A reabilitação e ampliação da linha férrea de Machipanda, a construção do terminal aduaneiro e as intervenções de melhoria da linha férrea de Ressano Garcia, bem como a expansão do Porto de Pemba são alguns investimentos que poderão reforçar a posição e o papel do ramo ferro-portuário no país.
Esta é a convicção do Ministro dos Transportes e Comunicações, Janfar Abdulai, que também desafiou a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) a restabelecer gradualmente o transporte de passageiros para Chicualacuala, na linha férrea do Limpopo; carreias de Moatize e Marromeu, na linha férrea de Sena, onde a demanda deste serviço é grande.
Chama a atenção, no entanto, que o restabelecimento deste serviço não deve descurar o cumprimento rigoroso das medidas de prevenção da Covid-19, o que levou à interrupção destas carreiras ferroviárias.
“A exortação surge devido à necessidade de dar resposta ao clamor das comunidades que vivem nas zonas servidas por estes serviços que a empresa foi forçada a interromper devido ao agravamento da pandemia do Covid-19 no país. A visão é que o trabalho a ser feito deve indicar caminhos para a criação das necessárias condições para que voltemos a servir as pessoas com a necessária segurança”, referiu Abdulai no XXIV Conselho de Directores da Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique.
Trata-se de um evento de carácter anual que junta membros do Conselho de Administração dos CFM, directores de todas as áreas e outros responsáveis dos sectores-chave da empresa.
Ainda durante a sua locução, Janfar Abdulai anotou que a empresa Porto e Caminhos de Ferro está a investir no reforço do equipamento circulante.
“Assinalamos, com satisfação, o investimento em curso na aquisição de cinco novas locomotivas, 90 carruagens e cinco automotoras, com um custo de cerca de 95 milhões de dólares financiados no quadro da cooperação entre os governos de Moçambique e da Índia”, referiu.
Avançou que ainda este ano os CFM vão adquirir mais 300 vagões para o reforço da sua capacidade de transporte de carga.
“Assinalamos igualmente que parte deste equipamento já está a caminho de Moçambique, devendo ser entregue aos CFM nos próximos dias”, sustentou.














