Uma avaria registada num transformador, na madrugada de ontem (25), está a provocar restrições no fornecimento de energia eléctrica na zona Baixa da cidade de Maputo e nos bairros da Malanga, Chamanculo e Alto-Maé.
Em comunicado, a empresa Electricidade de Moçambique (EDM), indica que equipas de técnicos foram mobilizados para o local, para proceder com a reparação, visando restabelecer o fornecimento de energia na área afectada.
Anota alerta para a necessidade da tomada de medidas de precaução e segurança em todas as instalações eléctricas, que devem ser consideradas como estando em permanente tensão.
As autoridades sanitárias anunciaram a recuperação de mais 292 pessoas da Covid-19, o que eleva o número para 54.095 indivíduos livres da doença, enquanto 11.910 casos continuam activos para o novo coronavírus.
De acordo com o comunicado de actualização de dados da Covid-19, o Ministério da Saúde registou, nas últimas 24 horas, mais um óbito em paciente de 82 anos de idade, infectado pela SARS COV-2, o que sobe para 753 o número de mortos devido a doença.
A nota refere que, no período em causa, mais 113 pessoas testaram positivo de um total de 1.597 amostras diagnosticadas, o que sobe o cumulativo para 66.762 casos positivos, sendo 66.446 de transmissão local e os restantes importados.
Entretanto, nas unidades sanitárias deram entrada pelo menos seis doentes e outros quatro tiveram altas médicas, e permanecem acamados 115 pacientes acamados, 8.334 em quarentena e 3.582 caos em seguimento.
O sector da saúde apela a sociedade para continuar a observar todas as medidas de prevenção da contaminação pelo novo coronavírus, através da lavagem e desinfecção das mãos, uso da máscara, distanciamento físico de dois metros e a observância da etiqueta da tosse.
Decorrem as obras de requalificação do Mercado anexo de Xipamanine, no distrito Nhlamakulu, na cidade de Maputo, visando acomodar mais de três mil vendedores informais retirados dos locais impróprios.
A remodelação do anexo, situado no espaço do antigo edifício de Salubridade do Conselho Municipal de Maputo (CMM), contempla a construção de bancas, barracas, alpendres, sanitários, entres outros.
Segundo Efraim Manhique, chefe da equipa do projecto, a reestruturação do local visa garantir que os informais disponham de um espaço definitivo e em melhores condições para o desenvolvimento de suas actividades.
A fonte não se referiu aos montantes envolvidos na empreitada, mas afirmou que a requalificação representa um dos primeiros passos da construção de um mercado para acomodar informais retirados, ano passado, dos passeios e bermas de estradas.
Indicou que os vendedores informais que continuam a vender nos passeios são instados a abandonar os locais e ocupar as bancas fazias no mercado anexo de Xipamanine.
Enquanto decorrem as obras, alguns vendedores já começaram a ocupar as bancas, apesar de reclamarem da concorrência desleal por parte dos informais que permanecem nos passeios.
È o caso da Gina Malate, vendedora há 14 anos, que se encontra desde quarta-feira, a vender os seus produtos no mercado anexo de Xipamanine. “Nos passeios não conseguia vender tranquilamente, devido a presença da Polícia Municipal”, sublinhou.
Em resposta as recomendações feitas pela Assembleia da República (AR) e pelo Tribunal Administrativo (TA), nos anos anteriores, o Governo tem vindo a implementar um conjunto de reformas no Sistema de Administração Financeira do Estado, visando a melhoria contínua da gestão da coisa pública.
Segundo o Primeiro Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, que prestava esclarecimentos ontem (25), no parlamento, sobre as questões levantadas pelos deputados em torno da Conta Geral do Estado referente ao ano de 2019, a título ilustrativo, o executivo tem vindo a consolidar e a melhorar o Sistema de Administração Financeira do Estado (SISTAFE) com recurso a Tecnologias de Informação e Comunicação e ao fortalecimento dos mecanismos de controlo interno.
Carlos Agostinho do Rosário, explicou que o Governo concebeu o aplicativo informático do Sistema de Administração Financeira do Estado, denominado e-SISTAFE, que tem beneficiado de melhorias, ao longo dos tempos, através do desenvolvimento de módulos para operacionalizar os sub-sistemas de Orçamento do Estado, Tesouro Público, Contabilidade Pública, Património do Estado e Controlo Interno.
Relativamente ao sub-sistema de Património, o Chefe do Governo destacou a implementação do Módulo de Administração do Património do Estado em todos os órgãos de nível Central e está em curso a sua expansão para os órgãos de nível provincial.
Este Módulo, segundo explicou, permite melhorar a transparência no processo da contratação pública e controlo dos recursos patrimoniais do Estado através da interligação dos processos de contratação e de execução da despesa pública.
“Ao interligar os processos de contratação e de execução da despesa pública, o Módulo permite ainda a incorporação automática no inventário dos bens adquiridos pelo Estado, melhorando deste modo a gestão e o controlo do Património do Estado”, disse, Carlos do Rosário que fez saber que a modernização da gestão financeira do Estado já abrange o nível das autarquias.
Quanto aos projectos de exploração do gás natural do Rovuma, o Primeiro Ministro informou a magna casa que foram finalizados e publicados os relatórios finais de auditoria dos custos recuperáveis, declarados pelas concessionárias das Áreas 1 e 4 referentes aos exercícios económicos dos anos 2015 a 2017.
O governante garantiu que a gestão das finanças públicas e a elaboração da Conta Geral do Estado irão conhecer melhorias significativas com a implementação da nova Lei do Sistema da Administração Financeira do Estado (SISTAFE), aprovada pela Assembleia da República, no ano passado.
A Conta Geral do Estado 2019, depositado no Parlamento pelo Governo, tem por objectivo evidenciar a execução orçamental e financeira, bem como apresentar o resultado do exercício económico e a avaliação do desempenho dos Órgãos e Instituições do Estado.
Para alem do Primeiro Ministro, acompanhar os debates em torno da CGE, o Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleane e a Ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida.
No final dos debates de dois dias de debate, a Presidente da Assembleia da República recomendou a Comissão do Plano e Orçamento a elaborar uma resolução a ser apreciada na próxima sessão.
O Governador da província de Maputo, Júlio Parruque, disse estar determinado em apoiar o município da Matola na resolução do crónico problema da deficiente drenagem das águas pluviais que, nos últimos anos, provocam inundações, as mais dramáticas das quais em Fevereiro, ao afectarem com gravidade 14 bairros.
A promessa foi comunicada terça-feira, pelo Presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (EMAS), Bernardo Dramos, minutos após a apresentação, ao Conselho Executivo Provincial, do estudo e plano de drenagem e saneamento da Matola, orçado em pouco mais de 70 milhões de dólares (5,2 mil milhões de meticais).
O plano compreende três fases, nomeadamente “a delimitação e proteção das valas e bacias e intervenções de engenharia.”
A delimitação das bacias permitirá que elas desempenhem a função de saneamento e de lazer, conforme explicou Dramos.
O governador disse que urge resolver o problema, pois não se pode deixar que a situação provocada pelas chuvas continue a se degradar cada vez mais. Parruque assumiu que o Conselho Executivo Provincial é parte do problema, por isso, compromete-se a apoiar a Matola, na mobilização de fundos para a drenagem, no espírito da responsabilidade partilhada.
Entretanto, pediu aos munícipes a fazerem a sua parte, denunciando ou rejeitando construções que obstroem o curso das águas e participando das campanhas de limpeza das valas de drenagem. Recomendou ao Executivo que dirige e ao Conselho Municipal para a retoma do plantio de eucaliptos nas áreas propensas às inundações.
Na quarta-feira (24) teve início a primeira fase da vacinação de pessoas com diabetes, no Hospital Central de Maputo, que termina hoje. Entretanto, o segundo dia foi marcado por enchentes e confusão, sem observância das medidas de prevenção da Covid-19.
São, ao todo, 12 mil diabéticos inscritos na Associação Moçambicana de Diabéticos, mas os dados revelados pela associação indicam que apenas 40% é que são activos, daí a confusão… Todos querem ser imunizados, fazendo parte ou não da associação.
Os associados pedem prioridade e os não associados acham injusto, pois defendem que todos precisam da vacina.
Logo na entrada do Banco de Socorros do Hospital Central de Maputo, as enormes filas e aglomeração chamavam atenção.
Entretanto, para evitar a contaminação, a ordem era de que os diabéticos, que não tinham recebido as senhas, voltassem hoje, o que não agradou a muitos.
“Eu sou deficiente, não tenho uma perna, sou vulnerável e vivo muito longe, como é que dizem para voltar amanhã (sexta-feira)? Por que não dão senhas para voltarmos amanhã? Isto está desorganizado, não posso estar todos os dias no hospital”, queixou-se Fátima Muchanga, diabética há três anos.
Iussufo Adamo, outro diabético que portava a senha número 200, conta que esteve no local da vacinação na quarta-feira, mas por não fazer parte da associação foi obrigado a inscrever-se para poder vacinar.
“Não é justo, eu também tenho diabetes como todos outros aqui, estive cá ontem, me inscrevi e mandaram voltar na quinta-feira, mas pela confusão, nem sei se hei-de vacinar aqui ”, lamentou.
Não obstante a confusão, o processo de vacinação decorria, ainda que, para alguns doentes, fosse a um ritmo lento, pelo que os profissionais de saúde tentavam manter a calma dos pacientes e dos seus acompanhantes.
A Médica internista, Sandra Loureiro, responsável pelo processo, garantiu que todos os diabéticos, associados ou não, serão vacinados.
“Recebemos informação do Ministério que diz que devemos vacinar todos os diabéticos, entretanto temos dúvidas se podemos vacinar ou não amanhã, por conta da avalanche”.
A médica explicou que esta é a primeira fase, e os diabéticos que não forem vacinados serão abrangidos em outras fases, por isso, apelava à calma.
“Serviu de aprendizado para nós, nas outras fases teremos outros pontos para vacinação, assim evitarmos aglomeração e que os diabéticos se desloquem dos diversos pontos de origem para aqui”, acalmou Loureiro.
Por conta da situação, foi necessária a intervenção de Benigna Matsinhe, a directora adjunta de Saúde Pública, que chegou com novas ordens, e estas davam conta de que todos os doentes presentes no HCM seriam imunizados esta quinta-feira, o que aumentou a meta para 500.
O processo continua até hoje e, no fim do dia de ontem , esperava-se ter vacinado pelo menos 700 pessoas, uma vez que, na passada quarta-feira, primeiro dia do processo foram vacinadas cerca de 200 diabéticos.
O combinado nacional de futebol de praia defronta na tarde de hoje, quando foram 15H00 de Maputo, a sua congénere das Comores, em Moroni, em partida da primeira mão da única eliminatória de acesso ao Campeonato Africano das Nações da modalidade, que terá lugar em Maio no Senegal.
Depois de ter chegado a Moroni na passada terça-feira, a selecção nacional enfrentou muitas dificuldades para se treinar nas areias de Moroni, impedidos pelas autoridades locais, na passada quarta-feira, dia em que pretendia realizar um treino tranquilo, de recuperação física, depois da viagem.
O facto é que os donos da casa impediram a selecção nacional de treinar alegadamente porque o local escolhido estava nas imediações do rectângulo do jogo, sendo por isso da exclusiva utilização dos anfitriões. A justificação foi de que os moçambicanos só teriam permissão para a utilização do campo ontem, quinta-feira, no treino de reconhecimento.
A situação pela qual os moçambicanos passaram só foi ser desbloqueada graças à intervenção de um oficial das Forças Armadas locais que convenceu os compatriotas a aceitarem que o combinado nacional realizasse, finalmente, o seu treino.
Até porque os comorianos terão troco em Maputo, quando vierem à segunda mão da eliminatória.
O embate de hoje é de extrema importância para as aspirações do combinado nacional que procura uma vantagem que garanta disputar o jogo da segunda mão com alguma tranquilidade.
Lloyd Harris, atleta sul-africano que conquistou o Open de Maputo, em 2015, alcançou um feito inédito no Dubai Duty Free Championships, um dos maiores eventos do ténis a nível mundial, ao conseguir marcar presença, pela primeira vez, na final do torneio.
Na competição da qual participaram cerca de 500 dos melhores atletas masculinos da ATP (Associação de Tenistas Profissionais), Harris acabou perdendo a final para o russo Aslan Karatsev, numa prova em que até esteve bem, mas a experiência do russo acabou vincando.
O atleta sul-africano, que ocupa a posição 81 no ranking da ATP, teve que suplantar outros grandes tenistas para chegar a grande final, a começar pelo australiano Christopher O’Connell (número 122 no ranking ATP), a quem venceu para garantir a sua passagem aos dezasseis-avos de final. Nessa fase afastou o austríaco Dominic Thiem (número 4 do ATP).
Nos jogos subsequentes, o atleta derrotou o sérvio Filip Krajinovic (número 33 do ranking da ATP), nos oitavos-de-final, e o japonês Kei Nishikori (antigo número 3 e actual 41 do ranking da ATP), nos quartos-de-final.
Já nas meias-finais, Lloyd Harris venceu o canadiano Denis Shapovalov (número 12 do ranking da ATP), terminando a sua boa prestação na competição ao sucumbir para o russo Aslan Karatsev, naquela que foi a única derrota na competição que decorreu entre os dias 7 e 20 de Março.
Nascido na cidade de Cabo, Lloyd Harris, de 24 anos de idade, é o primeiro sul-africano a participar na prova. É, também, o primeiro atleta a chegar às meias-finais depois de passar pelos jogos de qualificação desde a criação do torneio, em 1993.
Para além de vencer o segundo Future da quinta edição do Standard Bank Open, em 2015, Lloyd Harris foi finalista vencido do primeiro Future da sexta edição do certame, em 2016.
Os Mambas já se encontram na capital moçambicana desde a madrugada de ontem (25), depois da derrota sofrida em Kigali, diante do Ruanda, por uma bola sem resposta. Uma derrota que não estava nas suas contas, tendo em conta que complica as contas de qualificação para o Campeonato Africano das Nações, prova que terá lugar próximo ano nos Camarões.
Os trabalhos de preparação dos Mambas só arrancam na tarde de hoje, após a saída dos resultados da Covid-19, efectuados na manhã de ontem, quinta-feira, no âmbito do cumprimento das medidas de prevenção da pandemia.
Só depois destes resultados Luís Gonçalves saberá com quem vai contar para preparar o jogo da próxima terça-feira, diante do Cabo Verde, um jogo de cartaz e de capital importância para as aspirações dos Mambas, na qualificação à fase final do CAN dos Camarões.
O combinado nacional precisa vencer Cabo Verde para não depender de terceiros na luta pela qualificação, pese embora o Ruanda esteja em vantagem na tabela classificativa, mas com a desvantagem de realizar o ultimo jogo em Yaoundé, casa dos Camarões, que não quererão se despedir da fase de grupos com derrota caseira.
Ainda na expectativa está a vinda dos jogadores moçambicanos que actuam na França, nomeadamente Reinildo Mandava e Mexer Sitoe, depois da garantia dada pela Federação Moçambicana de Futebol de estar a trabalhar com a Secretaria de Estado do Desporto para o aluguer de um voo charter para trazer e levar de volta os dois defesas para esse embate de extrema importância.
Vale isto dizer que Luís Gonçalves não vai alterar a sua convocatória, esperando apenas a confirmação destes dois jogadores para preencherem os seus lugares em aberto.
Cerca de 12 mil alunos da Escola Secundária da Machava-Sede, na província de Maputo, continuam sem aulas alegadamente porque a direcção da escola não consegue formar turmas com 25 alunos, conforme recomenda o Governo para evitar a propagação da COVID-19. Os alunos estão agastados com a situação.
O ano lectivo arrancou a 22 de Março em todos os subsistemas de ensino. Entretanto, na Escola Secundária da Machava-Sede, na província de Maputo, com 22 salas, as carteiras empoeiradas denunciam a ausência de alunos e a falta de limpeza.
Os alunos, sem aulas há um ano, devido à pandemia do novo Coronavírus, fazem-se à escola mas em vão. Por falta de lições, brincam e ignoram o distanciamento imposto pelas autoridades. Juntam-se em grupos, caminham lado a lado, conversam, aconchegam-se, fazendo tudo o que contraria as normas de prevenção da COVID-19.
Stela Sidumo que frequenta a décima segunda classe, diz estar frustrada com a actual situação. “Ainda não temos aulas. O que se passa é que ainda não saíram as listas e outros alunos ainda não fizeram a matrícula por falta de condições”.
Juventina Mawelele, também a frequentar a décima segunda classe, sonha formar-se em jornalismo. Entretanto, lamenta as actuais condições da escola e reprova o comportamento dos seus colegas que não observam as regras de prevenção da COVID-19.
A alegada falta de informação não só afecta os alunos, mas também os pais e encarregados de educação. Leonardo Lourenço diz não saber se a sua filha estudará no presente ano lectivo.
“Para mim é mais preocupante. Primeiro não sei se a minha filha vai estudar ou não, não tenho uma informação exacta”.
A directora adjunta da Escola Secundária da Machava-Sede não se pronunciou sobre a situação alegando não ter sido autorizada pelo director daquele estabelecimento de ensino, que estava ausente por razões de saúde.
Mais de 150 mil pessoas, entre nacionais e estrangeiras, vão atravessar as fronteiras nacionais durante a Páscoa. Para flexibilizar o movimento e o desembaraço aduaneiro, as autoridades lançaram um comando conjunto, denominado “Operação Páscoa 2021”, mas queixam-se da falta de meios para trabalhar.
O director-geral adjunto das Alfândegas, Inocêncio Mota, que orientou a cerimónia, alerta que a logística estará aquém do desejável, mas os resultados esperados e as responsabilidades dos agentes não podem ser postos em causa.
“Estamos cientes de que a componente logística desempenha um papel fundamental na materialização e na realização dos nossos planos, porém estamos, igualmente, cientes de que o condicionalismo imposto pela conjuntura socioeconómica vigente não permite que sejam providenciados cabalmente os meios de que necessitamos para levar a cabo as nossas actividades”.
No presente período pascal espera-se 150.263 visitantes, número que representa uma redução quando comparado com o ano passado onde houve o registo de 225.296 visitantes. Este cenário deve-se à pandemia da COVID-19, o que alerta para maior controlo nas fronteiras.
“O período pascal deste ano realiza-se sob espectro da pandemia da COVID-19 que vai exigir, sobretudo das autoridades de saúde, esforços redobrados com vista a evitar que os postos fronteiriços e as estradas constituam focos de contágios e propagação desta pandemia”, disse a fonte que exigiu dos agentes a partilha de experiências das operações anteriores.
A operação conjunta congrega numa só equipa de trabalho a Autoridade Tributária, Polícia da República de Moçambique, Serviço Nacional de Migração, Instituto Nacional de Transporte Terrestre, Serviço Nacional de Salvação Pública e o Ministério do Trabalho e segurança Social.
A “Operação Páscoa 2021” é de âmbito nacional e vai vigorar de 26 de Março a 07 de Abril.
As organizações cívicas dizem que a protecção dos direitos fundamentais continua aquém do desejável e apontam problemas adicionais na actual fase de medidas restritivas impostas pela pandemia da COVID-19.
As inquietações da sociedade civil estão elencadas na colectânea de relatórios da Revisão Periódica Universal dos Direitos Humanos da ONU que avaliou a situação global e do país, em particular, no quinquénio 2017 a 2021.
Em representação das organizações da sociedade civil, Sousa Chele, director-executivo do Fórum de Monitoria do Mecanismo de Revisão Periódica das Nações Unidas, disse ser necessário que o Governo ponha em prática as recomendações dos resultados da avaliação sobre a situação dos direitos humanos no país.
“O diálogo construtivo, a transparência e o sentido de Estado são denominadores comuns da nossa intervenção como sociedade civil. Mas quem tem de implementar as recomendações sobre os direitos humanos é o Governo”, afirmou Sousa Chele.
A colectânea dos Direitos Humanos que foi entregue, na última quarta-feira, ao Governo, indica que os últimos eventos naturais associados às mudanças climáticas e os ataques no centro e norte do país deterioraram a qualidade de vida da população, sendo os grupos mais vulneráveis, os mais afectados.
A colectânea faz ainda menção ao aumento de raptos, violação sexual de raparigas nas escolas, pelos seus próprios professores, a fraca protecção das minorias, entre outros aspectos.
A ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida, reconhece que a situação ainda não é das melhores e promete mudanças.
“Sentimo-nos regozijados com o relatório, pois, como o mesmo, temos o prognóstico da nossa actuação em relação aos direitos humanos em Moçambique”, disse Helena Kida.
O Ministério da Defesa Nacional (MDN) confirmou numa declaração à imprensa, a ocorrência de um ataque armado, na quarta-feira (24), na vila de Palma, província de Cabo Delgado.
“Neste momento, as Forças de Defesa e Segurança estão a perseguir o inimigo e trabalham para restabelecer a segurança e a ordem com a maior rapidez”, disse o coronel Omar Saranga, porta-voz do Ministério da Defesa Nacional.
De acordo com o coronel Saranga, as comunicações com Palma estão interrompidas, não havendo, até ao momento, informação sobre vítimas e danos causados.
O porta-voz do MDN disse também que, devido ao ataque, a população de Palma abandonou a vila e se refugiou na mata.
Um relatório do Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), que analisa a situação e as perspectivas da Junta Militar da Renamo, considera as inconsistências nas reivindicações de Mariano Nhongo, líder do grupo, bem como a “inflexibilidade para o diálogo” como os factores que determinam o “descrédito” do movimento.
Segundo a avaliação, cuja síntese tivemos acesso, “o processo de reestruturação interna da Renamo, na ala militar e civil, pode não ter sido muito bem percebido por diferentes grupos que acabaram criando resistência à liderança de Ossufo Momade”.
A nota salienta que, “desde a sua criação, as formas de pressão usadas pela Junta Militar sempre tiveram um tom de ameaça e características militares, enquanto o seu líder, Mariano Nhongo, mostrava-se inflexível para as negociações e inconsistente nas suas reivindicações que, muitas vezes, revelavam desconhecimento de leis e o estatuto do seu próprio partido”.
“A primeira reivindicação apresentada pelos elementos da Junta Militar foi a demissão imediata de Ossufo Momade. Nesta ocasião, acusavam o líder da Renamo de destruir o partido e de ter removido os delegados provinciais e distritais para destruir o partido a mando dos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE). Acusavam Ossufo Momade de ter matado pessoas próximas ao antigo líder da Renamo, Afonso Dhlakama. Estas acusações nunca foram provadas”, refere o IMD.
Outra inconstância, diz o relatório, está “relacionada com o facto de os ataques que têm sido a si associados terem como alvos cidadãos civis, sem nenhuma ligação directa com o líder da Renamo, a quem Mariano Nhongo diz ser o motivo principal da sua contestação”.
“Está-se perante um movimento não político, mas militar, cuja agenda de reivindicação não está clara e foi variando ao longo do tempo. Não parece que o grupo tenha consistência em termos de visão ideológica e coesão em termos de organização do grupo, pois parece que a Junta Militar está a reboque das posições individuais do seu líder, posições essas muitas vezes inconsistentes e sem alguma lógica”, refere o estudo.
A angola recebeu, ontem (25), 200 mil doses da vacina contra a COVID-19, produzida pela Farmacêutica chinesa Sinopharm. Trata-se do mesmo imunizante e em igual quantidade que a China ofereceu a Moçambique em Fevereiro passado.
As vacinas, doadas pelo Governo da China, são do Instituto Biológico de Pequim e serão distribuídas em algumas províncias angolanas no âmbito do Plano Nacional de Vacinação.
Na primeira fase, a meta é imunizar as pessoas com mais de 40 anos, com comorbilidades, grande exposição à infecção pelo novo Coronavírus, forças de defesa e segurança, explicou a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.
Segundo a governante, o imunizante foi doado no âmbito da diplomacia em saúde e a China tem sido um parceiro estratégico de Angola no combate à COVID-19.
Sílvia Lutucuta disse que a vacina tem uma eficácia de 79 por cento, sendo um pouco mais alta em alguns países e tem mostrado bons resultados nos Emirados Árabes Unidos, Marrocos e na própria China.
Aliás, à semelhança das declarações do ministro moçambicano da Saúde, Armindo Tiago, a governante angolana disse que a vacina da Sinopharm tem dois aspetos importantes.
O primeiro é a facilidade de conservação de dois a oito graus, e Angola tem uma rede de frio com essas temperaturas, incluindo nos municípios. Segundo, a administração é feita em duas doses. Por isso, as pessoas que já tomaram a primeira dose da vacina AstraZeneca deverão continuar a imunização com o mesmo tipo.
A ministra da Saúde salientou que mais imunizantes poderão chegar a Angola nos próximos dias; algumas adquiridas pelo Estado e outras no âmbito da iniciativa COVAX.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, afirmou, ontem (25), que, apesar dos desafios que opõem Moçambique, o país registou avanços significativos em diversos sectores, entre 2018 e 2020.
“No período em análise, registámos, no país, progressos encorajadores, sem descurar os desafios que atravessámos, como por exemplo, os ciclones Idai e Kenneth, que assolaram o nosso país num espaço de seis semanas entre si”, disse Nyusi, durante a cimeira virtual dos Chefes de Estado e do Governo do Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP).
Nyusi explicou que “estes desastres naturais causaram mortes e destruição de infraestruturas e culturas agrícolas”, tendo salientado ainda que, pouco tempo depois da passagem das intempéries, Moçambique foi assolado “por chuvas e ventos fortes, descargas atmosféricas, inundações localizadas e o ciclone Chalane, em Dezembro de 2020, que provocaram, igualmente, mortes e destruição de infraestruturas económicas e sociais”.
Ainda assim, no domínio da democracia e governação política, o Chefe de Estado falou do novo modelo de governação descentralizada, que culminou com as eleições autárquicas de 2018 e as gerais de 2019. “A nota dominante foi a eleição, pela primeira vez, de governadores provinciais, reforçando, assim, o poder das populações locais de decidirem sobre os seus líderes e programas”, disse Nyusi.
Quanto à consolidação da paz, o Presidente da República citou o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, assinado em Agosto de 2019, e o consequente processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) de elementos armados residuais da Renamo.
Um helicóptero das Forças Aéreas do Uruguai que carregava vacinas da Pfizer contra o coronavírus para a cidade de Rocha, caiu na quinta-feira (25). Nenhum dos tripulantes ou passageiros morreu.
Segundo autoridades, a aeronave fez um pouso de emergência, após uma falha técnica. Mesmo assim, houve um incêndio que destruiu o lote de vacinas.
As doses tinham como destino as cidades de Rocha e Chuy.
Ao pousar, o helicóptero pegou fogo. Havia três tripulantes, e todos eles tiveram traumatismos leves, de acordo com as Forças Aéreas do país.
De acordo com o jornal “El País”, eram levadas 186 ampolas de vacinas. Outras doses já foram enviadas, disse o diretor de Saúde de Rocha.
As doses da Pfizer tinham chegado ao Uruguai na noite de quarta-feira.
O país já aplicou cerca de 377 mil doses. É o equivalente a 10.9% da população.
Um homem de 30 anos foi preso depois de confessar ter matado os pais por conta de uma briga doméstica, na Itália.
Benno Neumair morava em Bolzano com a mãe, Laura Perselli, de 63 anos, e o pai Peter Neumair, de 68. Ele é professor de matemática em uma escola de língua alemã, e ostentava nas redes sociais a sua vida fitness, se definindo como um fisiculturista.
De acordo com o jornal Daily Star, Peter teria reclamado de Benno, que havia dormido em frente ao seu computador e não cumpriu as tarefas em casa, inclusive passear com o cachorro. O caso aconteceu em Janeiro.
À polícia, após ser preso no dia 29 do mesmo mês, o rapaz teria dito que estrangulou o pai com uma das cordas que usava em seus treinos, com o objectivo de “calá-lo”, já que o idoso havia afirmado que ele era um “fracasso”.
“Eu peguei a primeira corda de escalada que achei na bandeja de plástico em que estavam minhas ferramentas”, disse Benno, segundo a polícia local. “Nós estávamos no corredor e caímos juntos no chão. Eu só lembro de ter apertado com bastante força”, continuou ele.
Brenno ainda comentou que esperou sua mãe chegar em casa para matá-la com a mesma corda: “Eu fiz isso sem nem dizer adeus”, ele teria completado, segundo o New York Post.
Segundo a confissão, Benno jogou o corpo dos pais em uma ponte sobre o rio Adige. O corpo da mãe foi recuperado, com sinais de estrangulamento, mas o do pai ainda não foi encontrado, mais de dois meses depois do assassinato.
Promotores aguardam uma avaliação psiquiátrica do homem, que foi preso cerca de três semanas depois do desaparecimento dos pais, de acordo com a agência italiana Ansa.
Ele foi indiciado por duplo homicídio e ocultação de cadáver.
A Elephant Bet é uma empresa que atua na área de apostas desportivas e lotáricas e neste momento está a recrutar para o seu departamento de Apostas Online e Apoio ao Cliente, um (1) Gestor Site de Apostas e Back Office Digital. Saiba mais
A Lasmordi Consultoria & Serviços Lda. é uma empresa que presta serviços de consultoria nas áreas de recursos Humanos, Contabilidade e Finanças, está a recrutar para seu quadro de pessoal um (1) Professor de Inglês para Negócios (M/F). Saiba mais
Ativistas dos direitos humanos bielorrussos denunciaram na quarta-feira (24) que as autoridades do país estão a intensificar a repressão contra as vozes dissidentes e detiveram dezenas de pessoas, na véspera de um protesto convocado a nível nacional.
A oposição bielorrussa está a convocar para quinta-feira manifestações que pretendem assinalar o Dia da Liberdade, o aniversário da declaração de independência do país em 1918. De acordo com o centro de direitos humanos Viasna, a polícia deteve esta quarta-feira pelo menos 42 pessoas em 10 cidades bielorrussas.
No início desta semana, a polícia deteve Mikalay Kazlou, o líder do Partido Cívico Unido (oposição), e Andzelika Borys, da direção da União de Polacos na Bielorrússia.
Andzelika Boris foi acusada de organizar uma reunião não autorizada e condenada a 15 dias de prisão, medida que a sua organização denunciou como “um acto de intimidação da minoria polaca“. A Bielorrússia atravessa uma crise política desde as eleições de 09 de Agosto, que segundo os resultados oficiais reconduziram o Presidente Alexander Lukashenko, no poder há 26 anos, para um sexto mandato, com 80% dos votos.
A oposição denuncia a eleição como fraudulenta e reivindica a vitória nas presidenciais. Desde então, milhares de bielorrussos têm saído regularmente às ruas por todo o país para exigir o afastamento de Lukashenko, manifestações reprimidas com violência pelas forças de segurança da Bielorrússia.
A principal figura da oposição, Svetlana Tikhanovskaia, que recentemente esteve em Portugal e que procurou refúgio na capital lituana, Vilnius, exortou os bielorrussos a regressarem às ruas e a lançarem, na quinta-feira, uma nova onda de protestos contra Lukashenko.
As autoridades bielorrussas estão a proibir qualquer manifestação. O chefe da agência de segurança da Bielorrússia, que ainda tem a designação da era soviética (KGB), já veio advertir contra “as tentativas de desestabilizar a situação no país”. Já o Ministério da Justiça da Bielorrússia anunciou, por sua vez, que decidiu retirar a licença de exercício de profissão a um advogado que tem defendido vários opositores e jornalistas, identificado como Siarhej Zikratski.
As organizações de defesa dos direitos humanos apontam que o regime de Lukashenko já deteve mais de 33 mil pessoas desde que os protestos começaram na Bielorrússia, denunciando ainda que milhares terão sido vítimas de atos de violência. A União Europeia (UE) não reconhece os resultados das eleições bielorrussas de agosto e o Conselho Europeu decidiu prorrogar até fevereiro de 2022 as sanções aplicadas aos apoiantes do regime de Lukashenko.
Ainda a propósito dos protestos agendados para quinta-feira, a Amnistia Internacional manifestou preocupação face às manobras mais recentes das autoridades e exortou os diplomatas estrangeiros destacados na Bielorrússia a acompanharem as iniciativas e a monitorizarem possíveis atos de violência por parte da polícia.
O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas apelou esta quarta-feira à realização de “eleições livres e justas” na Bielorrússia e pediu ao Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos que investigue os abusos naquele país.
A resolução adotada no Conselho “condena as graves violações dos direitos humanos que continuam [a ser praticadas] na Bielorrússia, no âmbito das eleições presidenciais de 2020, incluindo a negação sistemática dos direitos humanos e das liberdades fundamentais, as prisões e detenções arbitrárias de membros da oposição, de jornalistas e trabalhadores dos meios de comunicação, de ativistas dos direitos humanos e de cidadãos em geral”.
O texto, proposto pela UE, apela ainda a Minsk para que garanta a realização de “eleições livres e justas” e inicie um “verdadeiro diálogo” com a oposição política.
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