O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, condenou veementemente o ataque israelense a uma escola da Agência de Assistência aos Refugiados da Palestina (Unrwa) na Faixa de Gaza, classificando-o como um “exemplo horrendo”.
O ataque resultou na morte de pelo menos 40 pessoas, incluindo 14 crianças e 9 mulheres, e deixou mais de 70 feridos.
Em uma colectiva de imprensa realizada em Nova York, o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, destacou a gravidade da situação, enfatizando o sofrimento contínuo dos civis palestinos. “Este é apenas mais um exemplo horrendo do preço que os civis palestinos estão a pagar”, afirmou Dujarric.
Logo após o incidente, o gabinete de Guterres emitiu um comunicado reafirmando que as instalações da ONU são “invioláveis, inclusive durante conflitos armados, e devem ser protegidas por todas as partes em todos os momentos”.
O ataque ocorreu no campo de refugiados de Nuseirat, onde a escola abrigava cerca de 6 mil palestinos. As Forças de Defesa de Israel (FDI) assumiram a responsabilidade pelo bombardeio, alegando que a escola era usada como esconderijo por membros do Hamas e da Jihad Islâmica Palestina.
Segundo o governo israelense, nove terroristas foram mortos durante a ofensiva, descrita como um “ataque preciso” com medidas para minimizar o risco de ferimentos a civis.
Esta ação gerou uma resposta imediata de Guterres e de outros representantes da ONU, que pedem uma investigação rigorosa e a protecção dos direitos dos civis em áreas de conflito.

















