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Analista diz que influência geopolítica da África do Sul na SADC está em declínio


O professor e analista político Sipho Seepe afirma que a postura conciliatória do Presidente sul-africano Cyril Ramaphosa revela o declínio da influência geopolítica do país entre os 16 Estados-membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

As declarações do analista surgem na sequência do pedido de desculpas do Presidente Ramaphosa, feito durante uma conferência na Universidade de KwaZulu-Natal, em resposta à recente violência xenofóbica perpetrada por cidadãos sul-africanos contra nacionais africanos, incluindo moçambicanos.

O professor Seepe defende que “o Presidente deveria confrontar os seus homólogos quanto às falhas de governação nos seus países, deixando claro que eles são responsáveis pela migração ilegal. O facto de a África do Sul albergar milhares de imigrantes ilegais está relacionado com as crises que estes cidadãos enfrentam em suas terras de origem.”

As declarações do Presidente sul-africano são feitas no contexto da 46.ª Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da SADC, que está a decorrer esta segunda-feira, no município de Durban, na província de KwaZulu-Natal.

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De acordo com Seepe, a integração regional não deve restringir-se apenas a corredores comerciais, devendo também abordar a instabilidade na região. “Isto pode ser alcançado através de um compromisso intergovernamental”, acrescenta.

O académico considera que a Cimeira deveria servir para discutir a instabilidade observada na África do Sul, a perseguição política e a estagnação económica, e não apenas para funcionar como uma plataforma para desculpas diplomáticas.

“Sendo assim, a falha da África do Sul reside na sua incapacidade de aplicar as leis. Se as nossas leis fossem correctamente implementadas, não estaríamos a lidar com imigrantes ilegais.

As cimeiras da SADC assemelham-se a discos arranhados, pois os líderes reúnem-se apenas para se congratularem, enquanto os problemas reais são evidentes”, conclui o professor, citado pelo semanário sul-africano “The National”.

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