A maior parte da população de Pemba receia um ataque terrorista à capital de Cabo Delgado, devido à evolução da situação e por não estar a ver o fim deste conflito que fez cerca de dois mil mortos e mais de setecentos mil deslocados em menos de 4 anos.
Há medo e o pânico em toda a província, mas a situação é considerada grave na Baía de Pemba, o próximo alvo do grupo armado instalado em Cabo Delgado desde 2017, segundo refere um suposto aviso que começou a circular nas redes sociais, depois do ataque a Palma, uma informação que a Polícia da República de Moçambique classificou de falso alarme.
Algumas pessoas vivem com medo devido às supostas ameaças de assalto a Pemba, mas outras se sentem inseguras devido à resistência e expansão do território de acção dos supostos terroristas.
A segurança parece estar garantida. A vida corre normalmente, pelo menos na cidade, entretanto a maior parte da população vive com medo. Os menos corajosos preparam-se para abandonar a província de modo a evitar um encontro directo com os supostos terroristas.
Entretanto, enquanto alguns abandonam a cidade e a província, outros vivem sem medo, e não vêem nenhum perigo de ataque à Baía.
Outras pessoas não têm medo e recusam-se a abandonar a cidade, por considerarem normal em situações de guerra e preferem aguardar pelo fim do terrorismo em sua própria terra.
Funcionário público aposentado, Timba é um dos poucos residentes da Baía de Pemba que não pensa em abandonar a sua casa e família, pois tem esperança de um futuro melhor.
Desde que iniciaram os ataques terroristas em Cabo Delgado, em 2017, o grupo armado assaltou 5 das 17 sedes distritais, nomeadamente Mocímboa da Praia, Quissanga, Muidumbe, Macomia e Palma e as duas primeiras não foram, totalmente, recuperadas pelo Estado moçambicano.














