Os ministros e vice-ministros de 11 partidos que compõem o novo “Governo de unidade nacional” da África do Sul tomaram posse hoje na Cidade do Cabo, numa cerimónia que o Presidente Cyril Ramaphosa descreveu como um “momento histórico”.
“Este é um novo começo para todos nós na África do Sul. É um momento histórico”, declarou Ramaphosa no seu discurso inaugural. “Depois de ver a confiança que o nosso povo depositou nestes homens e mulheres, não vamos perder tempo. Vamos trabalhar arduamente para fazer avançar o nosso país.”
O novo gabinete, anunciado por Ramaphosa no último domingo, inclui membros de 11 partidos, formando a primeira coligação governamental na história democrática do país. Esta mudança surge após o Congresso Nacional Africano (ANC) ter perdido a maioria absoluta nas eleições de 29 de Maio, marcando o pior resultado da sua história com apenas 40,18% dos votos.
Os partidos que integram este governo inédito são o ANC, a Aliança Democrática (DA), o Partido da Liberdade Inkatha (IPF), a Aliança Patriótica (PA), a Frente da Liberdade (FF Plus), o Good, o Movimento Democrático Unido (UDM), o Congresso Pan-Africanista da Azania, o Rise Mzansi, o Al Jama-ah e a Transformação dos Africanos Unidos.
Entre os novos ministros e vice-ministros destaca-se John Steenhuisen, até agora líder da oposição pela Aliança Democrática (DA), que assume o cargo de ministro da Agricultura. A DA, tradicionalmente associada ao voto da minoria branca que representa 7,70% da população sul-africana, é herdeira da liderança política branca do regime do apartheid.
O novo gabinete inclui quatro membros com menos de 40 anos: Siviwe Gwarube, ministra da Educação Básica (34 anos); Nonceba Mhlauli, vice-ministra da Presidência (também 34 anos); Ashor Sarupen, vice-ministro das Finanças (36 anos); e Zuko Godlimpi, vice-ministro do Departamento de Comércio, Indústria e Concorrência (32 anos).
















