Internacional Raphael Glucksmann lança candidatura presidencial para reerguer França em 2027

Raphael Glucksmann lança candidatura presidencial para reerguer França em 2027


O eurodeputado Raphael Glucksmann, membro do partido de centro-esquerda Place Publique, declarou no domingo a sua candidatura às eleições presidenciais de França, agendadas para 2027.

Durante uma entrevista ao canal TF1, Glucksmann manifestou a sua determinação em “reerguer a França”, referindo-se a um sentimento de preocupação generalizada sobre a direcção que o país pode tomar, especialmente com a ascensão da extrema-direita nas sondagens.

Glucksmann confirmou que participará nas primárias do Partido Socialista, as quais estão programadas para Outubro. “Vou participar nas primárias social-democratas organizadas pelo PS e pelo meu próprio partido, o Place Publique, com o objectivo de designar um candidato”, explicou.

Várias personalidades do Partido Socialista já expressaram interesse em concorrer, ao passo que se aguardam novas declarações do actual primeiro secretário, Olivier Faure. O eurodeputado deixou claro que, se vencer as primárias, não contará com a colaboração do partido de esquerda França Insubmissa (LFI). No entanto, mostrou abertura para incluir ecologistas e comunistas na sua plataforma.

Referindo-se à questão climática, Glucksmann elogiou os comunistas pela sua posição precursora e destacou a “reindustrialização do país” como uma meta comum. O seu programa político prioriza um aumento da remuneração líquida dos trabalhadores, o que, segundo ele, seria alcançado através da redução das contribuições sociais sobre os salários. Esta proposta implicaria um aumento dos impostos sobre os 1% mais ricos, permitindo a recuperação de cerca de 15 mil milhões de euros, que seriam direccionados para as folhas de pagamento dos trabalhadores.

Recomendado para si:  Unitree Robotics estreia na Bolsa de Xangai com alta recorde de 629%

Além disso, Glucksmann comprometeu-se a desenvolver um “plano de resgate do ensino público”. Com um resultado de 13,8% nas últimas eleições europeias, onde liderou a lista socialista, consolidou-se como uma figura importante da esquerda moderada em França.

Antes de oficializar a sua candidatura, Glucksmann viu o Ministério Público francês iniciar uma investigação relacionada com campanhas de desinformação, em que foi alvo uma vez que a sua companheira, a jornalista Léa Salamé, foi acusada falsamente de subornar meios de comunicação. Esta operação foi atribuída ao grupo Storm-1516, vinculado aos serviços de informações militares russos (GRU).

As próximas eleições presidenciais em França serão as primeiras desde 2012 sem Emmanuel Macron como candidato, uma vez que a Constituição impede o atual chefe de Estado de concorrer a um terceiro mandato consecutivo. Neste contexto, Marine Le Pen, líder do Rassemblement National, já oficializou a sua candidatura, enquanto os ex-primeiros-ministros Edouard Philippe e Gabriel Attal também estão na corrida, juntamente com o ex-ministro do Interior Bruno Retailleau, que foi designado pelo seu partido.

A esquerda, além de Glucksmann e Jean-Luc Mélenchon, ainda conta com o ex-presidente socialista François Hollande como uma eventual alternativa, caso a candidatura de Glucksmann perca força nas sondagens.

Destaques da semana