Internacional Parlamento europeu reconhece opositor de Maduro como presidente legítimo da Venezuela

Parlamento europeu reconhece opositor de Maduro como presidente legítimo da Venezuela

Na quinta-feira (19), o Parlamento Europeu aprovou uma resolução que reconhece Edmundo González Urrutia, líder da oposição venezuelana, como o presidente legítimo e democraticamente eleito da Venezuela. 

A votação contou com 309 votos a favor, 201 contra e 12 abstenções, reflectindo um apoio significativo, embora não unânime, à causa da oposição venezuelana no contexto europeu.

A resolução, embora sem carácter vinculativo, sublinha a necessidade de uma transição pacífica no país sul-americano e também reconhece a opositora María Corina Machado como a principal líder das forças democráticas na Venezuela.

Ambos os líderes são figuras proeminentes na luta contra o regime de Nicolás Maduro, que continua a enfrentar críticas e sanções de várias instituições internacionais devido à crise política e humanitária no país.

No entanto, uma emenda introduzida por eurodeputados dos grupos social-democrata, liberal e verde resultou na exclusão de um apelo explícito à União Europeia e aos seus Estados-membros para que também reconhecessem González Urrutia como o legítimo chefe de governo da Venezuela.

Assim, apesar do apoio declarado pelo Parlamento Europeu, a decisão sobre o reconhecimento formal por parte da União Europeia como um todo ainda está pendente, uma vez que as decisões sobre política externa no bloco de 27 países são tomadas individualmente pelos Estados-membros.

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Após a aprovação da resolução, Edmundo González Urrutia expressou o seu agradecimento numa mensagem em vídeo publicada na rede social X (antigo Twitter), onde afirmou: “Nós, venezuelanos, queremos o mesmo que os europeus já conquistaram: viver em liberdade e democracia”.

A declaração de Urrutia reflete o desejo de muitos venezuelanos de ver uma mudança no cenário político e o fim do regime autoritário que governa o país.

Esta medida do Parlamento Europeu é vista como mais um passo simbólico no apoio internacional à oposição venezuelana, que continua a enfrentar desafios significativos na sua tentativa de restabelecer a democracia e a estabilidade no país.

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