Uma mulher de 52 anos, identificada como Kymberlee Anne Schopper, foi detida na Florida após ser acusada de tráfico de tecidos humanos, decorrente da venda consciente de ossos humanos através do Marketplace do Facebook.
A detenção ocorreu na sequência de uma investigação iniciada a 21 de Dezembro, quando as autoridades locais foram alertadas sobre a existência de um negócio que comercializava restos humanos.
Segundo informações do New York Post, Kymberlee foi libertada após o pagamento de uma fiança no valor de 7.500 dólares (cerca de 6.606 euros). A polícia de Orange City confirmou que a venda de ossos humanos foi reportada por um meio local, FOX 35 Orlando, que noticiou sobre a presença de itens perturbadores na página de Facebook da empresa.
Entre os produtos à venda estavam dois crânios humanos, avaliados em 90 dólares cada, uma clavícula e uma omoplata humana pelo mesmo valor, além de uma costela por 35 dólares e uma parte de um crânio por 600 dólares. Todos os ossos foram apreendidos pelas autoridades para posterior análise.
Quando interrogada sobre a origem dos ossos, Kymberlee afirmou que operava o negócio há vários anos e desconhecia a ilegalidade da prática na Florida. Segundo o relatório da detenção, a detida mencionou que sua loja possuía uma vasta colecção de fragmentos ósseos, todos adquiridos de vendedores privados, e que possuía documentação relativa a essas transacções, embora não pudesse apresentá-la no ato da detenção.
Em declarações à polícia, Kymberlee descreveu os ossos como “restos humanos genuínos e de natureza delicada”. Um sócio da loja, por sua vez, alegou que os ossos eram “modelos educacionais”, sustentando que, segundo a legislação estadual, a venda de tais artigos é legal na Florida.
Contudo, especialistas que analisaram os ossos descobriram que os crânios e algumas partes de crânios eram, na verdade, descobertas arqueológicas, com idades que variam entre os 100 e os 500 anos. A situação levanta questões sobre a ética e a legalidade da comercialização de restos humanos, bem como a necessidade de um maior controle sobre este tipo de práticas na internet.