Destaque Putin garante que escassez de combustíveis na Rússia está controlada

Putin garante que escassez de combustíveis na Rússia está controlada


O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou no domingo que a escassez de combustíveis no país está sob controlo, garantindo que as autoridades estão a trabalhar para resolver os problemas surgidos, especialmente após uma série de ataques ucranianos dirigidos a instalações petrolíferas.

Em declarações durante uma entrevista transmitida pela televisão estatal, Putin sublinhou a criação de uma comissão especial para lidar com a questão, acrescentando que o primeiro-ministro Mikhail Mishustin está atento à situação.

O líder do Kremlin reconheceu que a falta de combustíveis tem gerado incómodos à população, mas reiterou a responsabilidade do Governo em monitorizar e gerir a crise. Recentemente, as autoridades russas admitiram estar a enfrentar a “segunda fase” da crise dos combustíveis devido ao aumento dos ataques ucranianos. Assim, na passada quarta-feira, foi noticiado que algumas cadeias de postos de abastecimento em Moscovo já estão a restringir a venda de combustíveis.

O ministro da Energia, Sergey Tsiviliov, confirmou que as filas nos postos de venda são uma realidade. Em resposta à escassez, o Governo autorizou a venda de gasolina Euro-2, que não cumpre os padrões habituais de qualidade, como uma medida para mitigar a crise.

Putin, que anteriormente tentou minimizar o impacto dos bombardeamentos ucranianos, reconheceu que estes têm um efeito negativo na economia nacional. As autoridades informaram que o abastecimento de combustível se torna cada vez mais difícil em várias regiões, devido à intensificação dos ataques da Ucrânia às refinarias. Uma publicação nas redes sociais do Governo indicou que a situação é tensa e que medidas estão a ser tomadas para aumentar o fornecimento nas áreas mais afectadas.

Recomendado para si:  Epidemia de Ébola na RDCongo ultrapassa 5 mil casos e 2.000 mortes

Os motoristas e empresas russas têm enfrentado dificuldades de abastecimento nos últimos meses, numa altura em que os ataques ucranianos com drones e mísseis visam as infraestruturas petrolíferas, com o intuito de limitar os recursos financeiros que sustentam a ofensiva militar russa. Regiões como Krasnodar, conhecida pelos seus resorts no Mar Negro, são algumas das mais impactadas, tendo sido necessárias restrições na venda de combustível.

Adicionalmente, os ataques ucranianos atingiram grandes armazéns de retalho, como os da Wildberries, provocando prejuízos significativos. Estas ações demonstram a capacidade da Ucrânia em atingir alvos distantes, representando um novo desafio para Putin, especialmente com as eleições legislativas a aproximarem-se.

Embora a economia russa tenha registado um crescimento de 1,3% no segundo trimestre, após uma contração no início do ano, analistas alertam para que fatores como a elevada inflação, sanções internacionais, escassez de mão de obra e a fragilidade da indústria não relacionada ao esforço de guerra dificultam um regresso a um crescimento económico sustentável.

Destaques da semana