A Justiça peruana decidiu renovar o mandado de captura da ex-primeira-ministra Betssy Chávez, que foi condenada a uma pena de 11 anos e cinco meses de prisão, na sequência do seu alegado envolvimento na tentativa de golpe perpetrada pelo ex-presidente Pedro Castillo em 2022.
Esta decisão tem como objectivo assegurar a execução da sentença proferida pelo Supremo Tribunal do Peru, marcada para 4 de Dezembro de 2025, que determina a prisão efectiva de Chávez, identificada como coautora do crime de conspiração para a rebelião contra o Estado peruano. Neste momento, a ex-primeira-ministra encontra-se no México, onde está a usufruir de asilo diplomático.
De acordo com informações divulgadas por meios de comunicação locais, o despacho que reitera o mandado de captura foi emitido a 14 de Agosto, consequentemente à concessão de um salvo-conduto, que permitiu a Chávez deixar a residência da embaixada mexicana em Lima e viajar para o México em um avião militar.
O juiz Checkley solicitou a renovação regular das ordens de captura a nível nacional e internacional, instruindo a comunicação da decisão à Polícia Nacional e à Interpol em Lima.
Raúl Noblecilla, advogado de Chávez, criticou a renovação do mandado, afirmando que a detenção é “impossível” devido ao asilo diplomático que a ex-primeira-ministra possui. Noblecilla questionou a legitimidade da jurisdição peruana em relação à soberania mexicana e ao Direito Internacional, expressando a sua posição nas redes sociais.
Entretanto, a Presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, anunciou a reactivação das relações diplomáticas com o Peru, após o Governo presidido por Keiko Fujimori ter concedido o salvo-conduto a Chávez. Sheinbaum referiu que esta medida é um gesto de “boa vontade” em direcção ao Peru, visando o restabelecimento das relações bilaterais.
Betssy Chávez encontrava-se sob a protecção do asilo desde Novembro de 2022 na embaixada mexicana em Lima. A concessão de asilo pelo México levou o antigo Governo peruano a romper relações diplomáticas com o país, culminando em uma condenação por coautoria na tentativa de dissolução do Congresso por parte de Castillo.














