A médica, que exerce em São Paulo, conta com mais de 600 mil seguidores no Tik Tok, rede social na qual partilhou os polémicos vídeos.
Uma médica cirurgiã plástica foi suspensa provisoriamente pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo após ter sido aberta uma investigação devido a publicações partilhadas pela profissional de saúde nas redes sociais.
Segundo a G1, a médica Caren Trisoglio Garcia divulgou no Tik Tok vídeos nos quais mostrava pedaços de pele e de gordura que retirava aos seus pacientes após operações.
Em comunicado, o Conselho Regional de Medicina sublinhou que a investigação do caso decorrerá sob sigilo.
Caren, que partilha a sua rotina de trabalho nas redes sociais, tem 636 mil seguidores no TikTok. Num dos polémicos vídeos divulgados, a médica mostra um bocado de pele de um paciente como o “troféu de hoje”.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica já analisou o caso e garantiu que a profissional de infringiu cinco artigos dos estatutos internos da entidade, que proíbem a partilha ou divulgação de imagens de partes do corpo de pré ou pós-operatórios, mesmo com autorização expressa do paciente.
A entidade adiantou ainda que a médica também desrespeitou artigos que proíbem o profissional de apresentar resultados de cirurgias ou de se autopromover em meios de comunicação com objetivo de angariar clientes.
Um jovem morreu no sábado (10) após cair da janela de um hotel na cidade belga de Antuérpia quando fugia da polícia por ter participado numa festa ilegal, sem respeito pelas medidas contra a Covid-19.
De acordo com a agência Belga, o jovem de 21 anos tentava escapar ao controlo policial no hotel, intervenção teve início na sequência de várias chamadas com queixas de ruído proveniente de um dos quartos do estabelecimento de alojamento.
Quando os polícias chegaram ao hotel, as oito pessoas que participavam na festa tentaram esconder-se e um jovem escorregou pela janela e caiu no chão, segundo informação da agência Belga, citada pela EFE.
A polícia tentou reanimar o jovem antes da chegada dos serviços de emergência médica, mas este acabou por morrer no local.
Neste âmbito, o Ministério Público da Bélgica vai nomear um juiz de instrução para esclarecer as circunstâncias exatas da morte do jovem.
“Estou chocado com a morte de um jovem residente de Antuérpia na noite passada”, declarou o presidente da Câmara da cidade, o nacionalista flamengo Bart De Wever, expressando as “profundas condolências à família e entes queridos”.
Em Borgerhout, um distrito de Antuérpia, uma mulher foi ferida no ombro ao saltar também da janela quando tentava escapar de um controlo policial por ter participado numa festa, com a presença de 16 pessoas e que violava as regras no âmbito do combate à pandemia da covid-19.
A Alemanha ultrapassou os três milhões de casos de covid-19 desde o início da pandemia, de acordo com dados do Instituto de virologia Robert Koch (RKI).
O número total de infeções desde o início da pandemia situa-se em 3,011 milhões.
Desde o início da pandemia morreram no país europeu 78.452 pessoas devido à covid-19, indicou o RKI.
A Chanceler, Angela Merkel, interveio novamente durante o fim de semana numa reunião dos deputados do seu partido a favor de uma forma rigorosa de confinamento nacional por um período relativamente curto.
O objetivo é tentar conter a terceira vaga da pandemia no país, que continua a crescer, apesar das restrições de movimento já em vigor.
Além disso, o seu governo planeou endurecer a legislação nacional, de modo a poder impor “lockdowns” a nível nacional, incluindo a imposição de recolher obrigatório noturno, mesmo que isso signifique ultrapassar a resistência local ou regional.
Esta alteração à legislação existente quebra um tabu na Alemanha, onde o federalismo dá às regiões importantes prerrogativas em matéria de saúde. No entanto, várias regiões têm sido acusadas de serem laxistas ao lidar com a pandemia.
Pelo menos 19 pessoas morreram na sequência de confrontos tribais numa área remota da Papua Nova Guiné.
Os confrontos entre as tribos de Agarabi e Tapo começaram em fevereiro, aparentemente por causa de uma disputa de terras perto de Kainantu, cerca de 379 quilómetros a norte de Port Moresby, e que deveria ter sido resolvida com a assinatura de um acordo entre as partes.
No dia seguinte, disse, um elemento da tribo Agarabi lançou uma granada de mão que matou sete outras pessoas, levando a tribo Tapo a incendiar as casas dos seus rivais em vingança.
“Até agora, 19 pessoas estão mortas, mas pode haver mais. As tensões ainda são muito elevadas”, disse o comandante Welly ao jornal Papuan.
Nesta nação insular do Pacífico, que obteve a independência da Austrália em 1975 e onde são faladas cerca de 800 línguas, a pertença a clãs ou tribos está profundamente enraizada, especialmente nas terras altas.
Embora não existam números exatos, estima-se que as guerras tribais tenham causado centenas de mortos e deslocado milhares de pessoas nas zonas montanhosas, onde vive a maior parte dos mais de oito milhões de pessoas do país.
Moçambique, declarado livre de minas, pode voltar a ser contaminado por explosivos, o que requer “limpeza sustentável” e capacidades do governo, disse um responsável dos programas de desminagem dos Estados Unidos da América.
Michael Tirre, gerente de programas do Escritório de Remoção e Redução de Armas, do Gabinete de Assuntos Político-Militares, parte do Departamento de Estado dos EUA, disse que “para qualquer programa de desminagem, é importante saber que existe sempre o risco de contaminação residual”.
O apoio dos EUA nas atividades de desminagem ou atividades humanitárias de ação contra as minas em Moçambique terminou em 2015, quando o país se declarou livre de minas antipessoais, depois de 23 anos em que foram fornecidos ao país africano 34,7 milhões de dólares (29,2 milhões de euros).
Segundo dados do Departamento de Estado norte-americano, Moçambique recebeu, de 1992 a 2015, um apoio total de 56 milhões de dólares (47,1 milhões de euros) provenientes de diversas agências do governo norte-americano, um “verdadeiro esforço interagências”, nas palavras de Michael Tirre.
Tendo em conta que “existe sempre o risco de contaminação residual”, o responsável afirmou que “é muito importante, uma vez que o apoio internacional tenha terminado, para o governo local ter essa capacidade de limpeza sustentável em vigor”.
“Tanto o governo local quanto os operadores internacionais têm de conduzir pesquisas muito completas e meticulosas em todo o país para determinar os perímetros desses campos minados”, referiu o especialista.
O Escritório de Remoção e Redução de Armas do Departamento de Estado dos EUA foi um importante parceiro para a “estabilização e recuperação pós-conflito” de Moçambique, depois do fim da guerra civil, em 1992, sublinhou Michael Tirre.
O gerente de programas disse que “a extensa contaminação por minas terrestres bloqueava estradas e infraestruturas críticas, impedia que os deslocados internos e refugiados voltassem para casa com segurança e também obstruía o desenvolvimento económico”.
Com as atividades do Departamento de Estado, mais de 20 quilómetros quadrados de terra foram limpos para serem “devolvidos ao uso produtivo”.
Aos resultados acrescentam-se mais de quatro mil quilómetros de estradas desminadas, 74 mil minas terrestres destruídas, assim como 71 mil itens de artilharia.
Segundo Michael Tirre, Estados Unidos forneceu ainda treino de desminagem humanitária e equipamentos para os soldados sapadores moçambicanos e apoiou o Instituto Nacional de Desminagem de Moçambique, cuja extinção foi anunciada em março de 2019.
Apesar de não haver mais nenhum projeto corrente em Moçambique do Escritório dos EUA de Redução e Remoção de Armas, as atuais atividades de desminagem na fronteira do Zimbabué podem ser benéficas também para moçambicanos que vivem perto da fronteira e que frequentemente se deslocam para visitar familiares, obter serviços clínicos ou para fazer trocas comerciais, acrescentou Michael Tirre.
A entrevista foi realizada no âmbito do lançamento do relatório anual do Departamento de Estado sobre atividades de desminagem e destruição de armas, nas quais os Estados Unidos já investiram mais de quatro mil milhões de dólares (3,37 mil milhões de euros) em mais de 100 países desde 1993.
Mais de 509 milhões de dólares foram dirigidos para África, em apoio a 37 países para construção de paz e crescimento económico.
Segundo Michael Tirre, os EUA ajudaram 26 países de todo o mundo a “localizar e destruir minas terrestres e outros perigos explosivos, proteger civis e a vida selvagem, restaurar terras para uso produtivo e estabelecer as condições mais gerais para o desenvolvimento sustentável”.
Em 2020, os Estados Unidos financiaram esforços de destruição de armas convencionais em 49 países, com mais de 259 milhões de dólares.
O director-geral da Organização Mundial de Saúde desaconselha que países celebrem acordos bilaterais para a aquisição de vacinas contra a Covid-19 porque, além de desigualdade na distribuição e incentivo do nacionalismo das vacinas, os imunizantes podem ser usados para fins políticos.
Numa conferência de imprensa realizada em Genebra, na Suíça, o director-geral da Organização Mundial de Saúde alertou que acordos bilaterais podem levar a uma maior injustiça na distribuição e na escassez de doses de vacinas.
Segundo Tedros Adhanom, acordos bilaterais para a aquisição de vacinas contra o novo Coronavírus aumentam o nacionalismo e o uso de vacinas para fins políticos. O director-geral da OMS foi secundado pelo presidente executivo da Aliança das Vacinas, o epidemiologista Seth Berkley, também presente na conferência de imprensa online.
Para Seth Berkley, sempre que é feito um acordo bilateral para a compra de vacinas há menos doses distribuídas equitativamente, por isso, é preciso haver mais solidariedade.
As negociações bilaterais para a aquisição de vacinas contra a Covid-19 aumentam à medida que diferentes países procuram formas de imunizar as suas populações de forma mais célere, no meio de uma pandemia cujo fim é ainda uma incógnita.
Há meses, a União Europeia, por exemplo, denunciou atrasos nas entregas de remessas de vacinas. Neste contexto, e pressionado pela impaciência e críticas da sua população, Berlim, capital da Alemanha disse que iria iniciar discussões bilaterais com Moscovo, capital da Rússia, para uma possível compra da vacina Sputnik V, se esta fosse aprovada pelo regulador europeu.
Os bloqueios de estradas no Benim por opositores do Presidente Patrice Talon estão a atrasar o transporte do material para as eleições presidenciais de domingo. A informação foi avançada ontem pela Comissão Eleitoral local.
Segundo o presidente da Comissão Eleitoral Nacional Autónoma, Emmanuel Tiando, em declarações à agência de notícias AFP, “houve bloqueios de estradas nas principais estradas do norte e pode ser que haja assembleias de voto que não abram amanhã às 07:00 (hora local) devido à chegada tardia deste material eleitoral”.
Para Emmanuel Tiando “não há razão para que esta eleição não aconteça” e que o material continua a ser transportado para os diversos locais.
Os manifestantes protestam contra o actual Presidente do Benim, recandidato ao cargo e acusado pela oposição de ter confiscado o voto e de a ter impedido de participar nas eleições.
Habitantes de várias cidades do centro e do norte do país bloquearam centenas de carros e transportes, erguendo barreiras nas estradas em direcção ao norte do país e ao Níger.
O exército começou a intervir nas ruas, desmontou os bloqueios de estradas e limpou o caminho, inclusive com armas de fogo, registando-se a morte de pelo menos dois civis.
Na sexta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou para que todas as partes garantam que as eleições de domingo “se realizem de forma transparente, credível e pacífica”.
Um bloqueio de estrada foi erguido novamente na cidade de Tchaourou, local de nascimento do ex-presidente Thomas Boni Yayi e opositor de Patrice Talon.
Os camiões da Comissão Eleitoral devem, portanto, percorrer um caminho alternativo para chegar ao norte do país, atrasando a entrega do material eleitoral.
Cerca de 5,5 milhões de eleitores são esperados nas urnas do Benim no domingo.
A Forças de Defesa e Segurança (FDS) abateram 36 terroristas durante a operação em Palma, que foi alvo de ataque terrorista há mais de duas semanas.
O brigadeiro Chongo Vidigal, porta-voz das Forças de Defesa e Segurança no teatro operacional especial de Afungi, falando aos jornalistas em Palma, disse acreditar que terão sido abatidos ainda mais terroristas.
“Até este momento temos confirmados 36, mais acreditamos que o número passe, porque eles têm uma táctica que eles usam. A primeira coisa quando estão mortos é rapidamente recolher as suas vítimas para a retaguarda ”, disse.
A intervenção das FDS no ataque de Palma é tida como a mais bem-sucedida, a avaliar pelo número de baixas ao inimigo.
Mais de 500 mil animais domésticos, na sua maioria gado caprino, ovino e aves, não poderão ser vacinados este ano na província de Cabo Delgado, devido aos ataques terroristas.
O facto foi confirmado pelo governador da província, Valige Tauabo, durante o lançamento da campanha nacional de vacinação de animais.
Segundo Valige Tauabo, a província de Cabo Delgado não vai vacinar os animais domésticos localizados nos distritos afectados pelos ataques terroristas para evitar pôr em risco a vida dos técnicos envolvidos na campanha.
Entretanto, durante a sua intervenção, o governador apelou à participação massiva dos criadores que se encontram em locais seguros.
Segundo Estatísticas do governo, Cabo Delgado conta com cerca de 11 mil cabeças de gado bovino, mais de 700 mil de gado caprino e Ovino, e acima de 2 milhões de aves, além de cerca de 71 mil suínos, e menos de 10 mil caninos.
Oitenta e duas pessoas foram mortas, em apenas um dia, em Myanmar numa acção de repressão das forças de segurança contra manifestantes pró-democracia, anunciou uma organização não-governamental.
O número de mortos foi compilado pela Associação de Assistência aos Prisioneiros Políticos, que faz a contagem diária das vítimas e detenções resultantes da repressão após o golpe de Estado de 01 de Fevereiro, que depôs o Governo eleito de Aung San Suu Kyi.
Num relatório divulgado no sábado (10), o grupo disse esperar que o número de mortos em Pegu aumentasse, à medida que mais casos fossem verificados.
Pelo menos 701 pessoas já foram mortas pelas forças de segurança desde que os militares assumiram o poder, de acordo com a Associação de Assistência aos Prisioneiros Políticos.
O ataque a Pegu foi o terceiro na última semana, envolvendo o uso da força para tentar esmagar a persistente oposição à junta militar no poder.
A maioria dos protestos nas cidades e vilas do país é realizado por manifestantes pacíficos que se assumem como parte de um movimento de desobediência civil.
Mas à medida que a polícia e os militares intensificavam o uso da força letal, uma facção de manifestantes armou-se e alguns activistas já se apelidam de “exército civil”.
A junta militar tomou também outras medidas para desencorajar a resistência. Recentemente publicou uma lista de 140 pessoas ligadas às artes e ao jornalismo, acusando-as de divulgar informações que minam a estabilidade do país e do Estado de Direito.
A enviada especial das Nações Unidas para Myanmar, Christine Schraner Burgener, chegou sexta-feira à capital tailandesa, Banguecoque, numa missão regional, durante a qual pretende sondar a posição de vários governos do sudeste asiático, tendo-lhe sido negada a autorização para visitar Myanmar.
Um terremoto de magnitude 6,0 atingiu a costa da Indonésia no sábado (10), de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Ao menos seis pessoas morreram.
O epicentro está localizado a 82 km de profundidade e a 45 km da cidade de Malang, na ilha de Java.
O terremoto foi bastante sentido em Malang, uma cidade na qual vivem cerca de três milhões de pessoas.
Em 2018, a região de Palu, na ilha de Sulawesi, foi atingida por um violento terremoto de magnitude 7,5, seguido por um tsunami devastador, deixando mais de 4.300 mortos e desaparecidos e pelo menos 170 mil desabrigados.
Outro terremoto de magnitude 9,1 atingiu a costa de Sumatra em 2004, causando um tsunami que matou 220 mil pessoas na região, 170 mil delas na Indonésia.
Os munícipes da cidade de Tete passarão a pagar, a partir de Junho próximo, uma tarifa de saneamento, que estará inclusa na factura de água.
A informação foi tornada pública no último fim-de-semana, na cidade de Tete, pelo vereador municipal de Saneamento, Adamo Manonga.
Segundo a edilidade, já foi assinado um memorando de entendimento junto da entidade reguladora que vai garantir a cobrança desta tarifa estabelecida pela resolução que aprovou a postura de saneamento e drenagem ao nível da autarquia.
Adamo Manonga disse que a implementação do projecto dará maior autonomia financeira à edilidade, para os serviços de limpezas de drenagens, esgotos e fossas sépticas, bem como, permitir a manutenção e ampliação da rede de drenagem pluvial e residual.
Depois do ultimato dado na última quinta-feira (08) pelo Conselho Municipal da Cidade de Maputo, os vendedores de carvão vegetal, lenha e estacas usadas para a construção já saíram das bermas da linha férrea. Entretanto, os mesmos reprovam os locais indicados pela edilidade para continuarem a actividade.
Até quinta-feira passada, a imagem que caracterizava o lado externo da Gare de Mercadorias era de bancas e barracas, lenha, sacos, montinhos de carvão e outros produtos de origem vegetal e esses faziam a “paisagem” daquele local. Tudo isto acontecia ao redor da linha férrea, a chamada linha do Limpopo que parte da estação Central dos CFM, na baixa da cidade de Maputo, até Chicualacuala, província de Gaza.
Na manhã de domingo, já não havia vendedores nas bermas da linha férrea do Limpopo, entre os bairros FPLM e Mavalane na cidade de Maputo e, no referido espaço, as crianças já jogam bola, algo que era impensável há bem pouco tempo.
Muitos dos vendedores que exerciam a sua actividade de venda de lenha, carvão e estacas usadas para a construção e outras dizem que os mercados indicados não reúnem condições para a continuidade da actividade para além de, alegadamente, haver mistura, nos mercados, de produtos alimentares e carvão, o que pode perigar a saúde pública.
Para alguns residentes daqueles bairros, a retirada dos vendedores foi bem pensada.
Na verdade, não há, até este momento, condições criadas para permanência de vendedores – não há sombra e ainda não foram erguidas as bancas e/ ou barracas; o espaço é pequeno, o que dificulta a movimentação de camiões que vão fazer o descarregamento dos produtos.
O país conta com mais 621 indivíduos livres do novo Coronavírus, o que eleva para 58.904 o número de pessoas recuperadas da infecção. Contudo, mais duas pessoas perderam a vida devido ao mesmo vírus.
De acordo com o Ministério da Saúde, “todos os casos recuperados, ontem (11) anunciados, são indivíduos de nacionalidade moçambicana”.
Em relação aos dois óbitos, trata-se de um homem e uma mulher. A instituição não fez referência aos dias da ocorrência das mortes, mas disse que as vítimas tinham 37 e 68 anos de idade, respectivamente.
Moçambique tem um total de 791 mortes causadas pela COVID-19. O país conta agora com mais 180 pessoas infectadas pelo Coronavírus. Destes, 177 são de nacionalidade moçambicana e três estrangeiros.
“Assim, o nosso país tem cumulativamente 68.758 casos positivos registados, dos quais 68.442 de transmissão local e 316 importados”.
Em 24 horas, cinco pessoas foram hospitalizadas e igual número teve alta hospitalar e há, neste momento, 52 pacientes a receberem cuidados médicos.
Existem ainda 9.059 infecções activas da Covid-19.
O Palácio de Buckingham anunciou no sábado (10) que o funeral do príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth, será realizado no próximo sábado (17), em Windsor, às 15h.
Junto com o anúncio foi confirmada a presença do príncipe Harry. O evento será transmitido pela televisão e todo país fará um minuto de silêncio. A cerimônia será discreta, com a presença de 30 pessoas.
Todos, inclusive a rainha, obedecerão regras de combate à pandemia de Covid-19, como distanciamento e uso de máscaras. O funeral contará com uma procissão de oito minutos em que oito carregadores levarão o caixão.
A lista de convidados será divulgada na quinta-feira (15).
O marido da rainha Elizabeth foi homenageado com uma salva de tiros de canhão disparadas em todo Reino Unido. Por causa da pandemia, a família real britânica pediu ao público que evitasse ir às ruas.
O príncipe Philip morreu aos 99 anos na sexta-feira (09). Ele completaria 100 em 21 de Junho deste ano. A causa da morte ainda não foi revelada.
As contas por detrás dos milhares de pacientes que superaram dias de internamento e venceram a Covid-19. Para salvar vidas, de Janeiro a esta parte, o Estado já gastou mais de 80 milhões de meticais em compra de oxigénio medicinal.
Apesar do tratamento ser gratuito, um paciente em estado grave chega a gastar cerca de 200 mil meticais em consumo de oxigénio em apenas 15 dias.
Um elemento abundante e que justifica a nossa presença na terra – o oxigênio. Graças a este elemento, conseguimos respirar e cumprir as nossas tarefas diárias…E por ser tão abundante e gratuito, são muitos os que pontapeiam as medidas de prevenção contra a Covid-19, esquecendo que um exercício tão simples quanto respirar pode tornar-se tão difícil.
Quando invade o corpo humano, o vírus ataca os pulmões, causando insuficiência respiratória, fazendo com que o paciente precise de meios alternativos para respirar e se manter vivo. Entretanto, esses meios alternativos têm custos, um deles tem a ver com a compra de oxigênio medicinal.
Antes da eclosão da Covid-19, o país contava com apenas quatro tanques grandes para depósito de oxigénio, sendo dois no Hospital Central de Maputo, um no Hospital Provincial de Chimoio e outro no Hospital Central de Quelimane. Mas, com o aumento de internamentos pela doença, foram montados dois, no Hospital da Polana Caniço, e dois, no hospital de Mavalane, o que custou ao Estado 22 milhões de meticais.
Esse valor é apenas referente à montagem de toda a canalização nos dois centros de saúde, sendo que os tanques são cedidos pela empresa fornecedora do oxigénio. Mais do que os custos de montagem, há gastos mensais referentes ao abastecimento do oxigénio nos hospitais.
“Antes da doença, gastávamos aproximadamente 12 milhões de meticais por mês, e agora com a Covid-19, gastamos em média 29 milhões de meticais mensais. No caso da Polana Caniço, em todo o ano de 2020, gastámos cerca de 47 mil metros cúbicos de oxigénio, mas só no mês de Janeiro, em que houve registo de muitos casos de pacientes internados gastou-se 48 mil metros cúbicos, isto é, em um mês gastou-se mais do que se consumiu em um ano”, revelou António Hassane, Director Nacional da Central de Medicamentos.
Segundo dados do Ministério da Saúde, um paciente, em estado grave, e que precise de alto fluxo de oxigénio pode gastar até 200 mil meticais em apenas 15 dias de internamento.
Uma botija de 8 metros cúbicos, com oxigénio enchido, custa ao Estado 15 mil meticais. Antes da pandemia, o país contava com um pouco mais de duas mil botijas, mas, devido à pressão imposta pela Covid-19, houve necessidade de se adquirir mais 590 botijas. “O custo do oxigénio por metro cúbico depende de região para região, tomando em conta os custos de transporte.
Na região de Maputo, por exemplo, um metro cúbito custa 138 meticais e para encher uma botija de 8 metros cúbicos são necessários 1 104 meticais”, explicou o dirigente que também fez saber que um paciente internado em estado grave chega a consumir 12 botijas de 8 metros cúbicos em apenas 24 horas, o que quer dizer que, por cada dia de internamento, o paciente pode gastar mais de 13 mil meticais só de consumo de oxigénio.
Face às informações segundo as quais há pacientes com Covid-19 que fazem tratamento caseiro e que usam botijas de oxigénio, o Ministério da Saúde desaconselha tais procedimentos que podem ser fatais.
“Temos informação de que há muitos pacientes a comprar botijas de oxigénio para tratar a Covid-19. É preciso que se saiba que os pacientes de Covid-19, além do oxigénio, necessitam de outro tipo de medicação. No maneio das botijas, tem uma parte complexa que é o da substituição do equipamento quando o conteúdo acaba.
A pessoa deve ter uma chave para desmontar os manómetros e esse processo pode ser o que pode determinar a vida ou a morte da pessoa”, alertou Abubacar Sumalgy, Chefe de Departamento de Infra-estruturas no MISAU.
Os preços de bens e serviços continuam a subir. Em Março, o aumento foi 5,76 por cento comparativamente ao mesmo mês do ano passado. Trata-se da maior subida desde 2019, que faz com que as contas das famílias fiquem mais apertadas a cada dia que passa.
“As divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de bebidas alcoólicas e tabaco foram, em termos homólogos, as que registaram maior variação de preços com cerca de 12,65% e 8,36%, respectivamente”, aponta um comunicado de imprensa do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
A nota aponta ainda que a cidade da Beira registou a maior subida de preços no mês passado, de cerca de 6,96%, seguida da cidade de Nampula com cerca de 6,05% e, por último, a Cidade de Maputo com 5,19%.
Entretanto, durante os primeiros três meses deste ano, o país registou um aumento de preços na ordem de 3,42%. O destaque vai para as divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis.
O rapto ocorreu na noite de ontem (11) na cidade de Maputo. Na tentativa de ajudar o seu marido que estava a ser levado à força, uma senhora foi baleada pelos meliantes tendo contraído ferimentos e foi levada ao hospital.
Um vídeo amador que circula nas redes sociais mostra o momento em que a vítima era levada por desconhecidos. O rapto ocorreu por volta das 18 horas deste domingo.
O senhor raptado seguia na avenida Romão Fernandes Farinha em uma viatura, acompanhado por sua esposa. De seguida estacionou e instantes depois foi abordado pelos raptores que chegaram de uma outra viatura.
Testemunhas contam que foi nessa altura em que se ouviram gritos de socorro e de desespero. Como reacção, os criminosos dispararam contra a senhora tida como esposa da pessoa raptada.
Na sequência, apareceram outras pessoas com o intuito de ajudar o casal e os raptores reagiram com mais um disparo ao alto, levaram o senhor para a viatura em que se faziam transportar e abandonaram o local.
Momentos depois, agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) fizeram-se ao local para efectuar perícia, mas não aceitaram prestar declarações e prometeram pronunciar-se oportunamente.
No local eram visíveis marcas de sangue. Devido ao medo de represálias, muita gente que assistiu ao rapto não quis falar sobre o assunto. Retomam assim os raptos na capital, após meses de tranquilidade.
A BVI Engenheiros Consultores Moçambique Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Estagiária em Engenharia Civil/ Arquitectura. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Líder de Mudança Social e Comportamental (M/F). Saiba mais.
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