Os serviços antiterroristas da França informaram a prisão de duas pessoas suspeitas de estarem envolvidas em uma tentativa de atentado com bomba em frente à sede do Bank of America, localizada no centro de Paris.
O caso está relacionado à guerra no Oriente Médio, conforme afirmou o ministro do Interior, Laurent Nuñez. Além disso, a prisão preventiva de um menor de idade, detido no sábado, 28 de Março, foi prorrogada pelo Serviço Nacional de Antiterrorismo (PNAT).
No total, três pessoas se encontram sob custódia policial em conexão com o caso. As duas novas prisões foram realizadas na madrugada de domingo, como parte da investigação sobre o atentado frustrado, segundo informações do PNAT.
O incidente ocorreu às 3h30, horário local, em frente ao número 51 da Rue La Boétie. O dispositivo explosivo era composto por um recipiente transparente de 5 litros contendo um líquido e um sistema de ignição. As primeiras informações indicam que a carga incluía um rojão com aproximadamente 650 gramas de material explosivo.
O menor, de origem senegalesa, estava acompanhado por um segundo indivíduo que conseguiu fugir. Ele afirmou que outro homem o levou até o local e, segundo a mesma fonte policial, foi recrutado através do aplicativo Snapchat para realizar a operação em troca de € 600.
A Procuradoria Antiterrorismo abriu um inquérito por “tentativa de dano por incêndio ou por meios perigosos, em ligação com uma organização terrorista”.
O grupo “Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiya” (Movimento Islâmico dos Companheiros dos Justos) reivindicou, nos últimos dias, diversos ataques contra a comunidade judaica na Bélgica, Reino Unido e Holanda, divulgando vídeos das acções em canais do Telegram associados à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.
O ministro francês comentou que, no caso do ataque frustrado em Paris, um dos homens envolvidos — ainda foragido — estava filmando o ataque no momento em que seu cúmplice foi detido pela polícia. “Há vários serviços de inteligência iranianos que provavelmente realizam operações como essa usando representantes. É este o caso?”, questionou o ministro, sem oferecer uma resposta definitiva.














