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Presidente da África do Sul incentiva cidadãos a votar nas cruciais eleições de quarta-feira

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, apelou a todos os cidadãos sul-africanos para participarem nas eleições gerais da próxima quarta-feira, destacando a importância deste ato eleitoral para o futuro do país.

Estas eleições são consideradas as mais desafiadoras para o Congresso Nacional Africano (ANC) desde que assumiu o poder em 1994.

“Apelo a todos os sul-africanos para votarem”, declarou Ramaphosa numa mensagem inédita dirigida à nação a partir dos Union Buildings, sede do Governo em Pretória, transmitida pela televisão pública SABC, a apenas três dias do início das eleições.

“Somos um povo diverso, mas somos uma nação unida. Vamos estar unidos no nosso compromisso com a democracia. Vamos trabalhar juntos para construir um país melhor”, afirmou o Presidente, que é candidato a um segundo e último mandato de cinco anos.

O chefe de Estado expressou a sua esperança de que, como em todas as eleições realizadas desde 1994, as primeiras multirraciais após a queda do apartheid, este processo eleitoral decorra em “condições pacíficas e estáveis, que seja livre e justo”.

Ramaphosa, de 71 anos, recordou que nesta segunda-feira, mais de 1,6 milhões de sul-africanos registados para o “voto especial” (por motivos de doença, imobilidade ou incapacidade de votar no dia das eleições) começarão a exercer o seu direito de voto.

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O Presidente também abordou vários incidentes que tentaram obstruir o processo eleitoral, incluindo a invasão de instalações da Comissão Eleitoral Independente (IEC) na província oriental de KwaZulu-Natal.

“Apelamos mais uma vez a todos os partidos, candidatos, apoiantes e a todos os sul-africanos para que se abstenham de qualquer ação que possa interferir com o processo eleitoral”, reforçou Ramaphosa.

O líder sul-africano aproveitou a ocasião para destacar os sucessos do seu governo na luta contra a corrupção e na recuperação económica após a pandemia de covid-19. No sábado passado, Ramaphosa fez um discurso de encerramento de campanha emotivo, advertindo os seus apoiantes que, se o ANC não receber o apoio necessário nas eleições, o país pode voltar “a um passado terrível”.

“[No próximo dia 29,] o povo da África do Sul vai decidir se o nosso país continua a avançar com o ANC para um futuro melhor e mais brilhante ou se regressa a um passado terrível”, afirmou Ramaphosa a dezenas de milhares de apoiantes no estádio FNB de Joanesburgo, durante o último grande comício do partido antes das eleições gerais.

O ANC tem governado o país desde a instauração da democracia em 1994, quando Nelson Mandela, o primeiro presidente negro da África do Sul, venceu as eleições, pondo fim ao regime racista do apartheid (1948-1994) imposto pela minoria branca.

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