A justiça síria anunciou a condenação à prisão perpétua do antigo mufti Ahmed Badreddin Hassoun, que exerceu a sua função durante o regime do ex-Presidente Bashar al-Assad.
A decisão foi tomada no contexto de um processo conduzido por novas autoridades islamistas, reflectindo um endurecimento das medidas contra figuras associadas ao antigo regime.
Hassoun, que ocupou o cargo religioso durante 16 anos, manteve uma estreita relação com Al-Assad, sendo frequentemente visto ao seu lado em eventos de grande relevância religiosa. O tribunal de Damasco emitiu a sentença na presença do arguido, considerando-o culpado de incitar à guerra civil e aos conflitos confessionais.
Além da pena máxima, o tribunal impôs outras penas de prisão que variam entre três e 20 anos, sendo que as acusações incluem “incitamento intencional ao homicídio”, “participação directa” em homicídios e incitação ao ódio confessional e racial. No âmbito desta decisão, foi também determinada a confiscação dos bens de Hassoun.
Esta condenação marca um ponto de viragem, sendo a primeira sentença proferida contra uma autoridade religiosa no quadro dos processos judiciais instaurados contra Bashar al-Assad e as suas associações.
















