo o que puderem para garantir que uigures, cazaques e outras minorias étnicas chinesas residentes nos seus países recebam ajuda na tentativa de localizar, contactar e reunir-se com os seus filhos.

A organização falou com pais que foram separados dos seus filhos – alguns com apenas cinco anos de idade – e não podem regressar à China devido à ameaça de serem enviados para campos de internamento e “reeducação”.

UE realiza Cimeira Europeia contra o Racismo

A Comissão Europeia e a presidência portuguesa da UE organizam hoje a primeira Cimeira Europeia Contra o Racismo, reunindo ministros, parlamentares e outros atores políticos e sociais para dar um “forte sinal” da União Europeia contra a discriminação.

A dias do Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, que se assinala a 21 de Março, a cimeira vai debater o tema na base do novo plano de ação da União Europeia Contra o Racismo 2020-2025, apresentado em setembro e que estabelece uma série de medidas para combater o racismo e a discriminação racial.

O evento de alto nível “pretende lançar as bases para uma futura cooperação no desenvolvimento de condições concretas para a implementação da agenda antirracismo da UE”.

“Precisamos de falar sobre racismo. E precisamos de agir”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Parlamento Europeu, em junho, três meses antes de apresentar o plano de ação, que estabelece uma série de medidas para combater o racismo e a discriminação racial.

No contexto do ambicioso plano, a Comissão quer “abordar o racismo estrutural”, que “perpetua as barreiras colocadas no caminho dos cidadãos unicamente devido à sua origem racial ou étnica”, tendo desenvolvido o Quadro Estratégico da UE para a comunidade roma que pretende combater “a hostilidade em relação aos ciganos” e estando a preparar a próxima estratégia de luta contra o antissemitismo.

A Cimeira Europeia Contra o Racismo contará com a participação, entre outros, da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, da vice-presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, e da ministra de Estado e da Presidência portuguesa, Mariana Vieira da Silva.

Vacina russa Sputnik V foi licenciada para o uso nas Filipinas

A vacina russa Sputnik V contra o novo coronavirus foi licenciada para utilização nas Filipinas, anunciaram esta sexta-feira as autoridades da Rússia.

A vacina foi “licenciada ao abrigo do procedimento para utilização de emergência” pelas autoridades filipinas, indicou, em comunicado, o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), que financiou o desenvolvimento da vacina.

“As Filipinas foram dos primeiros países a mostrar interesse na vacina Sputnik, depois de esta ter sido licenciada na Rússia”, lê-se na mesma nota, que cita o diretor do RDIF, Kirill Dmitriev.

O responsável russo disse ainda que a vacina foi aprovada “após uma revisão exaustiva dos dados científicos” e manifestou confiança de que “se tornará um dos instrumentos fundamentais para impedir a propagação do coronavírus no país”.

As Filipinas, entre os países mais populosos do sudeste asiático, enfrentam um surto de infeções por coronavírus, tendo anunciado na quarta-feira o encerramento das suas fronteiras a estrangeiros.

Mais de 630.000 pessoas foram diagnosticadas com Covid-19 desde o início da pandemia, e quase 13.000 mortes foram atribuídas à Covid-19.

A maioria dos casos ocorreram na capital e na sua região, onde foi imposto recolher obrigatório noturno, enquanto as crianças estão proibidas de sair de casa.

As Filipinas esperam vacinar 70 milhões de pessoas este ano. Mais de um milhão de doses das vacinas desenvolvidas pelo laboratório chinês Sinovac e o britânico AstraZeneca foram entregues ao arquipélago nas últimas duas semanas.

Aprovada em 52 países, de acordo com o RDIF, a vacina russa Sputnik V foi inicialmente recebida com ceticismo no estrangeiro.

A sua fiabilidade foi validada em Fevereiro pela revista científica The Lancet.

Para debater distribuição de vacinas Lula pede que Biden convoque G20

O ex-Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva pediu na quarta-feira ao mandatário norte-americano, Joe Biden, que compartilhe as vacinas restantes contra a covid-19 e convoque o G20 para discutir a distribuição de imunizantes.

“Uma sugestão que gostaria de fazer a Biden é que é muito importante convocar com urgência uma reunião do G20, é importante convocar os principais líderes mundiais e colocar uma coisa na mesa, um só tema: vacina, vacina, vacina”, disse Lula.

O líder da oposição brasileira garantiu que “a responsabilidade dos líderes internacionais é tremenda” e disse que se dirige a Biden porque não confia no atual Governo do Brasil, presidido por Jair Bolsonaro. “Peço a Biden que faça isso, porque não acredito no meu Governo. Nem poderia pedi-lo a Donald Trump (ex-Presidente dos EUA), mas Biden é um sopro para a democracia no mundo”, acrescentou Lula.

O ex-Presidente brasileiro pediu aos Estados Unidos que compartilhem as suas vacinas que sobraram, algo que, até ao momento, Washington se negou a fazer.

“Os Estados Unidos têm um excesso de vacinas e não vai usar todas e talvez essas vacinas, quem sabe, poderiam ser doadas ao Brasil ou para outros países ainda mais pobres que o Brasil, que não tem condições de comprar vacinas”, afirmou o histórico líder do Partido dos Trabalhadores (PT).

Espanha aprova definitivamente a lei da eutanásia

O Parlamento espanhol aprovou ontem (18) a lei que legaliza a eutanásia, que entra em vigor daqui a três meses, mas as formações de direita Partido Popular e Vox, que votaram contra, já anunciaram que vão recorrer ao Tribunal Constitucional.

Na votação, que decorreu ao fim da manhã no Congresso dos Deputados espanhol, votaram a favor 202 deputados, contra 141, e dois abstiveram-se, depois de um último debate sobre a questão.

Tanto o Partido Popular como o Vox, que votaram contra a lei, avançaram que irão apresentar um recurso contra esta lei junto do Tribunal Constitucional espanhol.

A regulação da morte assistida é um projeto apresentado inicialmente pelo Partido Socialista espanhol (PSOE) e uma das prioridades do Governo de esquerda liderado por Pedro Sánchez, que teve alguns atrasos provocados pela pandemia de Covid-19, prevendo-se que entre em vigor dentro de três meses.

Espanha tornou-se assim um dos sete países do mundo a autorizar que um doente com uma doença incurável decida morrer para pôr fim ao seu sofrimento, depois da Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Canadá, Nova Zelândia e Colômbia.

Em Portugal, a Assembleia da República também aprovou no final de janeiro um projeto de lei para regular a morte assistida, mas na segunda-feira o Tribunal Constitucional chumbou o texto, que foi enviado de volta ao parlamento.

Residentes de Rangum fogem em massa devido a aumento de repressão

Os residentes de Rangum estão a fugir em massa da principal cidade de Myanmar, antiga Birmânia, à medida que a junta militar intensifica a sua repressão, determinada em eliminar toda a dissidência pró-democracia. Mais de 220 civis foram mortos em todo o país desde o golpe militar de 1 de fevereiro que derrubou Aung San Suu Kyi.

O número de vítimas mortais pode ser muito mais elevado, com centenas de pessoas detidas nas últimas semanas a serem mantidas isoladas e dadas como desaparecidas. Perante isto, o êxodo está a intensificar-se em Rangum, uma cidade com cerca de cinco milhões de pessoas sob lei marcial.

Esta manhã, formaram-se engarrafamentos numa das principais rotas para fora da capital económica, de acordo com imagens transmitidas por um meio de comunicação social local.

“Vou para uma casa no estado de Rakhine”, disse uma mulher que decidiu apanhar o autocarro, de acordo com a agência noticiosa France-Press (AFP). “Já não me sinto segura, já não durmo à noite. Na minha vizinhança, as forças de segurança raptaram pessoas e torturaram-nas”, acrescentou.

Nas redes sociais, muitos utilizadores encorajaram as pessoas a partir, porque “a situação na cidade é assustadora”, mas alguns imploraram-lhes que fiquem, por “solidariedade”. “Era demasiado stressante viver em Rangum”, disse um jovem que conseguiu chegar a Kyaukpyu, uma cidade costeira a mais de 600 quilómetros de distância.

No dia 1 de fevereiro, os generais birmaneses tomaram o poder, alegando fraude eleitoral nas legislativas e contestando a vitória de Aung San Suu Kyi. Desde o golpe de Estado repetem-se as manifestações de protesto, marcadas pela violência policial e do exército.

Filipe Nyusi endereça condolências ao povo tanzaniano

O chefe do Estado Filipe Nyusi, endereçou ontem (18) condolências ao povo tanzaniano pela morte do Presidente John Magufuli, lembrando um líder defensor do pan-africanismo e comprometido com a transparência.

“O Presidente Magufuli foi um verdadeiro filho da Tanzânia e de África. Serviu de forma comprometida e com elevado espírito patriótico o seu país e o seu povo. Defensor de valores do pan-africanismo, contribuiu para integração regional e continental”, afirmou Filipe Nyusi, numa mensagem de condolências.

Na sua mensagem, Filipe Nyusi lembra “importantes entendimentos” que alcançou com John Magufuli no domínio da segurança para a região fronteiriça entre Moçambique e a Tanzânia, uma área que tem sido palco de ataques armados protagonizados por grupos classificados como terroristas.

Cabo Delgado, uma das duas províncias moçambicanas que fazem fronteira com a Tanzânia, está sob ataque desde outubro de 2017 e a violência está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 670 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos.

Em novembro, Moçambique e Tanzânia assinaram um acordo para troca de informações sobre as incursões de grupos armados naquela região.

“Nós, em Moçambique, sentimos a dor dos nossos irmãos tanzanianos, com os quais choramos preces e pensamentos pela perda irreparável do nosso irmão”, frisou o chefe de Estado moçambicano, acrescentando que espera que, na liderança da vice-presidente da Tanzânia, os dois países continuem a cooperar.

Joe Biden chama Vladimir Putin de “assassino”

O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden considera Vladimir Putin um “assassino” e ameaça “fazê-lo pagar” pela interferência russa nas eleições norte-americanas de 2020.

Um relatório dos serviços secretos dos Estados Unidos divulgado pelo gabinete da directora Nacional de Inteligência, Avril Haines, concluiu que o Presidente russo provavelmente esteve por trás das tentativas de influenciar a votação a favor de Donald Trump.

O relatório divulgado na terça-feira diz que Putin autorizou operações de influência para minar a confiança nas eleições e acentuar as divisões sociais no país. O objectivo seria prejudicar a reputação de Biden e impulsionar Donald Trump.

O documento também indica que a Rússia tentou boicotar a candidatura de Biden porque considerava que a sua posição era contrária aos interesses do Kremlin. No entanto, o relatório também sublinha que nenhum governo estrangeiro comprometeu os resultados finais.

A Rússia retaliou. Nas redes sociais, o presidente da Câmara Baixa do Parlamento russo, Viatcheslav Volodin, disse que os comentários de Biden são um “ataque” à Rússia e que o Presidente dos Estados Unidos insultou os cidadãos russos com as suas declarações.

Para o porta-voz de Vladimir Putin, Dmitry Peskov, as acusações de Biden são infundadas.

“Não concordamos com as conclusões deste relatório em relação ao nosso país. A Rússia não interferiu nas eleições anteriores (em 2016) nem nas eleições de 2020, mencionadas neste relatório”.

Em reação a estas conclusões, o Presidente norte-americano, Joe Biden disse que “ele vai pagar um preço, verá em breve”, mas sem entrar em detalhes.

Joe Biden admitiu que há dossiers em que os dois países poderão cooperar. “Há áreas em que é do nosso interesse mútuo trabalharmos em conjunto”, nomeadamente na renovação do acordo nuclear START.

“Eu conheço-o relativamente bem. (…) De acordo com a minha experiência, o mais importante ao lidar com líderes estrangeiros é conhecer o outro sujeito”, disse Joe Biden nesta entrevista.

Questionado sobre se considera o homólogo russo “um assassino”, Biden respondeu: “Sim”.

Verônica Macamo defende o financiamento para operações de paz em África

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique defendeu hoje o financiamento de operações de paz em África face à emergência de “focos de terrorismo” no continente.

“O financiamento das operações de paz em África é crucial por ser um continente afetado pela proliferação de focos de terrorismo e extremismo violento”, disse Verônica Macamo.

A chefe da diplomacia moçambicana falava durante uma reunião virtual do Conselho de Paz e Segurança da União Africana.

Para a governante, a emergência de “focos de terrorismo” em países africanos exige uma abordagem concertada, com a finalidade de proteger as populações face a um “fenómeno odioso”.

“Espalham terror, perpetrando massacres contra pessoas inocentes e promovem a destruição desenfreada de infraestruturas sociais e económicas”, lamentou.

O fortalecimento da cooperação entre a União Africana e as Nações Unidas é apontado por Verónica Macamo como indispensável, mas a governante alerta também para necessidade de os países africanos honrarem com os seus compromissos, como membros da organização.

“Temos que encontrar mecanismo eficazes que garantam que os nossos países em África honrem os compromissos assumidos em relação ao Fundo da Paz da União Africana”, frisou.

As Forças de Defesa e Segurança de Moçambique enfrentam, há três anos, grupos armados classificados como uma ameaça terrorista em Cabo Delgado, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África para exploração de gás natural.

Médico oferece resultado negativo falso de Covid-19 a mulher em troca de contacto telefónico

Um médico foi demitido após oferecer a uma mulher um resultado negativo falso da Covid-19, na condição desta lhe dar o contacto telefónico e concordar em marcar um encontro com ele. A mulher de Viena, Áustria, foi ao centro de testes recolher o resultado do teste, até que um médico lhe disse que tinha testado positivo à Covid-19.

O homem ofereceu-se para lhe dar um certificado com o resultado negativo, caso a mulher lhe desse o número de telemóvel e marcassem um encontro.

Segundo apurou The Daily Mirror, o médico disse-lhe: “O seu resultado do teste está aqui e é positivo, mas se você me der o seu número de telefone e sair comigo, eu dou-lhe um certificado negativo”.

Após a situação, a mulher saiu imediatamente e queixou-se ao centro de testes por e-mail e o médico acabou por ser despedido, avança The Daily Mail.

14.300 candidatos concorrem à Universidade Pedagógica

Cerca de 14.300 candidatos concorrem à 2.705 vagas para diferentes cursos de licenciatura na Universidade Pedagógica de Maputo. A instituição assegura que há condições para a prevenção da Covid-19.

Ao contrário do que acontecia em ocasiões anteriores ao surto da Covid-19, ao chegarem à Universidade Pedagógica de Maputo, os candidatos seguem com o protocolo das medidas de prevenção, a seguir, procuram as salas onde devem realizar os exames.

Em grupos pequenos, alguns candidatos trocam impressões e outros fazem as últimas leituras. Mas quando eram aproximadamente oito horas, as coisas complicaram-se. Era hora do arranque do exame, entretanto muitos concorrentes ainda verificavam se os respectivos nomes constavam ou não das listas.

Aliás, neste primeiro dia de exames, alguns candidatos atrasaram e não tinham orientação.

Teresa Fernando, que concorre ao ensino de inglês, chegou cedo ao Campus da Universidade Pedagógica de Maputo, mas o seu nome não constava da lista.

“Procurei meu nome na lista e não o achei. Vou procurar noutra sala e, caso não o ache, contactarei a Comissão de Exames de Admissão”

Ela percorreu todos os corredores dos edifícios. Do anfiteatro, onde ela presumia que faria o exame, foi orientada para uma outra sala. Era o fim do seu desespero, pois já podia submeter-se ao exame. Mas, tal como Teresa, estavam outros candidatos em situação similar.

A Comissão de Exames da Universidade Pedagógica de Maputo assegurou que, apesar dos constrangimentos registados no arranque dos exames, nenhum candidato inscrito vai falhar o processo.

“Este ano temos cerca de 14.300 candidatos, ano passado tínhamos 14.500. Está claro que houve uma redução, as vagas também diminuíram ligeiramente, temos 2.705 para o presente ano académico, está claro que o rácio ainda não é favorável e é preciso estudar muito”.

Célio Sengo, Coordenador da Comissão dos Exames de Admissão, disse que os exames de admissão decorriam, antes da pandemia, em Janeiro, mas este ano têm lugar em Março e garante que esta mudança não vai criar constrangimentos no cumprimento dos programas curriculares.

“Escolas Livres dos Acidentes de Viação ” é a camapanha lançada pela AMVIRO e parceiros

Cerca de 110 crianças morreram ano passado, vítimas de acidente de viação, nas estradas nacionais, período em que se encontravam sem aulas presenciais.

Desse número, as mais afectadas foram crianças com idade escolar entre os 7 e 10 anos de idade. Dentre as vítimas, 45% morreram por atropelamento.

Para evitar que mais casos do género aconteçam nesta retoma das aulas da próxima semana, a Associação Moçambicana de Vítimas de Insegurança Rodoviária (AMVIRO), a Polícia de Trânsito, o Fundo de Estradas e a Associação dos Transportadores Escolares da Matola promovem a campanha “Escolas Livres dos Acidentes de Viação ”.

A campanha tem como objectivo garantir um retorno seguro às aulas para as crianças, segundo o presidente da AMVIRO, Alexandre Nhampossa, tendo referido que “a partir da próxima semana, as estradas não serão mais as mesmas, temos cerca de sete milhões de crianças a regressarem às aulas e, por isso, precisamos de reforçar os cuidados nas estradas”.

Nhampossa explicou que uma das acções que serão levadas a cabo pela campanha será o levantamento de todas as escolas que se encontram situadas em locais críticos ao longo da Estrada Nacional Número Um, em todo o país, para a posterior realização das acções de prevenção dos acidentes nesses locais, como, por exemplo, a colocação das passadeiras e outros sinais de trânsito.

A polícia de Trânsito, outra figura da campanha, compromete-se a dar o acompanhamento às crianças que estudam nas escolas ao longo da estrada.

Isildo Buque, Porta-voz da PT, garante “o acompanhamento das nossas crianças ao nível das escolas com maior circulação de veículos, que se encontram nas bermas das estradas; apelamos também aos pais de forma a garantir a melhor travessia das crianças”.

O retorno seguro às aulas depende, também, dos transportadores escolares, mas esses dizem que vão começar a actividade com algum défice, por conta da pandemia, segundo explicou Calisto Namburete, membro da Associação dos Transportadores.

Refere-se que as novas normas impostas para a prevenção da Covid-19 (como, apenas 13 passageiros, um acompanhante para além do motorista, medição de temperatura de álcool para desinfecção das mãos) afugentaram alguns transportadores, sendo que, dos cerca de 250, apenas 60% estarão em funcionamento.

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