Arrancou a segunda fase do processo de vacinação contra a Covid-19. Em Sofala, à semelhança do resto do país, a imunização irá abranger cerca de nove mil pessoas.
São, tal como na primeira fase, grupos alvos específicos, com destaque para os profissionais de saúde, população residente nos centros de acomodação com mais de 50 anos, reclusos, funcionários prisionais, polícias, professores do ensino primário e doentes crónicos.
O facto foi anunciado pela secretária do Estado da província de Sofala, Stela Zeca, numa conferência de imprensa. A dirigente acrescentou que, para o presente processo de vacinação, Sofala conta com 31 equipas, compostas por 180 técnicos, que estarão a trabalhar nos centros de saúde de referência na cidade da Beira, incluindo o Hospital Central e em todas as sedes distritais. As equipas de vacinação estarão, também, nos comandos da PRM e centros prisionais.
“Queremos apelar a todas as pessoas elegíveis a esta segunda fase de vacinação, a acorrerem aos postos de vacinação. Recordem-se que a vacinação não é para imunizar completamente. As doses de vacinação evitam apenas as formas mais graves de COVID-19. Também queremos recordar que a vacina tem duas doses. Se a pessoa elegível vacinar a primeira e não ser administrada a segunda dose, os resultados de imunização esperados não serão alcançados”, lembrou a Secretária do Estado.
A vacina que está a ser administrada, nesta segunda fase, foi produzida na Índia e denomina-se COVISHIELD.
Finalmente, a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) vai fazer a entrega dos testes adquiridos com o valor da FIFA, no âmbito das condições a serem criadas para a retoma do campeonato nacional de futebol, o Moçambola 2021.
O acto, que terá lugar ao princípio da tarde de hoje vai ser presidido pelo respectivo timoneiro da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, que fará a entrega dos testes à Liga Moçambicana de Futebol, que estará representada por Ananias Couana, presidente do organismo.
Recorde-se que este é o cumprimento da promessa feita ao Governo, durante o encontro que o Chefe do Estado, Filipe Nyusi, manteve com os desportistas, na busca de soluções para retoma do desporto, com destaque para o Moçambola, logo a seguir à suspensão da competição.
Na ocasião, Feizal Sidat disse que tinha disponíveis 100 mil dólares para aquisição de testes e que estava em processo um concurso público para encontrar a empresa que iria disponibilizar as doses.
Assim, os clubes vão, finalmente, receber os testes, três semanas depois de os seus membros dos departamentos médicos terem sido formados em matérias de recolha e tratamento de testes, uma que será levada a cabo pelos clubes com fiscalização do Instituto Nacional de Saúde, para onde serão enviados os testes para análises.
Semanalmente, o Moçambola deverá realizar 400 testes a todos os intervenientes da prova, para garantir um torneio sem sobressaltos e livre da pandemia, uma das recomendações dadas pelo Presidente da República quando autorizou a retoma do Moçambola.
Sabe-se, porém, que, até ao momento, os intervenientes apenas realizaram os dois testes obrigados pelo Chefe do Estado moçambicano para aferir a taxa de positividade. De lá para cá, não mais foram testados, podendo, esta prática, retomar esta semana, após recepção das vacinas pelos clubes.
A maior parte da população de Pemba receia um ataque terrorista à capital de Cabo Delgado, devido à evolução da situação e por não estar a ver o fim deste conflito que fez cerca de dois mil mortos e mais de setecentos mil deslocados em menos de 4 anos.
Há medo e o pânico em toda a província, mas a situação é considerada grave na Baía de Pemba, o próximo alvo do grupo armado instalado em Cabo Delgado desde 2017, segundo refere um suposto aviso que começou a circular nas redes sociais, depois do ataque a Palma, uma informação que a Polícia da República de Moçambique classificou de falso alarme.
Algumas pessoas vivem com medo devido às supostas ameaças de assalto a Pemba, mas outras se sentem inseguras devido à resistência e expansão do território de acção dos supostos terroristas.
A segurança parece estar garantida. A vida corre normalmente, pelo menos na cidade, entretanto a maior parte da população vive com medo. Os menos corajosos preparam-se para abandonar a província de modo a evitar um encontro directo com os supostos terroristas.
Entretanto, enquanto alguns abandonam a cidade e a província, outros vivem sem medo, e não vêem nenhum perigo de ataque à Baía.
Outras pessoas não têm medo e recusam-se a abandonar a cidade, por considerarem normal em situações de guerra e preferem aguardar pelo fim do terrorismo em sua própria terra.
Funcionário público aposentado, Timba é um dos poucos residentes da Baía de Pemba que não pensa em abandonar a sua casa e família, pois tem esperança de um futuro melhor.
Desde que iniciaram os ataques terroristas em Cabo Delgado, em 2017, o grupo armado assaltou 5 das 17 sedes distritais, nomeadamente Mocímboa da Praia, Quissanga, Muidumbe, Macomia e Palma e as duas primeiras não foram, totalmente, recuperadas pelo Estado moçambicano.
O chefe de Estado brasileiro, Jair Bolsonaro, comentou na segunda-feira (19), as perspetivas para as eleições de 2022, nas quais pretende renovar o seu mandato, e disse que “um povo que vota num homem” como o antigo presidente Lula da Silva “merece sofrer”.
A referência ao antigo presidente surgiu durante uma conversa com um pequeno grupo de apoiantes, fora da sua residência oficial, durante a qual aludiu ainda aos “regimes autoritários” da esquerda que, na sua opinião, “arruinaram” toda a América do Sul.
Na semana passada, Lula da Silva recuperou todos os seus direitos políticos, que foram suspensos através de duas penas de prisão entretanto anuladas pelo Supremo Tribunal, por um conflito de competências, e está agora a ser considerado como o candidato presidencial progressista do campo para 2022.
O Governo reafirmou estar empenhado na reconstrução da vila de Palma, na província de Cabo Delgado, que foi alvo de ataque terrorista que destruiu infra-estruturas públicas e privadas, e provocou a morte de dezenas de pessoas.
O Ministro da Defesa Nacional, Jaime Neto, disse recentemente estar a decorrer o levantamento de todos os danos causados pelos terroristas para posteriormente se definirem as melhores formas de actuação.
“Houve danos, perdas de vidas que lamentamos muito, estando em curso o levantamento para se determinar que passo deve ser dado para repor o funcionamento dos diferentes órgãos públicos e privados”, disse Jaime Neto, assegurando que as Forças de Defesa e Segurança (FDS) estão neste momento em todos os locais, pois têm a missão de defender a pátria e a integridade do território.
Refira-se que há dias o Governo anunciou um plano avaliado em 7 mil milhões de meticais para apoio imediato às famílias afectadas pelos ataques e intervenções para o desenvolvimento socioeconómico da vila.
O valor servirá para melhorar as condições de alimentação, abrigo e educação, bem como relançar o sector privado e incentivar pequenas actividades para a geração de rendimento das pessoas deslocadas.
A cidade de Pemba tem sido o principal destino das pessoas que fogem dos ataques armados que começaram em 2017 em distritos do norte da província.
O ataque do dia 24 de Março à vila de Palma resultou na morte de dezenas de cidadãos e destruição de diversas infra-estruturas, o que provocou a fuga da população em busca de segurança na cidade de Pemba e outros distritos e províncias vizinhas.
Os atacantes entraram na vila em três direcções, nomeadamente do cruzamento de Pundanhar-Maguna, via Nhica do Rovuma e Aeródromo, obrigando os residentes a abandonar suas residências e refugiar-se às matas.
Israel assinou um acordo com o farmacêutico norte-americano Pfizer que permitirá ao Estado judaico obter de novo milhões de doses da vacina contra o covid-19, indicou um comunicado do Governo.
Perto de cinco milhões de israelitas, mais de metade da população, já receberam duas doses da vacina Pfizer-BioNTech, de acordo com os dados do Ministério da Saúde hoje publicados.
“Assinámos um acordo com a Pfizer para a aquisição de milhões de doses de vacinas que nos vão permitir continuar a lutar contra o corona até ao final de 2022”, lê-se num comunicado conjunto do gabinete do primeiro-ministro e do Ministério da Saúde.
O país, de 9,2 milhões de habitantes e que desde Dezembro efectua a mais intensa campanha de vacinação do mundo, saiu progressivamente do seu terceiro confinamento no início de Fevereiro.
No domingo, foi abolida a obrigatoriedade do uso de máscara nos locais públicos.
Em troca de um acesso rápido a milhões de doses da vacina, Israel, que dispõe de dados médicos digitalizados do conjunto da população, forneceu à Pfizer dados sobre os efeitos da vacinação.
“Se não formos confrontados com uma surpresa pelas variantes que a vacina não combate, estaremos em condições de vacinar toda a população, adultos e crianças”, congratulou-se o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, segundo o comunicado.
Israel, que recenseou 837.199 contágios e 6.340 mortes, regista desde há várias semanas um recuo da epidemia, com menos de 200 novos casos diários, contra mais de 10.000 no auge da crise.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador Provincial de Salvaguarda, Género e Protecção da Criança. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Assistentes de Desenvolvimento Comunitário. Sabia mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Assistentes de Desenvolvimento Comunitário. Sabia mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais de Protecção a Criança do projecto. Sabia mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais de Mobilização Comunitária do projecto BMZ. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Líder de Género, Juventude e Dinâmica Social. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Sénior de Avaliação de Programa. Saiba mais.
A BVI Engenheiros Consultores Moçambique Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Estagiária em Engenharia Civil/ Arquitectura. Saiba mais.
Os moradores do bairro de Marrere, na cidade de Nampula, estão desde há algum tempo à esta parte privados do abastecimento de água potável, devido ao corte da principal conduta que alimenta aquela zona, próximo do rio Namialo, onde decorrem as obras de construção de uma nova ponte.
A conduta passava debaixo da antiga ponte agora demolida, em razão do seu estado avançado de degradação, para dar lugar à nova, e segundo os responsáveis da empreitada não havia alternativa senão cortar a tubagem.
A falta de água naquele bairro, um dos mais populosos de Nampula, por ser uma das áreas de expansão habitacional mais preferidas da cidade, torna-se mais preocupante quando se sabe que afecta também o Hospital Geral de Marrere (HGM), uma das unidades de referência na chamada capital do Norte.
Entretanto, o chefe do departamento técnico do Fundo do Investimento do Património do Abastecimento de Água (FIPAG), Novais Soca, disse que a sua instituição tem conhecimento do corte da principal conduta de fornecimento de água àquele bairro, e tudo está a ser feito para se resolver o mais rápido possível o problema.
“Já tivemos vários encontros com os responsáveis da empreitada, porque de facto a situação é preocupante”, salientou Soca.
As obras de construção da ponte sobre o rio Limpopo, ligando a vila-sede do distrito de Mapai à comunidade de Salane, posto administrativo de Phafuri, província de Gaza, deverão iniciar este ano, segundo garantias dadas pelo ministro das Obras, Habitação e Recursos Hídricos.
João Machatine deu a garantia, quarta-feira última, no posto administrativo de Phafuri, em Gaza, momentos após a cerimónia de entrega pelo Presidente da República de 140 casas às comunidades que viviam no interior do Parque Nacional do Limpopo.
O governante referiu que os técnicos estarão no terreno, ainda esta semana, para proceder ao levantamento de todas as necessidades de modo a que não se comprometa o início dos trabalhos.
“É prematuro avançar com o custo da obra, sendo que primeiro é necessário fazer os estudos e depois avançar-se para o orçamento. O mais importante é que vamos cumprir com as orientações do Presidente da República, Filipe Nyusi, de fazer a ponte sobre o rio Limpopo ainda este ano”, disse.
Referiu que a construção daquela infra-estrutura vai contribuir sobremaneira para o desenvolvimento do povoado de Salane, que conta com mais 140 famílias, recentemente reassentadas pelo Parque Nacional do Limpopo.
Precisou que as vias de acesso que ligam a vila-sede do distrito de Phafuri e Salane não estão em melhores condições, mas encontram um nó de estrangulamento no rio Limpopo.
“Não podemos deixar as comunidades à sua sorte, daí que tudo temos que fazer para permitir que os cidadãos possam circular facilmente. Só com as melhores vias de acesso é que podemos ter um desenvolvimento rápido de Salane”, disse.
Actualmente a ligação entre as duas margens é feita por um batelão a remo, situação tida como complicada pelas comunidades. Aliás, a situação é mais crítica ainda para aqueles cidadãos que devem atravessar de carro, sendo obrigados a desembolsar 1500,00 meticais por viagem.
As comunidades contaram que tem havido ataques de homens por crocodilos. Recentemente, tal como indicaram, houve ataque de um jovem quando esperava pelo batelão para atravessar de uma margem para a outra.
Ruth Cossa, utente do batelão, disse que semanalmente há registo de casos de ataque por crocodilos, daí que o anúncio da construção da ponte constitua um ganho para as comunidades.
Ricardo Macandza, igualmente utente, corroborou com Ruth, ao afirmar que os conflitos Homem-fauna bravia são recorrentes. Com a ponte, segundo suas palavras, a situação poderá normalizar-se e galvanizar o desenvolvimento.
O período de veda, entre Novembro de 2020 e Março deste ano, está a melhorar a pesca artesanal ao longo da costa da cidade da Beira, segundo deu a conhecer o Conselho Comunitário de Pesca da Praia Nova.
Numa extensão de 30 quilómetros, entre Inhamízua e Estoril, cada pescador captura, por exemplo, diariamente, até 100 quilogramas de peixe da terceira qualidade, contra os cerca de 10 no período anterior.
Para o caso do camarão, os pescadores mostram-se surpreendidos com o aparecimento de tanto marisco, acreditando-se que tal esteja relacionado com o projecto chinês implantado em Nhangau, nos arredores da cidade da Beira, sobre a criação daqueles mariscos em cativeiro.
No que se refere ao tradicional camarão de superfície, ainda não se fez notar a sua presença durante a faina.
O coordenador do Conselho Comunitário de Pesca (CCP) da Praia Nova, Manuel Machava, considerou que nos primeiros 15 dias depois da veda a pesca na zona da Praia Nova decorreu normalmente, havendo a registar a abundância de “malola”.
“No geral, está a sair muito peixe do mar apesar de ser ainda fino”, acrescentou.
Por outro lado, referiu que o peixe de qualidade sai exactamente no período de veda, sugerindo agora aos técnicos do Ministério de Mar, Águas Interiores e Pescas a acompanhar a actividade no terreno durante todo este mês de Abril.
“A veda foi crucial, mas o Governo deveria consultar os pescadores antes de tomar qualquer decisão, pois em Novembro e Dezembro há peixe de melhor qualidade. A nossa opinião é que a veda deveria ser entre Janeiro e Abril, porque nesse período há peixe fino ou em reprodução”, sugeriu.
Deste modo, entende que a partir de Maio poderia ser retomada a actividade piscatória a nível nacional, acrescentando que a veda não deveria ter mesmo calendário em todo o país, pois cada região tem as suas particularidades.
O primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário, defende que a disponibilidade de produtos nos mercados nacionais irá concorrer para a melhoria da segurança alimentar e para a estabilização de preços, bem como para a dinamização da agro-indústria nacional e promoção das exportações.
Esta dinâmica que o sector agrícola vem registando em toda a sua cadeia de valor, resulta do facto de o Chefe do Estado, ter colocado a agricultura e a industrialização no topo das prioridades da agenda governativa.
Para a presente campanha de comercialização agrícola, espera-se comercializar cerca de 16 milhões de toneladas de produtos diversos, o que representa um crescimento de 9,3 por cento quando comparado com o comercializado no período anterior.
O primeiro-ministro falava ontem, no distrito de Chonguene, província de Gaza, nas cerimónias centrais de lançamento da Campanha de Comercialização Agrícola 2021 e o III Fórum Nacional de Comercialização Agrícola, que decorreu sob o lema “Comercialização Agrícola Dinamizadora do Agro-negócio e Industrialização”
Cinquenta e oito mil, oitocentos e quatro famílias residentes na cidade de Maputo vão receber Apoio Social Directo Pós-Emergência (PASD) para aliviar o impacto da Covid-19. Entretanto, há vários grupos necessitados que ficarão de fora, uma vez que não foram informados sobre o processo. Aliás, o projecto não abrangeu KaMpfumu e bairros de outros distritos municipais.
O PASD-PE é um subsídio equivalente a nove mil meticais disponibilizados pelo Governo em parceria com o Banco Mundial às famílias chefiadas por idosos, trabalhadores informais e pessoas com deficiência, para minimizar o impacto da pandemia.
O chefe de Repartição de Planificação do Instituto Nacional de Acção Social (INAS), Cristiano Inguane, esclareceu que a selecção dos bairros a receber o apoio foi feita a nível central.
A reabilitação e ampliação da linha férrea de Machipanda, a construção do terminal aduaneiro e as intervenções de melhoria da linha férrea de Ressano Garcia, bem como a expansão do Porto de Pemba são alguns investimentos que poderão reforçar a posição e o papel do ramo ferro-portuário no país.
Esta é a convicção do Ministro dos Transportes e Comunicações, Janfar Abdulai, que também desafiou a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) a restabelecer gradualmente o transporte de passageiros para Chicualacuala, na linha férrea do Limpopo; carreias de Moatize e Marromeu, na linha férrea de Sena, onde a demanda deste serviço é grande.
Chama a atenção, no entanto, que o restabelecimento deste serviço não deve descurar o cumprimento rigoroso das medidas de prevenção da Covid-19, o que levou à interrupção destas carreiras ferroviárias.
“A exortação surge devido à necessidade de dar resposta ao clamor das comunidades que vivem nas zonas servidas por estes serviços que a empresa foi forçada a interromper devido ao agravamento da pandemia do Covid-19 no país. A visão é que o trabalho a ser feito deve indicar caminhos para a criação das necessárias condições para que voltemos a servir as pessoas com a necessária segurança”, referiu Abdulai no XXIV Conselho de Directores da Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique.
Trata-se de um evento de carácter anual que junta membros do Conselho de Administração dos CFM, directores de todas as áreas e outros responsáveis dos sectores-chave da empresa.
Ainda durante a sua locução, Janfar Abdulai anotou que a empresa Porto e Caminhos de Ferro está a investir no reforço do equipamento circulante.
“Assinalamos, com satisfação, o investimento em curso na aquisição de cinco novas locomotivas, 90 carruagens e cinco automotoras, com um custo de cerca de 95 milhões de dólares financiados no quadro da cooperação entre os governos de Moçambique e da Índia”, referiu.
Avançou que ainda este ano os CFM vão adquirir mais 300 vagões para o reforço da sua capacidade de transporte de carga.
“Assinalamos igualmente que parte deste equipamento já está a caminho de Moçambique, devendo ser entregue aos CFM nos próximos dias”, sustentou.
A polícia israelita e centenas de manifestantes palestinianos entraram em confronto fora da Cidade Velha de Jerusalém, com as autoridades a usar granadas de atordoamento e canhões de água para dispersar a multidão, informou a imprensa.
Confrontos semelhantes têm ocorrido durante a noite desde que na semana passada começou o Ramadão, o mês sagrado dos muçulmanos.
Os palestinianos dizem que normalmente se reúnem no local todas as noites durante o Ramadão, mas que este ano a polícia israelita ergueu barreiras para afastar a multidão.
A decisão policial enfureceu os muçulmanos, que gostam de se encontrar na praça para passar as noites do Ramadão, após o jejum durante o dia.
A polícia acusa as pessoas que se reúnem no local de conduta desordeira e de atirarem pedras às forças de segurança.
A emissora pública israelita Kan mostrou vídeos de grandes multidões em confronto com a polícia, que disse ter feito pelo menos três detenções.
O serviço médico do Crescente Vermelho palestiniano referiu que quatro pessoas ficaram feridas nos confrontos. Não houve pormenores imediatos sobre as suas condições.
A polícia também relatou confrontos com multidões árabes em Jaffa, no extremo sul de Telavive, e disse que dois agentes ficaram feridos sem gravidade e que foram detidas três pessoas.
O Governo brasileiro começou a entregar novos lotes de medicamentos para aliviar a dor dos doentes com covid-19 ventilados, mas a quantidade é insuficiente para fazer face ao aumento de contágios.
A necessidade desse tipo de medicação aumentou à medida que o número de casos disparou e deixou o Brasil com um registo de quase 370.000 mortes e cerca de 13,8 milhões de infeções pelo novo coronavírus.
De acordo com o Ministério da Saúde, trata-se do chamado “kit de intubação”, composto essencialmente por três tipos diferentes de sedativos, necessários para o processo de intubação traqueal de pacientes em estado grave.
Segundo o ministério da tutela, 2,3 milhões desses ‘kits’, doados por empresas privadas e importados da China, serão distribuídos por todo o país este fim de semana, mas esse número, segundo a Confederação Nacional de Municípios, é insuficiente para satisfazer as necessidades crescentes nas 5.570 cidades do país.
A organização informou que pelo menos 975 destas localidades têm os sedativos necessários, em média, para os próximos quatro dias, e instou a assegurar a distribuição de medicação no mais curto espaço de tempo possível.
Um dos estados onde a situação é crítica é São Paulo, o mais populoso do país, com 46 milhões de habitantes, que este fim de semana se prepara para receber 400.000 ‘kits’, um fornecimento que, segundo as autoridades locais, é suficiente apenas para “alguns dias”.
Tanto o Ministério da Saúde como as organizações que reúnem os governadores e presidentes de municípios do Brasil iniciaram negociações com outros países e com as Nações Unidas para tentar garantir tanto estes sedativos como oxigénio medicinal, que também começou a escassear em pelo menos 400 cidades, segundo os dados oficiais.
Uma das doações confirmada chegará de Espanha, que enviará para o Brasil “várias toneladas” de ajuda médica, no âmbito das conversações entre o Governo brasileiro e a União Europeia (UE).
O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou que o país vai receber em maio, sem apontar uma data, quatro milhões de doses da vacina desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca.
Segundo um comunicado da tutela, será um lote da iniciativa Covax Facility, promovida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), através da qual o Brasil reservou 42 milhões de doses da vacina contra a covid-19, mas recebeu até agora apenas um milhão de unidades.
De acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde, 28,5 milhões de pessoas no Brasil foram vacinadas, mas só sete milhões receberam as duas doses necessárias para ficarem imunizadas.
Segundo a informação oficial, dos 210 milhões de brasileiros, 77,2 milhões estão entre os “grupos prioritários”, que incluem pessoas consideradas “em risco”.
O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu existirem problemas na obtenção de medicamentos e vacinas, mas, no caso dos antigénios, voltou a apostar na produção interna, que deverá começar em força no segundo semestre deste ano.
A produção local será dos laboratórios Butantan e FioCruz, que têm acordos para produzir no país a vacina AstraZeneca-Oxford e com o laboratório chinês Sinovac.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga disse que “existem dificuldades de saúde a serem ultrapassadas. Temos muitos pacientes que necessitam de cuidados intensivos e intubação traqueal, mas estamos à procura dos fornecimentos necessários, apesar da escassez nos mercados nacionais e internacionais”.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.000.955 mortos no mundo, resultantes de mais de 139,8 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
A justiça senegalesa recusou um pedido de libertação do ex-presidente do Chade Hissène Habré, condenado a prisão perpétua por um tribunal africano em Dacar por crimes contra a humanidade, disseram os seus advogados.
Hissène Habré, de 79 anos e líder do Chade entre 1982 e 1990, foi condenado em 30 de Maio de 2016 a prisão perpétua após um julgamento sem precedentes em Dacar, tendo sido declarado culpado de crimes contra a humanidade, violações, execuções, escravidão e sequestro.
Uma comissão de inquérito do Chade estimou em 40.000 o número de vítimas da repressão sob o regime de Habré.
Deposto em 1990, o ex-presidente chadiano refugiou-se no Senegal, onde, sob pressão internacional, foram criadas as condições para o seu julgamento.
Habré foi preso no Senegal em 2013 e indiciado por um tribunal especial estabelecido em cooperação com a União Africana (UA). Desde a sua condenação, cumpre a sua pena numa prisão em Dacar.
Em 29 de Março, os seus advogados entraram com um “pedido de permissão” para a sua libertação, dirigido ao juiz responsável pela aplicação de sentenças no Tribunal de Instância Superior de Dacar.
“O pedido foi recusado”, disseram hoje, num comunicado enviado à agência de notícias AFP, os seus advogados Ibrahima Diawara e François Serres.
“A justificação para a recusa do pedido é que as questões da saúde são de responsabilidade da gestão da administração da prisão”, afirmaram.
Os advogados declararam ainda que, levando em conta os riscos à saúde do ex-presidente, uma “primeira permissão foi concedida pelo mesmo juiz”.
Os defensores assinalaram que “uma regra do direito” foi avaliada “com uma geometria variável”.
O ex-líder chadiano beneficiou em abril do ano passado de uma libertação de 60 dias da prisão concedida pela justiça senegalesa.
O juiz declarou a sua decisão pelo facto de Habré ser “particularmente vulnerável ao novo coronavírus” e pela necessidade de abrir espaço na prisão, escolhida para colocar os prisioneiros de quarentena no início da detenção.
Habré voltou à prisão no final dos 60 dias, no início de junho.
“Isso é apenas justiça”, disse Kaltouma Deffalah, vítima do regime de Habré, citado num comunicado da organização não-governamental Human Rights Watch (HRW).
“O homem que me escravizou deve cumprir a pena de acordo com a lei. Continuamos à espera que Hissène Habré pare de esconder o seu dinheiro e nos pague a indemnização ordenada pelo tribunal”, acrescentou a vítima, no mesmo comunicado.
O tribunal ordenou também o pagamento por Habré de aproximadamente 125 milhões de euros em indemnizações, a mais de 7.300 vítimas, que ainda reclamam por este dinheiro.
O Senegal já registou 39.782 casos do novo coronavírus e 1.091 mortes.
Cerca de 50 pessoas manifestaram-se no domingo, em Miami, contra a violência policial nos Estados Unidos e pela morte, em 11 de Março, do jovem Daunte Wright por uma polícia no estado de Minnesota, durante uma operação de trânsito.
Os manifestantes marcharam desde a Freedom Tower, local onde habitualmente decorrem as manifestações na cidade norte-americana, até à sede da polícia do condado de Miami-Dade.
Os manifestantes, com cartazes do movimento “Black Lives Mater”, reclamaram que fossem retirados fundos das agências policiais de todo o país, que, nos últimos dias, voltaram a estar envolvidas em diversas polémicas devido a novos casos de alegado uso excessivo da violência.
A polícia que disparou sobre Daunte Wright, durante uma operação de trânsito no Minnesota, foi detida e vai enfrentar acusações de homicídio do jovem afro-americano de 20 anos.
A agente Kim Potter, que estava no Departamento de Polícia de Brooklin Centre há 26 anos, será acusada de assassínio de segundo grau pela morte de Wright, de acordo com o procurador do condado de Washington, Pete Orput.
O chefe da polícia de Brooklin Centre defendeu a versão de que a agente que disparou sobre Daunte Wright confundiu a sua arma de serviço com um `taser´ (arma que provoca um eletrochoque).
Potter e o chefe de polícia de Brooklyn Center, Tim Gannon, demitiram-se de funções na sequência deste caso, que ocorreu nos subúrbios de Minneapolis, muito perto do local onde outro afro-americano, George Floyd, foi morto no ano passado, provocando uma onda de protestos contra o racismo e a violência policial nos Estados Unidos.
Após a morte de Daunte Wright, que coincide com a fase final do julgamento do ex-polícia acusado de assassinar George Floyd, foi divulgado um outro vídeo que mostra um agente de Chicago a matar o adolescente latino Adam Toledo, quando o menor estava desarmado e com os braços levantados.
Essa morte, ocorrida em 31 de Março, também gerou protestos na cidade de Chicago.
Os 11 polícias paquistaneses sequestrados por manifestantes anti-França de um partido islamita radical foram libertados após negociações, disse hoje o Ministério do Interior daquele país asiático.
Os polícias tinham sido feitos reféns no domingo pelo Tehreek-e-Labbaik Party (TLP), durante protestos violentos em Lahore.
Um vídeo colocado ‘online’ no domingo, mostrava agentes feridos, alguns ensanguentados e com contusões visíveis, com ligaduras à volta da cabeça.
O Ministro do Interior, Sheikh Rashid Ahmed, disse que os polícias foram libertados no início do dia de hoje após “negociações” com o TLP, que foi oficialmente banido na semana passada pelo Governo, que o classificou de organização terrorista.
Os agentes foram sequestrados numa mesquita pertencente ao TLP, onde se reuniram os apoiantes do movimento, encontrando-se o local cercado pela polícia.
“As negociações foram iniciadas com o TLP, a primeira parte foi concluída com sucesso”, disse Rashid num vídeo na rede social Twitter. “Eles libertaram os 11 polícias que tinham sido feitos reféns”, informou.
Pelo menos 19 civis foram mortos na noite de sábado durante um ataque à povoação de Gaïgorou, na região de Tillabéri (oeste), perto do Mali, informaram autoridades locais à agência France-Presse (AFP).
“Temos um recorde: no momento estamos no 19.º corpo [mortos] e há registo de dois feridos durante este ataque a Gaïgorou por homens armados, que surgiram em motorizadas”, disse à AFP um responsável pelo município de Dessa, que administra a vila de Gaïgorou.
“Os suspeitos [inicialmente] encontraram pessoas nos cemitérios, onde estavam para participar num funeral e massacraram nove pessoas no local”, disse o responsável.
Depois, os agressores, cuja identidade e número não foram determinados, “entraram na vila e atiraram sobre qualquer pessoa que lhes apareceu”, acrescentou.
A região de Tillabéri está localizada na chamada área das “três fronteiras” entre o Níger, Mali e Burkina Faso, regularmente atingida por grupos jihadistas filiados à Al-Qaeda ou ao Estado Islâmico (EI).
“O que nos preocupa muito é essa escalada de violência e insegurança que se espalha na região. São a cobrança de ‘zakat’ [imposto islâmico], o sequestro de gado e hoje é a população civil que é massacrada”, denunciou em março Tidjani Ibrahim Katiella, o governador de Tillabéri, após um ataque sangrento a civis.
Em Março, 13 pessoas foram mortas em ataques a três aldeias (Zibane-Koira Zéno, Zibane Koira-Tégui e Gadabo) em Anzourou, uma comunidade vizinha de Dessa.
Os ataques contra civis aumentaram desde o início do ano em Níger: mais de 300 pessoas foram mortas em três séries de ataques contra aldeias e campos no oeste do país, na fronteira com o Mali.
Nenhum foi reivindicado, refere ainda a AFP.
O último desses ataques em grande escala ocorreu a 21 de março na região de Tahoua, provocando a morte a 141 pessoas, em poucas horas, em três aldeias tuaregues e campos circundantes, segundo o Ministério do Interior de Níger.
A região de Tahoua, vasta e deserta, fica a leste da de Tillabéri, ambas perto da fronteira com o Mali.
O ex-Presidente peruano, Martin Vizcarra, está proibido de ocupar qualquer cargo público durante dez anos por se ter vacinado secretamente no ano passado contra a Covid-19.
A decisão foi do Congresso do Peru que teve 86 votos a favor e cem votos contra ou abstenções. O Congresso também desqualificou a ex-ministra da Saúde Pilar Mazzetti por oito anos.
Vizcarra e Mazzetti foram impugnados como parte do caso “Vaccinegate” em que pelo menos 100 pessoas se imunizaram não estando ligadas ao ensaio clínico realizado no ano passado pelo laboratório chinês Sinopharm.
No caso de Vizcarra, os deputados dizem que o antigo estadista mentiu e cometeu violações constitucionais quando era o mais alto funcionário ao serviço da nação.
Zinédine Zidane foi oficialmente apresentado esta terça-feira como o novo seleccionador da selecção francesa de futebol. Philippe Diallo, presidente da Federação Francesa de Futebol...
A Procuradoria-Geral da República de Moçambique decidiu abrir um processo criminal para investigar o funcionamento de diversas plataformas digitais de microcrédito que operam no...