As obras de construção da ponte sobre o rio Limpopo, ligando a vila-sede do distrito de Mapai à comunidade de Salane, posto administrativo de Phafuri, província de Gaza, deverão iniciar este ano, segundo garantias dadas pelo ministro das Obras, Habitação e Recursos Hídricos.
João Machatine deu a garantia, quarta-feira última, no posto administrativo de Phafuri, em Gaza, momentos após a cerimónia de entrega pelo Presidente da República de 140 casas às comunidades que viviam no interior do Parque Nacional do Limpopo.
O governante referiu que os técnicos estarão no terreno, ainda esta semana, para proceder ao levantamento de todas as necessidades de modo a que não se comprometa o início dos trabalhos.
“É prematuro avançar com o custo da obra, sendo que primeiro é necessário fazer os estudos e depois avançar-se para o orçamento. O mais importante é que vamos cumprir com as orientações do Presidente da República, Filipe Nyusi, de fazer a ponte sobre o rio Limpopo ainda este ano”, disse.
Referiu que a construção daquela infra-estrutura vai contribuir sobremaneira para o desenvolvimento do povoado de Salane, que conta com mais 140 famílias, recentemente reassentadas pelo Parque Nacional do Limpopo.
Precisou que as vias de acesso que ligam a vila-sede do distrito de Phafuri e Salane não estão em melhores condições, mas encontram um nó de estrangulamento no rio Limpopo.
“Não podemos deixar as comunidades à sua sorte, daí que tudo temos que fazer para permitir que os cidadãos possam circular facilmente. Só com as melhores vias de acesso é que podemos ter um desenvolvimento rápido de Salane”, disse.
Actualmente a ligação entre as duas margens é feita por um batelão a remo, situação tida como complicada pelas comunidades. Aliás, a situação é mais crítica ainda para aqueles cidadãos que devem atravessar de carro, sendo obrigados a desembolsar 1500,00 meticais por viagem.
As comunidades contaram que tem havido ataques de homens por crocodilos. Recentemente, tal como indicaram, houve ataque de um jovem quando esperava pelo batelão para atravessar de uma margem para a outra.
Ruth Cossa, utente do batelão, disse que semanalmente há registo de casos de ataque por crocodilos, daí que o anúncio da construção da ponte constitua um ganho para as comunidades.
Ricardo Macandza, igualmente utente, corroborou com Ruth, ao afirmar que os conflitos Homem-fauna bravia são recorrentes. Com a ponte, segundo suas palavras, a situação poderá normalizar-se e galvanizar o desenvolvimento.














