O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário dirige, no paços do município de Maputo, a cerimónia alusiva ao Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose.
De acordo com uma nota do Gabinete do Primeiro-Ministro, o país conseguiu, nos últimos anos, uma redução considerável do número de pessoas que padecem da tuberculose.
Não obstante a redução, Moçambique continua um dos países com elevada taxa de pessoas padecendo da tuberculose, segundo Ivan Manhiça, chefe do Programa Nacional de Combate a Tuberculose, no Ministério da Saúde.
Uma mudança no vento espalhou as cinzas de uma erupção do vulcão Pacaya na Cidade da Guatemala, levando as autoridades a encerrarem o aeroporto enquanto os aviões cobertos de cinza ficaram estacionados no terminal.
O vulcão de 2.552 metros, a 50 quilómetros a sul da capital da Guatemala, está ativo desde o início de Fevereiro.
O diretor da Aviação Civil, Francis Argueta, não disse quanto tempo vai durar o encerramento do aeroporto da capital.
A cinza vulcânica é altamente abrasiva e pode danificar os motores dos aviões e outros dispositivos mecânicos.
Os turistas costumam visitar o pico do vulcão Pacaya, mas essas viagens foram temporariamente canceladas.
O Pacaya tem uma vista clara para o Vulcão de Fogo, que entrou em erupção em 2018, emitindo uma rápida avalanche de massa vulcânica sobreaquecida que matou pelo menos 110 de pessoas e deixou cerca de outras 200 desaparecidas.
Em 2010, o Pacaya explodiu e matou um repórter e duas pessoas locais.
Onlookers watch as a bus ferrying coup detainees is driven out from Insein prison in Yangon on March 24, 2021, where they had been held for taking part in demonstrations against the military coup. (Photo by STR / AFP)
Mais de 600 detidos pelos militares desde o golpe de Estado de 01 de Fevereiro em Myanmar (antiga Birmânia) foram hoje libertados, disse fonte prisional.
“Libertámos hoje 360 homens e 268 mulheres da prisão de Insein” em Rangum, declarou um responsável do estabelecimento penitenciário que pediu para não ser identificado.
De acordo com a organização não-governamental Associação de Assistência a Presos Políticos (AAPP), mais de 2.800 pessoas foram detidas na sequência do golpe de Estado militar que derrubou o Governo de Aung San Suu Kyi.
Suu Kyi deverá comparecer hoje em tribunal para responder às acusações de corrupção feitas pela junta.
A audiência de Aung San Suu Kyi deverá ser realizada por videoconferência e poderá ser interrompida: o acesso à Internet continua muito restrito em Myanmar, tendo o exército ordenado o corte de ligações móveis e de várias redes wifi.
As operações militares continuam muito intensas em Mandalay (centro), onde 21 civis morreram desde domingo.
Durante esta madrugada, barricadas erguidas pelos manifestantes foram incendiadas, casas saqueadas e os tiros disparados em várias partes da cidade, de acordo com os meios de comunicação locais.
“A audiência pode ser muito perturbada ou nem sequer começar (…) o tribunal não tem wifi” neste momento, disse o advogado Khin Maung Zaw, que ainda não foi autorizado a encontrar-se com Suu Kyi.
A junta militar justificou o golpe com alegações de fraudes maciças nas eleições legislativas de novembro passado, ganhas pela Liga Nacional para a Democracia (NLD), partido de Aung San Suu Kyi.
A junta está também a visar os meios de comunicação social. Thein Zaw, um fotógrafo da agência de notícias Associated Press, acusado de “semear o medo e espalhar falsas notícias”, deverá comparecer hoje perante um tribunal de Rangum.
Um incêndio de grandes proporções devastou um campo de refugiados da etnia rohingya em Bangladesh na segunda-feira (22), resultando na destruição de vários abrigos e morte de várias pessoas.
As chamas se espalharam rapidamente no campo de Balukhali, na região de Cox’s Bazar, destruindo moradias improvisadas e barracões. Este foi o terceiro incêndio no local em apenas quatro dias. Relatos iniciais afirmam que ao menos 20 mil pessoas tiveram de fugir do local às pressas.
Segundo as autoridades, o incêndio teria começado em um dos blocos do campo e depois se espalhado para outros. A causa das chamas ainda não é conhecida.
Refugiados no local disseram que muitos abrigos foram incendiados e várias pessoas morreram, mas nem as autoridades nem o Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) confirmaram o número de mortes.
Uma avaliação inicial dos danos estima que mais de 900 abrigos, que acolhiam cerca de 7.400 pessoas, foram destruídos, enquanto o fogo ainda se espalhava pelo local. O governo de Bangladesh afirmou que as autoridades fazem o possível para controlar as chamas.
Mohammad Yasin, um rohingya que ajudava a conter o fogo, disse à agência de notícias AFP que esse foi o pior incêndio a assolar o local desde 2017.
Uma voluntária da ONG Save the Children, Tayeba Begum, contou que “as pessoas gritavam e corriam de um lado para outro, e crianças também corriam e choravam por suas famílias”.
A Alemanha soma hoje mais 248 mortes e ultrapassa assim as 75 mil mortes por Covid-19, desde o início da pandemia.
Segundo dados actualizados do Instituto Robert Koch, há ainda a registar mais 15.813 novos casos da doença nas últimas 24 horas, para um total de 2.6905.23 infetados, desde o início da pandemia.
Nos últimos sete dias, a incidência de transmissão do vírus em território alemão é de 108,1 casos por cada 100 mil habitantes. Este valor tem vindo a aumentar diariamente na última semana.
Recorde-se que o aumento do número de casos desde fevereiro já levou os responsáveis de saúde alemães a confirmarem que o país está a entrar na 3.º vaga da pandemia, uma situação que está relacionada com a propagação da variante britânica.
Nesse sentido, Angela Merkel decidiu prolongar as restrições impostas para conter a Covid-19 até 18 de abril. As medidas implicam limitações à circulação na via pública e também às atividades económicas.
A decisão foi anunciada depois de uma reunião entre a chanceler alemã, e os líderes dos 16 estados federais. No encontro, ficou decidido repor parte das medidas restritivas que foram sendo aliviadas nas últimas semanas, incluindo o encerramento parcial de lojas não essenciais e o encerramento de hotéis, restaurantes, ginásios e locais culturais.
O Presidente cessante da República do Congo, Denis Sassou Nguesso, foi reeleito com 88,57% dos votos para um novo mandato de cinco anos, de acordo com os resultados oficiais provisórios, anunciados pelo ministro do Interior.
Sassou Nguesso, 77 anos, dos quais 36 no poder, venceu com larga vantagem os seus seis opositores, encabeçados pelo seu principal rival, Guy-Brice Parfait Kolélas, que morreu na segunda-feira com Covid-19 e que recolheu 7,84% dos votos.
Segundo uma declaração feita pelo ministro Rayomond Zéphirin Mboulou na televisão estatal congolesa, a taxa de participação neste país da África Central foi de 67,55%.
Os resultados têm agora de ser validados pelo Tribunal Constitucional.
Em 2016, Sassou Nguesso foi reeleito na primeira volta com 60% dos votos, ficando à frente de Kolélas (15%).
Na sequência da morte de Kolélas, Mathias Dzon, outro dos principais candidatos da oposição, anunciou um recurso junto do Tribunal Constitucional para cancelar a primeira volta.
Com o falecimento de Kolélas, um dos principais opositores de Sassou Nguesso, a oposição congolesa fica ainda mais enfraquecida, uma vez que dois outros candidatos nas eleições de 2016, Jean Marie Michel Mokoko e André Okombi Salissa cumprirem penas de prisão de 20 anos por “comprometerem a segurança do Estado”.
Caso os resultados sejam validados pelo Tribunal Constitucional, Sassou Nguesso acrescentará cinco anos aos 36 em que já liderou o país.
Numa primeira fase, Denis Sassou Nguesso foi Presidente da República do Congo entre 1979 e 1992, voltando ao poder em 1997, após derrubar o então chefe de Estado, Pascal Lissouba, mantendo-se desde então à frente deste país cuja economia está dependente dos preços do petróleo.
Um jovem de 21 anos foi acusado do massacre ocorrido na segunda-feira (22) em um supermercado em Boulder, Colorado, no qual morreram dez pessoas, informou a polícia local.
As autoridades identificaram o suspeito do ataque como Ahmad Alissa – de acordo com uma transcrição fonética do seu nome, apresentada numa conferência de imprensa – e informaram que o jovem foi ferido numa perna e está hospitalizado, em situação estável, devendo ser transferido para uma prisão, em breve.
Maris Herold, chefe da polícia de Boulder, disse ainda não conhecer a motivação de Ahmad Alissa para o ataque, que ocorreu na segunda-feira à tarde num supermercado da cidade.
As identidades das vítimas, com idades entre 20 e 65 anos, não foram divulgadas, à exceção do agente abatido, Eric Talley, de 51 anos, “o primeiro a chegar ao supermercado” onde ocorreu o tiroteio, em Boulder, localidade a cerca de 40 quilómetros a noroeste de Denver, no estado do Colorado.
O tiroteio deixou os clientes e trabalhadores do supermercado aterrorizados, procurando um lugar seguro para se abrigarem, enquanto o atirador disparava sucessivos tiros dentro do estabelecimento comercial.
Centenas de polícias de toda a área metropolitana de Denver responderam ao apelo para se dirigirem para o local do crime, tendo-se aproximado lentamente da loja, enquanto alguns agentes escoltavam pessoas do perímetro do ataque.
As autoridades dizem que a investigação ao caso ainda está numa fase inicial, mas os detetives encarregados do processo acreditam que o suspeito foi o único atirador no ataque.
Um agente citado pela agência Associated Press disse que Ahmad Alissa terá usado uma arma semi-automática leve, cuja origem está agora a ser investigada.
“Esta é uma tragédia e um pesadelo para Boulder. (…) Prometo às vítimas e à população do estado do Colorado que vamos garantir justiça”, disse Michael Dougherty, procurador do condado.
O ataque de segunda-feira interrompeu um longo período sem massacres nos Estados Unidos, depois de 2020 ter sido considerado o ano com menor número de episódios de assassínios em massa nos últimos oito anos, de acordo com as autoridades norte-americanas.
Ainda assim, este caso fez já ressuscitar de novo o debate sobre o controlo de armas nos EUA, com o congressista democrata Joe Neguse, eleito pelo Colorado, a prometer que “o tempo de inação acabou” e que insistirá em nova legislação para a posse e uso de armas.
Premiê israelense, Benjamin Netanyahu, vota em Jerusalém
23/03/2021 REUTERS/Ronen Zvulun/Pool
Israelenses votam hoje para eleger o Parlamento (Knesset) e decidir o futuro do atual primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, que está no poder desde 2009 – há 12 anos.
Essa é a quarta eleição em dois anos. O parlamento foi dissolvido automaticamente em dezembro do ano passado, após não conseguir chegar a um acordo para a aprovação do orçamento de Israel.
Aliado político do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido), Netanyahu leva nas costas ao menos três acusações de corrupção, mas aposta no sucesso da vacinação contra a Covid-19 sair vencedor.
Números do site Our World in Data revelam que Israel já aplicou a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus em 59,9% da população, o que faz o país comandado por Netanyahu o primeiro do ranking.
Pesquisas de opinião apontam para uma disputa acirrada. O partido de Netanyahu deverá surgir como a maior sigla, mas ficará aquém da maioria do parlamento, dificultando uma coalizão do governo.
“Vote, vote, vote, vote, vote”, incentivou Netanyahu depois de votar em Jerusalém, com a esposa Sara ao lado. “Este é o momento da verdade para o estado de Israel”, disse o rival do primeiro-ministro, Yair Lapid.
O juiz do Supremo Tribunal Federal brasileiro rejeitou ontem (23) o pedido do Presidente, Jair Bolsonaro, para anular os decretos de três governadores que instituíram medidas restritivas para travar o agravamento da pandemia de Covid-19.
A decisão foi tomada pelo juiz do STF Marco Aurélio, que avaliou que não cabe ao Presidente da República postular, em nome próprio sem representação, uma ação direta de inconstitucionalidade naquele tribunal.
“Considerado o erro grosseiro, não cabe o saneamento processual”, ditou o magistrado.
Em causa está uma ação assinada por Bolsonaro na semana passada, tentando derrubar as normas de isolamento social impostas à população pelos governadores do Distrito Federal, Bahia e Rio Grande do Sul, como recolher obrigatório e limitação do funcionamento de atividades não essenciais, que o chefe de Estado classificou de “abusos”.
Na ação, Bolsonaro defendeu que o encerramento de serviços não essenciais e outras medidas mais duras deveriam ser discutidas e aprovadas pelas Assembleias Legislativas, ao contrário do que acontece desde o início da pandemia.
Na decisão de hoje, Marco Aurélio ressaltou que quer o Governo Federal, quer estados e municípios, têm competência para adotar medidas para o combate à pandemia.
“Há um condomínio, integrado por União, estados, Distrito Federal e municípios, voltado a cuidar da saúde e assistência pública”, disse o magistrado.
“Ante os ares democráticos vivenciados, impróprio, a todos os títulos, é a visão totalitária. Ao Presidente da República cabe a liderança maior, a coordenação de esforços visando o bem-estar dos brasileiros”, concluiu o juiz do Supremo.
Jair Bolsonaro, um dos chefes de Estado mais céticos em todo o mundo em relação à gravidade da pandemia, tem sido alvo de muitas críticas por defender que a população brasileira saia à rua em prol da economia.
No momento em que o Brasil atravessa o seu momento mais crítico da pandemia, o Presidente chegou a classificar governadores e prefeitos que decretaram medidas de isolamento social para travar a disseminação do novo coronavírus como “projetos de ditadores”, que teriam poder de “usurpar” a Constituição.
Contudo, os decretos editados pelos governadores do Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Bahia foram elaborados com base em entendimentos firmados pelo STF ao longo de 2020, que dá autonomia a estados e municípios para ações contra a pandemia.
Bolsonaro considera que confinamento obrigatório e toques de recolher, por causarem desemprego e fome, têm efeitos piores do que a própria pandemia.
A junta militar no poder em Myanmar disse na terça-feira que quer “acabar com a anarquia no país”, numa conferência de imprensa onde apresentou um vídeo de um político a afirmar ter subornado a líder deposta, Aung San Suu Kyi.
Mostrando-se indiferente às sanções aprovadas na segunda-feira pela União Europeia e pelos Estados Unidos, o porta-voz do regime, Zaw Min Tun, garantiu sentir-se “triste” porque “os terroristas e as pessoas violentas que morreram” são “seus concidadãos”.
Mas “é preciso reprimir a anarquia. Que países do mundo aceitam a anarquia?“, acrescentou, especificando que o acesso à internet permanecerá restrito “por um certo período”.
A junta militar apresentou um vídeo com “a confissão” de um político, o ex-chefe da região de Rangum, Phyo Min Thein, afirmando ter entregado grandes quantias de dinheiro e vários quilos de ouro a Suu Kyi, detida desde o golpe de Estado de 1 de Fevereiro. Estas são as mesmas acusações que a junta militar tornou públicas há duas semanas, estimando que o alegado suborno ascendia a 600 mil dólares (cerca de 505 mil euros) e 11 quilos de ouro.
“Dei-lhe [o dinheiro] com as minhas próprias mãos e disse-lhe para o usar para as suas necessidades pessoais e [que pretendia] apoio ao meu trabalho e funções na região de Rangum”, diz Phyo Min Thein no vídeo, que também cita o partido e uma fundação de Suu Kyi como possíveis destinos dos subornos.
Muitos internautas descreveram o vídeo como uma fraude, apontando que o político não move os lábios e que a voz que se ouve não é sua.
“Vi este interessante vídeo editado até ao final, mas não vi nem um piscar do nosso chefe de Rangum”, comentou a cibernauta Yenaing, no Twitter.
Desde a sua detenção, Suu Kyi, mantida incomunicável, foi acusada de vários crimes, incluindo a importação ilegal de ‘walkie-talkies’, violação das regras relativas à Covid-19, de pôr em perigo a segurança do país e de aceitar subornos.
A polícia leal à junta militar tem reprimido com violência e tiros com balas reais os manifestantes que protestam diariamente contra o golpe de Estado, alem de terem bloqueado o sinal de internet móvel e fecharam vários órgãos de comunicação social, detendo e perseguindo jornalistas que noticiavam os protestos.
Pelo menos 261 pessoas morreram na repressão de manifestantes e ativistas contra o golpe e pelo menos 2.300 pessoas, incluindo políticos, estudantes e monges, foram detidas, de acordo com dados da Associação para Assistência a Presos Políticos (AAPP) de Myanmar (antiga Birmânia). Indiferente à condenação unânime da comunidade internacional da violência e dos presos políticos, a junta militar liderada por Min Aung Hlaing continua a sua repressão no país, onde governou com mão de ferro entre 1962 e 2011. A própria Suu Kyi, que venceu o Prémio Nobel da Paz em 1991, passou um total de 15 anos em várias prisões domiciliares.
Os militares justificam o golpe com uma alegada fraude eleitoral nas eleições de novembro passado, nas quais o partido de Suu Kyi ganhou por larga margem, considerada legítimas por observadores internacionais. Apesar das mortes, detenções e repressões violentas – que um observador da ONU considerou poderem constituir “crimes contra a humanidade” – a mobilização não enfraqueceu.
Em Rangum, capital económica de Myanmar, parcialmente sujeita a lei marcial, a população voltou a manifestar-se esta terça-feira de madrugada para tentar impedir a resposta das forças de segurança. Médicos, ferroviários, professores, além de muitos funcionários públicos e do setor privado continuam em greve, paralisando setores inteiros da frágil economia.
Na conferência de imprensa realizada, a junta não mencionou as novas sanções impostas por Bruxelas e por Washington. A União Europeia congelou os bens e proibiu a viagem de 11 funcionários, incluindo o chefe da junta, general Min Aung Hlaing.
Essas são as primeiras medidas coercitivas decididas pela UE desde 1 de fevereiro. Vários militares já tinham sido sancionados nos últimos anos pelas perseguições contra a minoria muçulmana rohingya. Os Estados Unidos, por sua vez, alargaram a sua lista de oficiais de alto escalão sujeitos a sanções, incluindo duas divisões do exército acusadas de ter participado “no assassinato de manifestantes”.
O golpe militar, no dia 1 de Fevereiro, atingiu a frágil democracia de Myanmar depois da vitória do partido de Aung Sang Suu Kyi nas eleições de Novembro de 2020.
O ex-ministro de Jair Bolsonaro foi considerado “parcial” pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do antigo presidente brasileiro Lula da Silva, no contexto da operação Lava Jato.
Desta forma, as condenações por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso Tríplex ficam anuladas e terão de voltar à estaca zero.
A sentença, que tinha condenado Lula de Silva, já tinha sido anulada pelo juiz Edson Fachin, que declarou que a Justiça Federal do Paraná tinha sido incompetente para analisar o processo judicial.
Com três votos a favor e dois contra, a chamada Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal considerou que Sérgio Moro agiu com parcialidade ao condenar o ex-presidente brasileiro. A juíza Cármen Lúcia foi quem inverteu o rumo do processo.
Em 2018, quando a defesa de Lula da Silva interpôs a ação sobre Moro, Cármen Lúcia rejeitou, mas agora voltou atrás na decisão.
A partir de 1 de Abril, o pão poderá estar dois meticais mais caro em Nampula. Os panificadores dizem que não têm outra solução porque os custos de produção dispararam nos últimos dois anos.
Os panificadores dizem-se sufocados porque os custos de produção subiram nos últimos anos, com particular destaque para a farinha de trigo.
“Em 2019, o último preço da farinha [de trigo] foi 1480. Agora, em 2021, estamos com mais 400 meticais de subida por cada saco. Significa que estamos com 1880 e com perspectiva de em Maio mais uma vez subir mais 200 a 250 meticais”, disse Abdul Anani, representante da Associação Moçambicana de Panificadores em Nampula.
Anani disse ainda que a subida poderá ser a partir de um de Abril “cientes de que em Maio a farinha vai subir, então o nosso exercício é para ver se a subida que vamos fazer agora é para não tornarmos a subir. Mas os cálculos que estão a ser feitos é mesmo para ver se conseguimos evitar que de mês a mês, sempre que a farinha subir, temos que remexer o preço do pão”.
De acordo com a fonte, o novo preço vai ser definido em função do peso diferenciado, tal como detalhou Anani.
“Temos pão de 80 gramas que neste momento custa 5 meticais e poderá vir a custar entre 6 e 7 meticais. E temos o pão de 160 gramas que poderá vir a custar entre 12 e 14 meticais, provavelmente”.
A última vez que se mexeu no preço do pão foi em 2019. Dois anos depois, a Associação Moçambicana de Panificadores retoma o velho assunto do subsídio à farinha de trigo como forma de travar a subida do preço do pão, mas com um figurino diferente do que já foi introduzido no mandato do Presidente Guebuza.
“A proposta seria o Governo voltar a subsidiar a farinha, como um produto de primeira necessidade, não directamente para os panificadores, por exemplo, mas para as moageiras. Isto a breve trecho tem que acontecer”.
O assunto está a mexer com os corredores do Governo porque, por um lado, as moageiras e os panificadores falam de prejuízos, e por outro lado, o momento parece impróprio para aumento de preços porque o orçamento de muitas famílias ficou corroído devido aos impactos da pandemia da covid-19 que levaram mais de 43 mil trabalhadores ao desemprego.
Israel e Nova Zelândia aprovaram, em caráter temporário, a venda do spray nasal de óxido nítrico (Nons) da empresa de biotecnologia canadense SaNOtize, que pode ajudar na prevenção da transmissão do vírus causador da Covid-19.
Não é o mesmo spray nasal negociado pelo governo brasileiro, o EXO-CD24, desenvolvido em Israel. “O governo de vocês está negociando o tratamento errado. [O spray da] SaNOtize é diferente, muito mais avançado [no desenvolvimento] e com resultados mais fortes que o EXO-CD”, disse a assessoria da SaNOtize à CNN.
O EXO-CD24 se tornou a nova aposta do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no combate ao coronavírus. O governo brasileiro tem a intenção de trazer o medicamento para o país. No início de março, uma comitiva presidencial foi enviada a Israel para tratar do assunto. Os governos dos dois países fecharam acordo para testar a segunda e a terceira fases do spray no Brasil.
O Nons protege os usuários de vírus que entram no corpo através das vias nasais superiores.
Na semana passada, a SaNOtize e o Fundo dos Hospitais Ashford e St Peter’s do NHS (sistema de saúde inglês), de Surrey, no Reino Unido, anunciaram os resultados dos testes clínicos do Nons, que mostraram que ele é um tratamento antiviral efetivo e pode ajudar a prevenir a transmissão da Covid-19, diminuir os dias de infecção e reduzir a severidade dos sintomas e danos em pessoas infectadas.
Chris Miller, director científico da SaNOtize, disse que a formulação de óxido nítrico para uso em humanos deve “matar os vírus nas vias aéreas superiores, prevenindo que eles fiquem em incubação e se espalhem pelos pulmões”.
A produção do Nons, sob o nome comercial Enovid, começou em Israel com a parceira da SaNOtize Nextar Chempharma Solutions. A previsão é que o produto comece a ser vendido no país a partir de junho.
Na Nova Zelândia, a SaNOtize obteve o registro do spray nasal junto à agência reguladora do país, o que permite que a empresa distribua e venda o Nons nas farmácias imediatamente, disse a empresa.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director de Administração e Finanças. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Monitoria e Avaliação. Saiba mais
Rapidinho – Sociedade unipessoal, Lda, é uma Empresa Moçambicana, de prestação de serviços de táxi por aplicativo, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Frotas. Saiba mais.
Rapidinho-Sociedade unipessoal, Lda, é uma Empresa Moçambicana, de prestação de serviços de táxi por aplicativo, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Especialista em Treinamento. Saiba mais.
Uma Empresa Moçambicana, de prestação de serviços de táxi por aplicativo, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Call Centers. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor Especialista em Cuidados Alternativos (M/F). Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Distrital de Monitoria, Avaliação, Prestação de Contas e Aprendizagem (MEAL) do Projecto STAR-G. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Programas de Educação em Emergências (M/F). Saiba mais.
A Associação ActionAid Moçambique (AAMoz) pretende recrutar um (1) Gestor de Direito a Justa Colecta de Recursos e Governação Democrática, PLDs e Projectos. Saiba mais.
A Tracker Moçambique Segurança SA pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Instalação de Sistemas de GPS e Car-Tracking. Saiba mais.
Porfessores e outros funcionários do sector da Educação poderão ser abrangidos, nos próximos tempos, pelo programa de vacinação contra a Covid-19, para reduzir o risco de propagação da doença nas escolas.
“Há intenção de incluir os professores e trabalhadores das escolas na vacinação contra a Covid-19, por serem um grupo com elevada probabilidade de facilitar a propagação da doença”, disse ontem, em Maputo, a directora nacional adjunta de Saúde Pública, Benigna Matsinhe.
Porém, Matsinhe disse que a inclusão destes grupos profissionais está dependente da disponibilidade dos imunizantes.
Na habitual conferência de imprensa para a partilha de dados sobre a evolução da Covid-19, Matsinhe garantiu que o sector vai fazer monitoria da implementação das medidas preventivas da Covid-19 nas escolas para evitar que estes se tornem em focos de propagação.
Revelou que 57.305 profissionais do sector da Saúde já foram vacinados no país, com as províncias de Inhambane, Tete e Maputo mais próximas das metas. Há ainda cinco mil excluídos por serem gestantes, lactantes ou inelegíveis por outras razões.
Anunciou, entretanto, que há colegas seus que se recusaram a tomar a vacina, estando as autoridades a fazer neste momento o levantamento destes, bem como as razões da sua recusa. “É preciso realçar que a adesão às vacinas é voluntária”, lembrou.
A Seleção Nacional de Futebol de Praia deixa hoje Maputo com destino às Ilhas Comores, onde joga no próximo dia 26 de Março corrente, no primeiro desafio da única eliminatória de acesso ao Campeonato Africano das Nações (CAN), a ter lugar de 23 a 29 de Maio próximo, no Senegal.
Para esta eliminatória, foram convocados 14 atletas de clubes da cidade de Maputo. A selecção moçambicana joga primeiro fora, devendo receber o adversário na praia da Costa do Sol entre os dias 9 e 10 de Abril próximo.
A preparação do combinado moçambicano compreendeu duas fases. A primeira durou oito dias e foi dedicada a trabalhos de resistência continuada, velocidade com bola, velocidade sem bola, força muscular, pulsação e trabalho táctico. A segunda incluiu trabalhos tácticos, técnicos, manutenção da parte física e jogos entre os convocados na Arena do Costa do Sol.
Na última tentativa de apuramento a fase final do CAN de Futebol de Praia, em 2018, Moçambique fracassou diante do Madagáscar, na sequência da derrota, em Maputo, por 4-5, e empate no terreno adversário, a cinco golos.
O CAN 2018 teve lugar no Egipto e foi conquistado pelo Senegal, que derrotou no jogo decisivo a Nigéria.
O CAN deste ano terá a participação de oito selecções nacionais, sendo que o anfitrião e o campeão em título têm acesso directo. Senegal acumula as duas qualidades, pelo que a vice-campeã Nigéria se apura automaticamente no lugar do campeão.
Os dois finalistas apuram-se para o “Mundial” a ter lugar de 19 a 29 de Agosto deste ano, na Rússia, onde serão os únicos representantes do continente africano.
Para além de Comores-Moçambique, outras eliminatórias envolvem Seychelles-Madagáscar, Líbia-Marrocos, Burundi-Tanzânia, Uganda-Gana e República Democrática do Congo-Costa do Marfim.
A Província de Maputo vai plantar, este ano, 173.620 plantas de diversas espécies nativas, exóticas e fruteiras e reflorestar cerca de 140 hectares, de um total de 300 hectares.
O facto foi anunciado, domingo (21), pelo governador provincial, Júlio Parruque, durante a cerimónia alusiva ao Dia Mundial das Florestas, que teve lugar na localidade de Changalane, distrito de Namaacha.
Parruque recomendou às comunidades a plantarem árvores neste tempo de Covid-19, para que as futuras gerações se recordem de um feito realizado num momento de crise.
O governador indicou que ao se comemorar o dia 21 de Março, pretende-se chamar a atenção à opinião pública e aos líderes comunitários para a importância das florestas como fonte de riqueza, e assegurar que a sua gestão se faça de modo sustentável para as gerações presente e vindouras.
Referiu que no quinquénio 2020-2024, a província prevê produzir 2.365.000 mudas para reflorestar 1.500 hectares e combater a grande devastação dos recursos florestais causada pelas queimadas descontroladas, agricultura itinerante, crescente urbanização, entre outros factores.
No âmbito da governação descentralizada e como testemunho da permanente preocupação do Conselho Executivo com a preservação do meio ambiente, foram produzidas 173.620 plantas de diversas espécies nativas, exóticas e fruteiras e o reflorestamento de 139.68 hectares.
Este ano, a direcção provincial de Desenvolvimento Territorial e Ambiente planificou reflorestar uma área de 300 hectares. No quinquénio 2020-2024, prevê-se uma produção de 2.365.000 mudas e reflorestar 1.500 hectares.
O Ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique, Max Tonela, reafirmou que a plataforma flutuante que vai ser o primeiro projecto a produzir gás natural na bacia do Rovuma estará em águas moçambicanas no primeiro trimestre de 2022.
A construção da plataforma “está a cerca de 90%, os trabalhos deverão ser concluídos em Dezembro para que no primeiro trimestre do próximo ano esteja já nas águas de Moçambique”, declarou Max Tonela.
O governante refere que tudo está encaminhado para que a operação arranque em Julho de 2022.
O projecto “está dentro do plano e estamos felizes com o seu progresso”, sublinhou.
A plataforma faz parte do consórcio da Área 4 liderado pela Exxon Mobil e Eni e vai processar o gás para exportação diretamente no mar, ao largo da costa de Cabo Delgado.
A estrutura deverá produzir 3,4 milhões de toneladas por ano (mtpa) de gás natural liquefeito a partir das reservas de gás Coral Sul.
Para 2024 está previsto o arranque da unidade de extracção e liquefacção em terra da Área 1, liderada pela Total, que aponta para uma produção de 13,12 mtpa.
Sem data prevista para arranque está o projecto em terra da Área 4, que prevê uma produção de 15 mtpa.
Segundo Max Tonela, a petrolífera norte-americana Exxon Mobil não tomará uma decisão de investimento no projecto Mamba para a extracção e liquefacção de gás natural, na bacia do Rovuma, nos próximos dois anos.
“Este projecto não vai seguir [em frente] já, mas estamos a acompanhar os desenvolvimentos. Acreditamos que, dificilmente, nos próximos dois anos possa ser tomada a decisão final de investimento”, declarou Tonela.
“O mercado de petróleo teve, derivado da situação daCovid-19, perdas enormes” e as empresas averbaram “perdas financeiras elevadíssimas, incluindo a Exxon”, destacou o ministro.
Moçambique aprovou três projectos para a exploração de gás natural ao largo da costa de Cabo Delgado.
Dois projectos de maior dimensão preveem canalizar o combustível do fundo do mar para terra, exportando-o em estado líquido: um é liderado pela Total (consórcio da Área 1) e está a avançar para arrancar em 2024, sendo o outro, o projecto adiado da Exxon Mobil e Eni (consórcio da Área 4).
O Primeiro dia de aulas presencias ontem (22) foi tímido, nas escolas da cidade de Maputo, marcado pela sensibilização de alunos para o cumprimento das medidas de prevenção da Covid-19.
De acordo com o director da Escola Secundária da Polana, Filipe Aviado, para além das actividades de sensibilização, a escola registou nas primeiras horas uma agitação de alunos que queriam consultar as listas das salas e turmas, gerando aglomeração na vitrina.
Para o evitar o ajuntamento, os professores procederam com a retirada das listas e assistiram a cada aluno e assim resolveram o problema pontualmente as enchentes.
Aviado disse que para a higienização, a escola dispõe de dois blocos sanitários compostos por 12 compartimentos, para cerca de 4.000 alunos, sendo 1.600 do primeiro ciclo e 2.400 do segundo.
Por outro lado, a escola Primária Completa do Jardim, o seu primeiro dia é de educação sobre a higienização, uso correcto de máscaras, disse o director-adjunto, Domingos Muzime.
“Os alunos recebem instruções a partir da formatura até às salas de aulas. A escola tem cerca de 1.575 alunos e dois blocos sanitários compostos por seis compartimentos”, referiu.
Segundo o director da escola, o estabelecimento beneficiou de uma reabilitação do sistema sanitário e está em condições de acolher as aulas.
Na província de Tete, as aulas do presente ano lectivo arrancaram sem sobressaltos em todos os 1340 estabelecimentos do ensino dos quais 1301 primários que constituem a rede escolar naquela parcela do país.
O director provincial de Educação de Tete, João Gaspar Barroso, ontem (22) em Mwaladzi, distrito de Chifunde, disse que em todas escolas de 1ª à 12ª classe estão criadas as mínimas condições de higienização para a prevenção da Covid-19.
Assegurou ainda que nas escolas foram criadas brigadas para a assistência durante o arranque das aulas assim como, para a supervisão do uso do fundo financeiro destinado à aquisição de material de higienização desde os detergentes, álcool e máscaras.
Dois indivíduos, de 34 e 36 anos de idade, encontram-se detidos em Catandica, distrito de Báruè, província de Manica, indiciados de roubar uma manada de 70 bovinos, no Posto Administrativo Serra-Chôa.
Para além dos 70 animais vivos, os ladrões foram encontrados na posse de várias carcaças de carne de vaca transportada numa viatura mini-bus, com as cadeiras de passageiros desmontadas.
Trata-se de Crifo de Lameque Chimbera e Lapson Jossefo Flower, ambos naturais do posto administrativo de Chôa e residentes em Catandica, que foram neutralizados quando tentavam retirá-la daquele posto administrativo para o distrito de Vandúzi.
Um dos detidos é filho de um dos criadores vítimas do roubo na Serra-Chôa. Os indiciados explicaram que o esquema falhou e caiu nos radares da polícia devido a deficiências de comunicação registada entre os comparsas que se encontravam na zona do destino dos animais e os que estavam no terreno.
De acordo com o comandante distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Báruè, Eliseu Mpila, a captura destes malfeitores foi graças à colaboração prestada pela sua congénere de Vandúzi, com base em denúncias populares.
A neutralização dos referidos bandidos foi motivo de muita satisfação no seio das vítimas, que agradeceram ao Governo e ao comando distrital da PRM por esta resposta ao crime, localizando e neutralizando os malfeitores.
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