Politica Benvinda Levi defende maior cooperação entre os mercados seguradores africanos

Benvinda Levi defende maior cooperação entre os mercados seguradores africanos


A Primeira-Ministra de Moçambique, Benvinda Levi, enfatizou a importância de reforçar a colaboração entre os mercados seguradores do continente africano, durante a abertura da 48.ª Conferência Anual da Organização das Seguradoras da África Oriental e Austral (OESAI), realizada em Maputo. A conferência reúne representantes do sector segurador de diversos países.

Benvinda Levi sublinhou que não é possível alcançar um desenvolvimento sustentável sem uma resistência robusta, sendo esta impossibilidade ligada à ausência de uma gestão eficaz dos riscos. Durante o seu discurso, identificou como principais desafios actuais as alterações climáticas, fenómenos meteorológicos extremos, riscos cibernéticos, transformação tecnológica, défice de infra-estruturas e incertezas económicas globais.

A Primeira-Ministra alertou que Moçambique está vulnerável a ciclones, cheias e secas, mas também destacou as oportunidades de investimento em sectores como energia, recursos naturais, agricultura, transportes e infra-estruturas. “A concretização sustentável destes investimentos exige mecanismos adequados de gestão e transparência de riscos, e, por consequência, um mercado segurador sólido, profissional, inovador e capaz de responder a uma economia em transformação,” frisou.

Levi fez referência à evolução do mercado segurador nacional, que actualmente conta com 23 seguradoras, uma microseguradora, uma resseguradora, oito entidades gestoras de fundos de pensões, 201 correctoras e 37 agentes. Em 2025, a produção global do sector alcançou cerca de 24,6 mil milhões de meticais, com uma taxa de penetração aproximada de 1,6 por cento. No primeiro semestre de 2026, a produção ultrapassou 12,2 mil milhões de meticais.

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Apesar dos avanços, a Primeira-Ministra assinalou a baixa cobertura da população adulta, estimada em apenas 17 por cento. “Alargar o acesso aos seguros é uma questão de inclusão financeira, protecção social e resiliência económica,” explicou.

Benvinda Levi também apelou ao uso de inteligência artificial, ciência de dados e transformação digital como formas de aprimorar a avaliação e a gestão de riscos, desenvolver produtos adequados e reduzir custos. “Nenhum país poderá enfrentar estes desafios isoladamente,” advertiu, instando a um reforço da colaboração entre seguradoras, resseguradoras, reguladores e outros intervenientes do sector.

A Primeira-Ministra concluiu que uma maior integração dos mercados seguradores poderá potenciar a capacidade africana de reter, gerir e financiar riscos, contribuindo para a mobilização de poupança, apoio a investimentos e aceleração do desenvolvimento socioeconómico.

A 48.ª Conferência Anual da OESAI decorre em Maputo até 20 de Agosto.

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