Pelo menos 30 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas em consequência de confrontos violentos entre o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido e o Exército do Sudão em Al-Fashir. As autoridades relataram que a maioria das vítimas são mulheres e crianças.
Os conflitos eclodiram na capital do estado de Darfur Norte, exacerbando a violência nos bairros residenciais e em acampamentos de deslocados tanto na cidade como nos arredores. De acordo com um comunicado citado pela agência EFE, os combates têm sido particularmente intensos, afectando refúgios e infraestruturas civis.
Fontes do Crescente Vermelho sudanês em Darfur Norte informaram à EFE que os confrontos continuaram com grande intensidade, com um impacto severo nas áreas residenciais e locais civis.
Na sexta-feira, um ataque à mesquita de Khatam al-Anbiya resultou em ferimentos graves a um menino durante a oração de sexta-feira, que acabou por falecer no Hospital Sul de Al-Fashir, o principal da região e um dos poucos ainda em funcionamento.
Ahmed Hussein, porta-voz das Forças Armadas Sudanesa, declarou que, nas últimas duas semanas, os militares conseguiram “esmagar” os combatentes das Forças de Apoio Rápido (FAR), que tentam conquistar Al-Fashir há meses. Hussein garantiu que continuarão os esforços para minimizar a ofensiva rebelde que utiliza armas pesadas.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou que os confrontos recentes ocorreram no acampamento de deslocados de Abu Shouk, no norte de Al-Fashir, bem como no bairro de Al Salam e em áreas do sudeste da cidade. Estes eventos forçaram o deslocamento de pelo menos 400 famílias, agravando a já delicada situação humanitária na região.
















