O presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, fez um discurso público na passada sexta-feira, onde expressou profundas desculpas pela recente imposição da lei marcial, declarada.
Esta decisão controversa, que lhe valeu um processo de impeachment, provocou grande indignação e preocupação entre os cidadãos.
“Lamento profundamente e peço sinceras desculpas aos cidadãos que devem ter ficado muito chocados”, afirmou Yoon no seu discurso, no qual reconheceu que as suas acções causaram “ansiedade e inconveniência” à população sul-coreana.
O presidente justificou a sua decisão, afirmando que a declaração da lei marcial foi um acto de desespero. “Esta declaração de lei de emergência resultou do meu desespero como a principal parte marcial responsável pelos assuntos de Estado”, acrescentou, durante uma intervenção que durou cerca de dois minutos.
A imposição da lei marcial traduz-se na substituição da legislação normal por normas militares, o que amplia significativamente os poderes do Executivo, fecha o Parlamento e limita os direitos civis dos cidadãos.
A medida gerou uma onda de críticas e levou o Parlamento sul-coreano a derrubar, em votação unânime, a decisão do presidente. Dentre os 300 membros da casa, 190 congressistas presentes apoiaram o veto à lei marcial.
Diante da crescente pressão pública e política, Yoon Suk Yeol revogou a lei marcial, mas a sua situação política continua a ser precária.

















