Politica Renamo enfrenta novas tensões com adiamento do Conselho Nacional

Renamo enfrenta novas tensões com adiamento do Conselho Nacional


A Comissão Nacional de Gestão da Renamo manifestou a sua preocupação face aos constantes adiamentos da reunião do Conselho Nacional, considerando-os um obstáculo significativo aos esforços para resolver a crise interna que afecta o partido.

Durante uma conferência de imprensa realizada hoje em Maputo, o porta-voz da Comissão, João Machava, evidenciou que tais adiamentos se configuram como “manobras dilatórias”. Machava recordou que a reunião do Conselho Nacional, inicialmente agendada para Março, foi adiada para Abril e, mais recentemente, transferida para Outubro.

Os adiamentos reiterados, segundo Machava, comprometem a criação das condições necessárias para a resolução das divergências que persistem dentro do partido. “Vamos ao Conselho Nacional divididos e sairemos do Conselho Nacional mais divididos”, declarou o porta-voz, sublinhando a preocupação com as profundas divisões existentes na Renamo.

A Comissão Nacional de Gestão tem programada uma reunião nos dias 12 e 13 de Setembro, onde irá avaliar o trabalho realizado pelas Brigadas Centrais no último trimestre, bem como analisar a actual situação política interna do partido. O encontro também deverá debater a realização do Conselho Nacional em Outubro e definir a postura da Comissão sobre os próximos passos a seguir.

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Frente ao actual cenário, a Comissão continua a advogar a realização de um Congresso extraordinário, considerada uma possível solução para ultrapassar o impasse em que se encontra a Renamo. Machava reafirmou ainda a posição da Comissão no que concerne à liderança de Ossufo Momade, defendendo a sua saída da presidência da Renamo, afirmando: “Sim, tem que sair. Ele vai sair mesmo”.

Apesar das divergências, Machava enfatizou a abertura da Comissão para o diálogo e uma aproximação entre os distintos sectores do partido, desde que há confiança, abertura e respeito pelos compromissos assumidos.

O porta-voz alertou que os entendimentos estabelecidos anteriormente foram alterados posteriormente, o que alimenta a falta de confiança entre as partes envolvidas.

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