Internacional Edmundo González Urrutia acusa Supremo Tribunal de usurpação de funções do CNE

Edmundo González Urrutia acusa Supremo Tribunal de usurpação de funções do CNE

Edmundo González Urrutia, principal candidato da oposição nas eleições presidenciais venezuelanas de 28 de julho, anunciou que não comparecerá perante o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), acusando-o de usurpar as funções do Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

Num comunicado divulgado nas redes sociais, González Urrutia, que a oposição alega ter vencido as eleições, criticou duramente o CNE por não cumprir as suas funções e expressou preocupação com a sua própria segurança e liberdade.

“Se eu comparecer, estarei em absoluta vulnerabilidade, sem defesa e com violação do devido processo, pondo em risco não só a minha liberdade, mas, mais importante, a vontade do povo venezuelano expressa em 28 de julho de 2024 e o esforço gigantesco dos venezuelanos que participaram neste processo para garantir a validade dos votos”, afirmou González Urrutia.

No comunicado, o candidato denuncia que as competências do poder eleitoral foram desrespeitadas e violadas, acusando o CNE de não cumprir as suas responsabilidades na totalização dos votos e na realização das auditorias necessárias. Ele sublinha que o CNE ainda não produziu resultados eleitorais que estejam em conformidade com a Constituição e a lei, o que compromete a transparência e confiabilidade do processo eleitoral.

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González Urrutia também afirmou que as testemunhas das organizações políticas participantes forneceram cópias das atas que confirmam a sua vitória, e pediu uma verificação confiável dos resultados na presença de observadores nacionais e internacionais.

O candidato revelou que foi convocado pela imprensa para comparecer perante o STJ, mas defende que o tribunal não tem o direito de interferir nas funções do CNE e “certificar” resultados que não foram oficialmente validados. Ele destaca a importância de preservar o princípio da separação de poderes e de evitar que a Câmara Eleitoral do STJ se envolva numa coadministração com o CNE.

González Urrutia também expressou incerteza sobre o procedimento que levou à sua convocação e o objetivo do interrogatório. Ele questiona se já foi condenado antecipadamente, especialmente após o Presidente Nicolás Maduro ter alertado sobre as possíveis consequências legais caso não compareça.

O candidato apelou às autoridades para que retomem o diálogo e procurem soluções que respeitem os direitos humanos e a vontade popular. Ele reafirmou o seu compromisso com o povo venezuelano e a soberania popular.

Esta é a segunda vez que Edmundo González Urrutia recusa comparecer perante o STJ.

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