O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a guerra em curso com o Irão “terminará imediatamente após as eleições” intercalares, agendadas para 3 de Novembro.
Durante uma declaração a jornalistas na Base Aérea de Andrews, o líder norte-americano previu que os iranianos “não vão aguentar muito mais”, acrescentando que estão a tentar “desesperadamente influenciar as eleições”.
Trump antecipou ainda uma descida significativa no preço da gasolina, actualmente superior a quatro dólares por galão, podendo este valor reduzir para menos de dois dólares. A guerra, que iniciou em Fevereiro, continua sem uma solução à vista, com o aumento dos preços dos combustíveis e da inflação a ameaçar o desempenho do Partido Republicano nas eleições.
Antes de viajar para a convenção pré-eleitoral republicana em Dallas, Texas, o Presidente sugeriu que a liderança iraniana tenciona influenciar a composição do Congresso de modo a conseguir uma arma nuclear, o que, segundo ele, colocaria o mundo em “sérios apuros”. Embora tenha afirmado que novas negociações com Teerão possam ocorrer, Trump elucidou que não procura isso neste momento.
Desde o início do conflito, Trump expressou repetidamente a expectativa de um fim próximo, embora a guerra tenha actualmente se alastrado a vários países do Médio Oriente. A redução do fluxo de petróleo do Golfo através do estreito de Ormuz, onde transita cerca de 20% dos hidrocarbonetos mundiais, tem contribuído para um aumento significativo nos preços internacionais.
Recentemente, o vice-presidente JD Vance evitou estabelecer um prazo para o término da guerra, questionando a possibilidade de os iranianos cessarem as suas hostilidades contra navios comerciais. Em resposta a alguns concorrentes e legisladores republicanos que optaram por não participar na convenção do partido, Trump justificou que não há “espaço suficiente” para todos os políticos.
Washington e Teerão tinham chegado a um memorando de entendimento a 17 de Junho, mediado por países do Médio Oriente, que previa um cessar-fogo imediato e a reabertura do estreito de Ormuz. Contudo, as partes reocuparam os seus bloqueios navais e as negociações para um acordo de paz definitivo não prosseguiram.
Desde o final de agosto, os Estados Unidos retomaram os bombardeamentos contra a República Islâmica após um período de mês de calma. O Irão, por sua vez, respondeu a estas hostilidades atacando alvos norte-americanos nas regiões vizinhas. Teerão exige o retorno dos Estados Unidos aos compromissos do memorando e a eliminação da ameaça militar no estreito de Ormuz, em troca do fim da guerra e do bloqueio.
















