A Província de Maputo continua a registar altas taxas de infecção pela Tuberculose (TB), num contexto em que o número de doentes tende a baixar no país, situação que preocupa o governo local.
Vitória Diogo, secretária de Estado na província de Maputo, que dirigiu ontem (24), as cerimónias provinciais do Dia Mundial da Luta contra a Tuberculose, no Hospital Geral da Machava, exortou a colaboração e união de esforços de todos os intervenientes para eliminar a doença.
O abandono ao tratamento continua a ser uma das principais causas de mortalidade pela doença. Dos 8.036 pacientes que iniciaram o tratamento de TB em 2019, 7.088 terminaram com sucesso no ano seguinte, tendo se registado uma desistência de 237 doentes.
Diogo apontou que a província apresenta uma alta taxa de pacientes com TB associada ao HIV/SIDA de 48 por cento, o que obriga o governo local a redobrar as acções de resposta com criatividade e ousadia.
Na ocasião, a Secretária de Estado da Província de Maputo e parceiros ofereceram material de prevenção contra TB e Covid-19 ao Hospital Geral da Machava, composto por 900 máscaras cirúrgicas, 500 luvas, 20 óculos de protecção, 100 batas, 10 litros de álcool gel e igual número de caixas de sabão em barras.
O Brasil ultrapassou no final da tarde de quarta-feira (24), as 300 mil vidas perdidas para a Covid-19 em um ano de pandemia do Coronavírus no país.
A informação foi avançada pelo consórcio de imprensa formado por veículos de informação para monitorizar o avanço da pandemia por os dados divulgados pelo governo do presidente Jair Bolsonaro não oferecerem credibilidade.
Segundo esse consórcio, no final da tarde desta quarta-feira o país registava 300.015 mortes em decorrência da Covid-19, cuja primeira morte no Brasil ocorreu em 17 de Março de 2020, em São Paulo. Em relação ao número de pessoas infetadas pelo Coronavírus no mesmo período, o Brasil ultrapassou um dia antes, terça-feira, outra impressionante marca, a de 12 milhões de contágios.
O novo máximo total de mortes pela doença acontece apenas um dia depois de o Brasil registar pela primeira vez mais de três mil mortes num único dia. Terça-feira (23), o país contabilizou 3158 óbitos no período de 24 horas.
A velocidade da nova onda de Coronavírus no Brasil também impressiona e mostra que a Covid-19 está totalmente fora de controlo no Brasil. Enquanto para se chegar aos primeiros 50 mil casos foram necessários seis meses de pandemia no ano passado, para passar dos 250 mil para os 300 mil óbitos o país precisou de apenas 21 dias.
Na manhã de quarta-feira (24), um ano depois do início da tragédia sanitária, o presidente Jair Bolsonaro criou finalmente um comité nacional anti-Covid, respondendo a inúmeros apelos de governadores, autarcas e médicos para criar uma coordenação nacional de ações contra a doença. Mas relegou para terceiros, como o presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco, a missão de falar e negociar com governadores de estado e autarcas, pois Bolsonaro não aceita ter qualquer tipo de contacto com gestores regionais e locais que não sejam totalmente alinhados com ele.
O novo ministro da Saúde, o médico cardiologista Marcelo Queiroga, tomou posse esta terça-feira e nesta quarta falou com jornalistas, mas, na linha do que pensa Jair Bolsonaro, deixou claro que não decretará qualquer medida mais restritiva, como confinamento, exatamente a medida que a esmagadora maioria dos governadores e dos autarcas implementou ou vai implementar para tentar ao menos reduzir a velocidade de propagação do vírus.
Amigo da família Bolsonaro há anos, Queiroga perdeu a credibilidade logo ao ser indicado, afirmando que o ministro não tem política de Saúde, apenas executa a política de Saúde definida pelo presidente.
O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho de Rosário, acaba de proceder com o lançamento da Directriz Nacional de Tratamento da Tuberculose Latente, que ontem começou a ser implementada no sector da saúde na prevenção e tratamento da doença.
Na ocasião, Do Rosário renovou o compromisso do Governo de continuar a adoptar medidas para consolidar os ganhos alcançados no combate a tuberculose e erradicar a doença do nosso país.
O dirigente falava no Paços do Município de Maputo, onde foi administrada a primeira pessoa a beneficiar desta nova forma de prevenção que é feita uma vez por semana, durante três meses.
Por seu turno, o ministro da Saúde, Armindo Tiago, que fez uma breve apresentação do esquema da directriz, disse que Moçambique possui 110 mil doentes infectados activos da tuberculose, uma doença que segundo ele possui cura, através do tratamento hospitalar.
Segundo Tiago, várias pessoas infectadas não se encontram doentes, ou seja, não possuem sintomas da doença devido ao seu sistema imunológico, entretanto, podem desenvolver a doença durante a sua vida depois de cinco anos de infecção.
A fonte esclareceu que a directriz orienta os profissionais do sector da saúde a manejar correctamente o tratamento de pacientes da tuberculose, de modo a prevenir o surgimento de mais casos da doença no país.
“O tratamento preventivo da doença é uma componente estratégica crítica para a eliminação da tuberculose adoptada pela Organização Mundial da Saúde”, salientou.
O evento coincidiu com as celebrações do Dia Mundial da Tuberculose.
Mateus Zimba, um dos réus do “Caso Embraer” e ex-gestor da petroquímica sul-africana Sasol, não esteve nas negociações de compra e venda das duas aeronaves da marca Embraer, modelo E-190, às Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), entre 2008 e 2009.
A afirmação foi feita na terça-feira (23), em sede da 8ª Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, por Patrice Candaten, antigo responsável de vendas da Embraer para África e chefe do grupo das negociações com a LAM.
Candaten foi arrolado como testemunha para ajudar na produção de provas, sendo considerado “peça-chave” nas negociações.
O depoente, que foi ouvido através de vídeo-conferência, a partir da França, uma vez aposentado, disse ao tribunal que teria ficado indignado face ao pedido de “gesto” do réu Mateus Zimba porque não esteve envolvido em todo o processo, antecedido de vários estudos de viabilidade, que durou mais de sete anos.
Afirmou que conheceu pessoalmente o arguido, em Maputo, no acto de entrega dos aviões.
Segundo ele, para além da LAM e da Embraer, não existia nenhuma outra empresa envolvida e que tenha ajudado na materialização do negócio, quer em Maputo, quer no Brasil.
Para o caso em concreto, tal como referiu, não havia empresa legal, sendo que durante os sete anos de negociações do contracto de compra e venda entre as duas entidades não houve nenhum agente da comissão de venda.
A testemunha disse que todas as negociações foram feitas com José Viegas, co-réu neste processo e ex-presidente do Conselho de Administração da LAM.
Respondem, igualmente, ao Processo sob no 52/GCCC/2016-IP, o co-réu Paulo Zucula, então Ministro dos Transportes e Comunicações sob acusação de uso do contrato de compra e venda de dois aviões Embraer E-190, como meio para a obtenção de vantagens patrimoniais, tendo o réu Mateus Zimba recebido 800 mil dólares americanos (57,6 milhões de meticais ao câmbio actual).
O Presidente da República, Filipe Nyusi, convidou na terça-feira (23) aos prestadores de serviços cívicos de Moçambique a servirem a pátria em outras frentes, dada a sua atribuição de não participarem em combate armado.
Falando em Montepuez, província de Cabo Delgado, na sua qualidade de Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), Filipe Nyusi afirmou, no encerramento do VIII curso básico de servidores cívicos de Moçambique, serem visíveis os frutos deste sector militar, a maior parte dos quais se subscrevem em unidades produtivas em Unango, no Niassa, e Chókwè, em Gaza. Mas também são visíveis, através dos cursos vocacionais em que tomam parte, nomeadamente na carpintaria, pecuária, electricidade, entre outros.
Nyusi exaltou o facto de ao longo da formação os servidores cívicos terem recebido ensinamentos cívico-morais, patrióticos e valores da unidade nacional, o que lhes dá mais-valia para poderem participar nos desafios que são-lhes reservados à luz das suas atribuições.
Apesar de não participarem nos combates armados, Filipe Nyusi lembrou aos formados sobre os desafios que o país enfrenta, nomeadamente o terrorismo na província de Cabo Delgado e os ataques armados levados a cabo pela Junta Militar da Renamo, nas províncias de Manica e Sofala.
Aliás, foi a este propósito que Nyusi reiterou os avisos para que o líder da Junta Militar, Mariano Nhongo, abandone imediatamente as matas e se junte ao processo do Desarmamento, Desmilitarização e Reintegração (DDR), em curso no país. Lembrou que tem sido os homens residuais da Renamo, outrora filiados à Junta Militar, que têm deposto as armas para aderir à iniciativa, sendo que Nhongo devia seguir o exemplo.
O Chefe do Estado elogiou as Forças de Defesa e Segurança pelos avanços que têm registado no teatro operacional Norte e referiu-se ao apoio que estas têm recebido da população, contrariando as alegações segundo as quais estas seriam protagonistas da violação dos direitos humanos.
“A natureza da população de Cabo Delgado é de apoiar as Forças de Defesa e Segurança. Ela tem experiência que vem desde o passado, durante a luta de libertação nacional. Ela assume as FDS como seus filhos, acarinhando-as nas suas missões”, disse.
Concluíram o curso 564 servidores cívicos, sendo 380 homens e 184 mulheres. Na ocasião, foram premiados dez instruendos que se destacaram durante os treinos, desde a assimilação das aulas teóricas, até ao manuseamento do armamento. Os premiados receberam bens como telemóveis, relógios, rádios, entre outros objectos.
As três bancadas parlamentares com agenda desde ontem até hoje (25), para apreciar a conta geral do Estado defendem posições divergentes quanto à sua realização.
O documento em debate foi submetido pelo Governo para apreciação e aprovação pelos deputados da Assembleia da República.
A maior bancada parlamentar, a Frelimo considera a conta coerente para todas as realizações feitas durante o exercício de 2019 e aconselha as duas bancadas da oposição, Renamo e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) para aprovar o dispositivo, porque possui mérito para o efeito.
Entretanto, a Renamo e MDM, na oposição que olham a conta em debate como estando fora dos padrões de realização e desprovida de qualquer elemento plausível.
Foram vacinados hoje cerca de 200 doentes diabéticos no arranque da campanha de imunização contra o novo coronavírus no Hospital Central de Maputo (HCM).
Durante a campanha, poderão ser abrangidos cerca de 1.500 pacientes nos próximos 15 dias, antes da administração da segunda dose da vacina.
O processo de imunização abrange sobretudo doentes filiados à Associação Moçambicana de Diabéticos (AMODIA).
O combinado nacional, Mambas, sofreu uma inesperada derrota diante do Ruanda, em Kigali, por uma bola sem resposta, e quase hipoteca as contas de qualificação ao CAN, ficando dependente dos resultados dos terceiros, a começar pelo jogo da sexta-feira (26) entre Cabo Verde e Camarões, para depois pensar na última jornada. A derrota coloca os Mambas provisoriamente na terceira posição, já que o Ruanda passa a somar cinco pontos, contra quatro de Moçambique e Cabo Verde, que tem menos um jogo.
As contas começam a ficar difíceis para Moçambique que se viu derrotado em Kigali, por uma bola sem resposta, num golo que surgiu de uma perda de bola de Telinho, que permitiu um ataque rápido, com a defesa a acompanhar a acção dos ruandeses, sem reacção e a permitir o remate de Byiringiro, à entrada da área.
Um resultado que só não deita pôr água abaixo o sonho do CAN, porque ainda há uma réstia de esperança na próxima terça-feira. Os Mambas têm que esperar que Cabo Verde não vença Camarões na sexta-feira, que, na última jornada, os ruandeses não vençam os “leões indomáveis” e que os Mambas alcancem a vitória frente aos “tubarões azuis”, no Estádio Nacional do Zimpeto.
Equipa “improvisada” de Luís Gonçalves Luís Gonçalves teve que fazer improvisos no onze inicial dos Mambas, com a integração de cinco jogadores do Moçambola, nomeadamente Frenque, na baliza, Sidique e Jeitoso, na defesa, Kito e Telinho, na intermediária. Dos jogadores que actuam fora, o destaque vai para a entrada de caras de Bruno Langa, na esquerda da defesa, Faisal Bangal, no ataque, a fazer a dupla com Clésio Baúque, a serem reforçados pelo génio de Luís Miquissone. Kambala e Chico Muchanga foram os outros previsíveis que entraram de início nesta partida.
Mas, a grande surpresa foi a braçadeira entregue a Kito, em função da ausência de Dominguês na equipa inicial, esse que, tal como os restantes, estava no banco de suplentes.
Tratou-se de uma equipa equilibrada, num 4x4x2 que se transformava num 4x5x1 quando a equipa defendia, onde Clésio era o mais adiantado, mas também a transformar-se num 4x2x4 quando atacava, com Luís Miquissone e Telinho a serem os adiantados pelas laterais e, por vezes, a flectirem para o centro e a tentar os remates, pelo menos na primeira parte, já que os dois remates feitos foram daqueles dois jogadores.
A primeira parte até começou bem para os Mambas, com Luís Miquissone a abrir o livro aos três minutos, depois de ganhar espaço na lateral, deixar para trás um adversário e cruzar para Faisal Bangal, que, incomodado, rematou ao lado. Ainda reclamou uma grande penalidade, mas o árbitro nada disse.
Porém, depois disso, os ruandeses cresceram e começaram a chegar a baliza de Frenque com alguma frequência e, aos 17 minutos, Ange apareceu no meio da rua a desferir um remate com selo de golo, a valer a atenção de Frenque que defendeu para canto.
Aos 24 minutos, mais um susto para a defesa moçambicana, num cruzamento da direita, com Ernest a chegar ligeiramente atrasado ao desvio, no segundo poste, quando estava solto de marcação, numa altura em que Frenque já tinha deixado a bola passar.
Luís Miquissone tentava remar contra a maré e procurava surpreender, mas estava sozinho e nem Faisal Bangal conseguia acompanhar o jogador de Angoche.
Aos 35 minutos, mais uma situação para o Ruanda, com a intervenção de Jeitoso por duas vezes a evitar que a bola chegue com perigo e, no final, um remate a meio da rua para as mãos de Frenque. A terminar a primeira parte, foi Telinho, num remate fraco, a testar a atenção de Emery.
Terminavam, assim, os primeiros 45 minutos com os Mambas em sofrimento, a procurar remar contra a maré.
O Tribunal Judicial do distrito do Dondo, província de Sofala, absolveu ontem (24), o presidente do Conselho Autárquico de Dondo, Manuel Chaparica e o primeiro secretário da Frelimo, José Cheiro, também do Dondo, que eram acusados de crimes de simulação e pagamentos indevidos.
Felisberto Cheiro assinou um contrato com o Conselho Autárquico do Dondo em 2019, como assessor político e administrativo do edil, um contrato que extinguiu em Dezembro de 2020. Ele auferia 17 mil meticais por mês.
A acusação indicava que o primeiro secretário da Frelimo, que também é director distrital de educação em Dondo, não desempenhava nenhuma função no Conselho Autárquico em referência e que o contrato era apenas para Cheiro se beneficiar, de uma remuneração sem prestar uma actividade sequer àquela instituição pública.
“O tribunal avaliou crítica e criteriosamente toda a prova produzida e examinada, durante a audiência de julgamento, nomeadamente o depoimento dos arguidos e declarantes ouvidos nesta sede e de toda a prova documental junto aos autos, mormente a cópia de contrato, as folhas de efectividade e as cópias do livro do ponto. Tudo ponderado e de forma conjugado não deu como provado o crime de simulação”, declarou Leonilde Muhate, Juíza da causa.
“Nesta conformidade o juiz da terceira secção do Tribunal Judicial do Dondo, em nome da República de Moçambique e da lei, decidiu absolver os arguidos Manuel Chaparica e Felisberto Cheiro, por não terem cometido qualquer acto que se consubstancia em crime, mandando-os em paz e em liberdade”, lê-se na sentença.
Manuel Chaparica era um homem feliz no final do julgamento e disse que toda a acusação foi manipulada por um grupo de pessoas, não revelado, que para ele estão contra a sua gestão, que considera exemplar.
“Estou muito satisfeito. Infelizmente esta caso pode ter ferido a sensibilidade de muitos munícipes, que julgaram-me um infrator. Está provado que não cometi nenhum crime de simulação e muito menos autorizei pagamentos indevidos. O que existe aqui no Dondo é uma “guerra” que está sendo promovida por um grupo de pessoas que estão contra a nossa gestão, que é exemplar. Vamos continuar firmes e não permitiremos uma gestão danosa”, garantiu Chaparica.
O primeiro secretário da Frelimo disse que era um homem tranquilo desde o início do julgamento porque “sabia que não havia nenhum crime no meio da acusação que pesava sobre a edilidade e a minha pessoa. Prestei serviços no Conselho Autárquico e existiam provas da minha actividade. Foram pessoas de ma fé que tentaram manipular este caso para denegrir a imagem do presidente do município. Felizmente a justiça foi feita”, afirmou Cheiro.
Na madrugada da última sexta-feira, na cidade da Beira, uma jovem de 32 anos de idade, mãe de quatro filhos, foi violentamente espancada com recurso a um ferro. Acto atribuído ao seu próprio esposo, com quem em vida convivia.
A agressão, que ocorreu no bairro da Manga, foi cruel, que antes de perder a vida, a mulher tivera um membro inferior e outro superior quebrados. Segundo a Polícia, depois de agredir a esposa, na mesma madrugada o suposto criminoso fugiu para a cidade de Maputo, tendo retornado à Beira na noite da última segunda-feira (22), para, alegadamente, entregar-se às autoridades. Mas teria sido detido logo na entrada à cidade.
“Encontrei a minha esposa numa noite, bebendo e conversando com um jovem vizinho, dentro do quintal da nossa casa. Não gostei e chamei atenção aos dois. Pediram-me desculpas e julguei que estava tudo resolvido. Na sexta-feira em causa, saí para um encontro com uns amigos e regressei à casa pouco depois da meia-noite e, para minha surpresa, a minha esposa estava de novo com o mesmo jovem a beberem no mesmo sítio. Fiquei irritado e, apossado de ciúmes, agredi o jovem. A minha esposa saiu em defesa do mesmo. Facto que me deixou bastante irritado e peguei num ferro, comecei a bater nela, sem intenção de feri-la ou matá-la”, contou o suposto assassino.
Ele acrescentou que quando viu a esposa ferida, saiu em busca de socorro, mas os vizinhos e familiares da mesma, irritados, pretendiam linchá-lo.
“Quando saí a busca de socorro, a minha esposa ainda estava viva. Não sei como ela morreu. Eu fugi, porque concluí que os meus vizinhos pretendiam agredir-me. Viajei para Maputo donde fiquei surpreendido, através das redes sociais, com a notícia da morte dela. Falei com familiares e amigos e todos aconselharam-me a regressar e entregar-me à polícia. Foi o que fiz. Mas o advogado da família, com quem falei, entrou em coordenação com a polícia e fui detido quando estava a descer do autocarro. Estou muito arrependido e já sinto muita falta da minha esposa”, lamentou o suposto criminoso.
Uma em cada 10 pessoas que sofreram da COVID-19 vive com as sequelas da doença durante 12 semanas seguintes e, em muitos casos, a situação dura mais tempo do que isso. Esta foi a conclusão a qual a Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou em finais de Fevereiro, alertando que “ as pessoas que dela sofreram precisam de cuidados continuados e prolongados”.
Mas esses cuidados não têm sido prestados aos recuperados da pandemia, incluindo em Moçambique, Tereza Tiago, médica fisiatra e directora do Departamento de Medicina Física e Fisioterapia, no Hospital Central de Maputo.
“Essa dificuldade respiratória pode ser em repouso, pode ser para quem faz um pequeno esforço ou pequenas actividades”, explica a médica, que exemplifica: “pode ser que o paciente pretenda vestir ou ir a casa de banho, mas se canse com facilidade e tenha dificuldades para respirar”.
Por outro lado, fazem parte das sequelas da pandemia, a perda de força nos braços ou nas pernas, o que afecta os movimentos. Estamos a falar de “diminuição de força nos membros superiores, diminuição de força nos membros inferiores ou mesmo diminuição de força nos quatro membros”, diz.
Entretanto, esses problemas podem ser tratados com fisioterapia após a recuperação do doente. As vítimas devem ser levadas para a unidade sanitária, “que é para as reabilitarmos, fortalecendo os músculos, no seu todo. Há alguns que já não andavam e temos que fazer a reabilitação da marcha, mas as reacções dependem, porque cada caso é um caso”, alerta, vincando que “há quem precisa de reabilitação motora ou respiratória, em função do quadro grave ou moderado”.
Mas, desde o início da pandemia, há mais de um ano, nenhum paciente recuperado e com sequelas foi encaminhado para o ginásio do departamento de fisioterapia do Hospital Central de Maputo. A responsável assume que pode ser por desconhecimento da necessidade de tratamento por parte dos médicos e dos pacientes, por isso apela que “Os pacientes sejam encaminhados a consulta de fisioterapia, ou seja, de reabilitação, para que os mesmos possam receber recomendações de como fazer o tratamento, por forma a recuperar das sequelas desta doença”. Contudo, porque vivemos um período de restrições, por agora apenas são admitidos para exercícios de fisioterapia, casos de sequelas graves.
Os moradores do bairro Albazine, na cidade de Maputo, estão sem água há mais de duas semanas, por isso as famílias buscam por soluções a custo próprio.
O dia começa cedo para Carolina Chiziane. A aposentada dedica-se à cozinha, confecciona alimentos num restaurante defronte à sua residência, daí que os cuidados com a higiene são redobrados, sobretudo, em meio à pandemia da COVID-19.
Há mais de 15 dias, a residência de Corolina e de tantas outras famílias do bairro Albazine, quarteirão 91 estão sem água. “Estou mal, chego a pagar 400mt por dia para buscar água distante daqui e, quando nos trazem a factura, os valores são muito”, lastimou.
Ao seu lado, vive Pedro Anastácio que é criador de frangos há mais de 10 anos. Sem água, o negócio está estremecido e, a cada sete dias, desembolsa 1.500 meticais de combustível para ir à cidade capital buscar o precioso líquido.
“Os frangos e patos bebem muita água, já comecei a ter algumas perdas, perdi 5 frangos há dias por causa do calor”, apontou as consequências da crise de água.
Agastados com a situação, os moradores exigem respostas. Dizem já se ter aproximado às instalações do fornecedor, mas nunca encontram ninguém por lá. A chefe do quarteirão disse que o operador é novo e que enfrentava cortes devido a dívidas junto da Electricidade de Moçambique.
O sistema de abastecimento de água é do FIPAG, mas concessionou-o a um operador privado.
Um avião da Força Aérea Boliviana (FAB) caiu na região de Sacaba, em Cochamamba, cidade da Bolívia. De acordo com informações da imprensa, uma pessoa morreu no local.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram momentos após o acidente.
Em um vídeo, é possível ver os estragos causados pela queda do avião, inclusive a destruição da casa.
Já em outro, é possível acompanhar a chegada dos bombeiros ao local.
Quatro pessoas morreram, nos primeiros três meses de 2021, vítimas de malária, na cidade de Maputo. O número revela uma “redução” quando comparado com igual período do ano passado, cujo registo foi de nove óbitos. Não obstante essa redução, a situação ainda preocupa as autoridades de saúde na capital.
“Em relação a 2020, tivemos uma redução de cerca de 50%, isso significa que estamos a registar avanços, mas, ainda assim, torna-se preocupante por ser uma doença possível de evitar”, disse Sheila Lobo, directora da Saúde na cidade de Maputo.
Os dados foram avançados, na terça-feira (23), durante uma conferência de imprensa cujo objectivo era informar o ponto de situação nos sectores de Saúde e Educação na cidade de Maputo.
Na área da saúde, apontou-se que a Malária chegou aos 550 casos nas duas últimas semanas. Segundo Sheila Lobo, o número representa uma redução de 4.5% dos notificados no mesmo período de 2020 em que foram registados 575 casos.
“Os distritos que reportam grande parte dos casos são os de Kahlamankulo, seguido de KaMavota e KaMubukwana, temos menos casos em KaNyaka”, mencionou a dirigente, para acrescentar que é preciso que se intensifiquem as medidas de prevenção desta e de outras doenças, como o caso da COVID-19, doenças diarreicas e tuberculose que também preocupam as autoridades.
A garantia foi deixada por representantes diplomáticos de oito países que foram, ontem (24), deixar suas cartas credenciais na Presidência da República.
Moçambique está há algum tempo em corredores diplomáticos para conquistar apoio de países no seu objectivo de se eleger a um dos 10 lugares reservados aos membros não permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Ontem, veio a garantia de oito países que pretendem apoiar Moçambique nesse desiderato, são eles Turquia, Portugal, Senegal, Níger, Sérvia, Colômbia, República Checa e a República da Jamaica. “Mais do que mostrar a disposição dos seus respectivos países, mostraram ainda intensão de convencerem outros países com os quais tem boas relações a apoiar Moçambique nessa candidatura, alguns representantes deram, inclusive ideias de como ganharmos esta corrida com um grande número de votos. Estando assim, estamos confiantes que poderemos conseguir alcançar esse objectivo”, esperançou Verónica Macamo, Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.
Durante os encontros, Filipe Nyusi mostrou-se satisfeito com o nível de investimentos feitos no país pela Turquia e Portugal.
“O presidente da República mostrou o seu agrado em constatar que houve evolução rápida na cooperação com a Turquia. Nos dias que correm, este país por ter alcançado o estatuto de um dos maiores investidores estrangeiros de Moçambique. Com o embaixador de Portugal, o Chefe de Estado reiterou as boas relações de amizade entre os dois países e a posição de liderança que este país assume no grupo dos 10 países com maior investimento no nosso país”, descreveu Macamo para depois avançar o conteúdo da conversa com as representantes dos do Níger e Senegal.
“Quanto as embaixadoras desses dois países, o Presidente da República encorajou-as a usarem a missão no país para ajudarem a revitalizar a implementação de instrumentos jurídicos e cooperação uma vez que foram assinados há bastante tempo. Apelou ainda as embaixadoras a empenharem-se mais para a expansão da cooperação, sugerindo outras áreas de cooperação bilateral”, explicou.
Quanto a outros embaixadores, Filipe Nyusi destacou a necessidade de continuarem a aprimorar os instrumentos de cooperação bilateral, tendo ainda mostrado vontade de haver a concretizado o desejo de supressão de vistos para portadores de passaportes diplomáticos e de serviços por parte da contra parte colombiana.
Os embaixadores diplomáticos acreditados, na terça-feira, são Huseyin Avni Aksoy da Turquia, António Manuel Coelho da Costa Moura de Portugal, Safiatou Ndiaye do Senegal, Mariama Seydou do Níger, Goran Vujicic da Sérvia, Pavel Rezac da República Checa, a Alta Comissária da República da Jamaica, Angella Veronica Comfort e o embaixador da Colômbia (cujo nome não apuramos).
Cidadãos dizem que a subida do preço do pão vai sufocar os seus bolsos, as padarias antevêem redução da procura pelo produto nos primeiros meses após o aumento e dias ainda mais difíceis para a indústria panificadora.
O sol não está muito intenso, mas nem por isso aquecia menos. As altas temperaturas obrigaram a família Chissano a sentar-se na sombra de uma mangueira. Duas mulheres, duas crianças e um homem compõem a família. O calor era infernal, mas o relógio apontava para 09h, hora em que, por hábito é do pequeno-almoço.
Sentaram-se todos na esteira. À sua volta, tinha o pão, acompanhado de chá e outro molho de carril. Era de frango. É assim todos os dias. O alimento básico (o pão) não falta para este agregado familiar, porque o Senhor (Deus) dá e o preço ainda permite a sua compra.
“Todos os dias, comemos pão e jantar costuma ser o que conseguimos ajeitar”, disse André Chissano, chefe de família, residente no bairro de Laulane, na cidade de Maputo.
Até aqui, ter pão à mesa, sempre, não exige muitos esforços por parte deste homem desempregado de 60 anos, mas, a partir do dia 01 de Abril, as contas vão complicar e garantir o pão para os cinco membros da família será tudo, menos fácil.
“Com este aumento do preço do pão, não sei como é que vamos viver, porque nem comprar quatro ou cinco pães, diariamente, conseguimos e este é a nossa refeição de cada dia. Nós contamos com o pão para pequeno-almoço e almoço. Se houvesse mandioca, essa seria nossa alternativa, mas não há”, lamentou o chefe de família.
Uma vez que o pão é alimento que não pode faltar, André Chissano pondera continuar a comprar mesmo com a subida do preço, contudo algo terá de mudar. “Vou passar a comprar o que eu conseguir. Se comprávamos quatro, diminuiremos para dois. Não tenho outras manobras”, referiu André Chissano, numas contas rápidas que fez e num tom de resignação.
Mantendo ou não o seu tamanho actual, o que é certo é que o possível aumento do preço do pão a partir de 01 de Abril vai sufocar o bolso do cidadão. “O quê? Vai aumentar a partir do dia 01”, espantou-se Alberto Matine, com um olhar assustado, e reprovando a ideia de subir o preço do pão: “Não deviam aumentar. O povo não tem mais dinheiro para comprar as coisas caras. Essa coisa comida e outros bens essenciais não podem subir, porque estamos a passar mal” argumentou o nosso interlocutor, com um saco de quatro pães no plástico que acabara de comprar.
O mais frustrante para Idalina Felizarda, residente no bairro Laulane, é o facto de a subida do preço não acompanhar o peso do produto. “Estão a sufocar-nos. Ainda que eu diga algo enquanto vocês querem que isso aconteça, não vai adiantar. O peso dos pães é insignificante. – Ao subir o preço, como será? – Como é que será? Aumentem, também, peso”, rematou, a idosa dos 68 anos de idade.
Bunga, consumidor assíduo do pão, prefere acreditar que é o apocalipse: “É aí onde a nossa vida vai abaixo. Não vamos aguentar. Aliás, só vamos aguentar, porque enfim, quem vive na cidade deve aguentar”.
Se para os consumidores a subida do preço do pão estará insuportável, a indústria panificadora prevê redução do poder de compra e considera que este reajusto não chega a ser suficiente para salvar o sector.
“Quando o pão sobe, nós teremos problemas, porque não são todas as pessoas que vão querer comprar o produto. Algumas pessoas não vão conseguir comprá-lo (o pão) a um preço acima de 10 maticais ou a 12.5 MTS. Isso vai ser problema”, sublinhou Alberto Daniel, gerente da padaria Mira, na cidade de Maputo.
Contudo, Nelson Parruque prefere olhar pelo lado de alívio para os panificadores. “A possível alteração vai permitir que o sufoco pelo qual estamos a passar seja aliviado, porque, neste momento, o ramo da panificação trabalha no risco vermelho, muitas padarias estão a fechar e estamos a ter problemas na distribuição do pão a nível nacional”, descreveu Nelson Parruque, num tom de esperança pelos dias melhores.
Até aqui, a Associação Moçambicana dos Panificadores ainda não avançou os preços que poderão ser aplicados na compra do pão, mas revelou que vai variar de acordo com os custos de produção local.
A Barragem de Cahora Bassa vai abrir as comportas para aliviar a pressão no seu encaixe, provocada pela chuva que cai, sobretudo, nos países à montante do Rio Zambeze, nomeadamente, a Zâmbia e o Zimbabwe, anunciou a Administração Regional de Águas do Centro (ARA-Centro)
O nível de água da hidroeléctrica nacional está a registar uma subida, tendo atingido níveis “substancialmente acima dos valores recomendados”, o que obriga a realizar descargas de alívio.
“Para garantir a segurança estrutural da barragem, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa irá incrementar, de forma gradual, as descargas de água de 3.100 para 4.400 metros cúbicos e de 3.700 para 5.000 metros cúbicos de caudal por segundo, até ao próximo dia 30 deste mês”.
Deste modo, a Direcção Regional Centro do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) alerta às populações que residem nas zonas de risco ao longo do Vale do Zambeze, para procurarem as áreas seguras.
A operação de descargas “irá causar inundações de magnitude baixa, a moderada nos distritos das províncias de Tete, nomeadamente, Cahora Bassa, Marara, Tete, Moatize, Dia e Mutarara”, bem como Tamabara, na província de Manica, Chemba, Caia e Marromeu em Sofala, Mopeia, Luabo e Chinde, na Zambézia, onde algumas estradas podem ficar com a transitabilidade condicionada.
A direcção regional do INGD refere, ainda, que, ao nível local, já colocou em prontidão os recursos humanos e materiais, para uma possível necessidade de intervenção.
“O que estamos a dizer é que, desde cedo, a nossa direcção esteve preparada. O grande apelo que fazemos, neste momento para as famílias, é, desde já, começarem a abandonar locais de risco” disse à nossa reportagem, Lurdes Daniel, Directora Regional do INGD, sem avançar o número de famílias que poderão ser afectadas.
Uma outra preocupação tem a ver com a chuva que cai na zona norte da província da Zambézia, colocando o caudal do Rio Licungo acima do nível de alerta. O normal é de até seis metros de altura, no entanto, no domingo, já tinha atingido 6.45 metros.
Em Moçambique, ainda é difícil travar a doença que mata 11 mil pessoas anualmente, de acordo com as autoridades da Saúde. Estas dizem que ainda persiste o fraco acesso ao tratamento, mas mantêm-se a esperança de erradicar a doença em 2030.
A Tuberculose é uma das doenças que mais matam em Moçambique, que ocupa a nona posição na lista de países de alta carga da enfermidade.
A média é de 11 mil mortes anuais, sendo que afecta 361 indivíduos a cada 100 mil habitantes no país, o que significa que mais de 110 mil moçambicanos têm a doença actualmente, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde (MISAU).
O quadro é dramático e as autoridades reconhecem. “É um desafio principalmente para os pacientes, mas também para nós como sector da Saúde”, assumiu Ivan Manhiça, director do Programa Nacional do Controlo da Tuberculose em Moçambique.
O desafio começa a ter uma resposta mais robusta. Neste momento, todos os distritos do país têm condições para diagnosticar e tratar a Tuberculose, mas persiste o problema do acesso à medicação. “Ainda que todos os distritos estejam preparados, temos o problema do acesso. Em muitos locais, os pacientes vivem muito longe das unidades sanitárias”, esclareceu Manhiça.
Apesar de a percentagem ter reduzido para quatro por cento, o abandono ao tratamento é outro desafio para os programas de combate ao problema que é considerado de saúde pública no país.
Segundo Ivan Manhiça, a quantidade de medicamentos e o tempo de medicação são os principais motivos da persistente desistência, mesmo com trabalhos de sensibilização levados a cabo pelas autoridades da saúde e Organizações não-governamentais que trabalham em parceria com o Governo no combate a este mal.
Apesar do alto índice de mortalidade, das dificuldades na disponibilização de tratamento para todos, deficiências dos recursos humanos e alto custo dos programas de prevenção e combate, o primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, diz que Moçambique tem condições para cumprir com a meta global.
“É assim que o Governo tem vindo a adoptar estratégias contra a Tuberculose, cuja implementação está a concorrer para o registo de progressos significativos nos esforços de controlar a doença. A título ilustrativo, temos vindo a melhorar consideravelmente o tratamento de pacientes notificados com Tuberculose, bem como disponibilização do tratamento antirretroviral (TARV) para aqueles casos de pacientes infectados por esta doença associada ao HIV/SIDA”, explicou o dirigente.
O Governo volta hoje ao Parlamento para responder às perguntas apresentadas pelos deputados das três bancadas da Frelimo, Renamo e MDM, que iniciaram o debate da Conta Geral do Estado referente ao ano de 2021.
De acordo com o deputado António Niquice, presidente da comissão do plano e orçamento, durante o ano de 2019 foram mobilizados 358.6 mil milhões de meticais, o equivalente a 103% da previsão anual. Os recursos internos situaram-se em 113% e os externos em 67% do programado.
Niquice acrescentou que o nível de realização representa 37% do Produto Interno Bruto, tendo crescido 4.2%, em relação ao exercício económico de 2018. A implementação de algumas medidas de política fiscal contribuiu para a materialização dos objectivos do Plano Económico e Social (PES).
Por sua vez, a Renamo defende que houve movimentação de fundos públicos fora do circuito normal de execução orçamental, enquanto o Movimento Democrático de Moçambique acusa o Governo de ignorar as recomendações do Tribunal Administrativo, o que consubstancia em crimes financeiros.
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O presidente da Argentina, Javier Milei, acusou o Brasil e outros países de estarem financiando uma campanha contra a Argentina.
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