O Presidente da República, Filipe Nyusi, convidou na terça-feira (23) aos prestadores de serviços cívicos de Moçambique a servirem a pátria em outras frentes, dada a sua atribuição de não participarem em combate armado.
Falando em Montepuez, província de Cabo Delgado, na sua qualidade de Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), Filipe Nyusi afirmou, no encerramento do VIII curso básico de servidores cívicos de Moçambique, serem visíveis os frutos deste sector militar, a maior parte dos quais se subscrevem em unidades produtivas em Unango, no Niassa, e Chókwè, em Gaza. Mas também são visíveis, através dos cursos vocacionais em que tomam parte, nomeadamente na carpintaria, pecuária, electricidade, entre outros.
Nyusi exaltou o facto de ao longo da formação os servidores cívicos terem recebido ensinamentos cívico-morais, patrióticos e valores da unidade nacional, o que lhes dá mais-valia para poderem participar nos desafios que são-lhes reservados à luz das suas atribuições.
Apesar de não participarem nos combates armados, Filipe Nyusi lembrou aos formados sobre os desafios que o país enfrenta, nomeadamente o terrorismo na província de Cabo Delgado e os ataques armados levados a cabo pela Junta Militar da Renamo, nas províncias de Manica e Sofala.
Aliás, foi a este propósito que Nyusi reiterou os avisos para que o líder da Junta Militar, Mariano Nhongo, abandone imediatamente as matas e se junte ao processo do Desarmamento, Desmilitarização e Reintegração (DDR), em curso no país. Lembrou que tem sido os homens residuais da Renamo, outrora filiados à Junta Militar, que têm deposto as armas para aderir à iniciativa, sendo que Nhongo devia seguir o exemplo.
O Chefe do Estado elogiou as Forças de Defesa e Segurança pelos avanços que têm registado no teatro operacional Norte e referiu-se ao apoio que estas têm recebido da população, contrariando as alegações segundo as quais estas seriam protagonistas da violação dos direitos humanos.
“A natureza da população de Cabo Delgado é de apoiar as Forças de Defesa e Segurança. Ela tem experiência que vem desde o passado, durante a luta de libertação nacional. Ela assume as FDS como seus filhos, acarinhando-as nas suas missões”, disse.
Concluíram o curso 564 servidores cívicos, sendo 380 homens e 184 mulheres. Na ocasião, foram premiados dez instruendos que se destacaram durante os treinos, desde a assimilação das aulas teóricas, até ao manuseamento do armamento. Os premiados receberam bens como telemóveis, relógios, rádios, entre outros objectos.














