A gigante farmacêutica britânica, AstraZeneca, tomou a decisão de retirar do mercado uma das primeiras vacinas contra a Covid-19 a ser comercializadas durante a pandemia, a Vaxzevria.
A empresa justificou essa medida com base em razões comerciais, destacando um excedente de vacinas atualizadas e uma diminuição na procura.
De acordo com um comunicado emitido pela farmacêutica, a decisão foi motivada pelo desenvolvimento de múltiplas vacinas contra a covid-19, o que resultou num excedente de vacinas em relação às diferentes variantes do vírus e, consequentemente, numa queda na procura pelo produto.
A empresa havia anunciado anteriormente que a vacina deixaria de ser comercializada a partir do dia de hoje, devido ao excedente mencionado.
A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recomendou, no final de abril, a atualização das vacinas contra a covid-19 para a campanha de vacinação de 2024/2025, visando proteger contra a nova variante do vírus SARS-CoV-2, designada por JN.1.
Essa nova variante, segundo a EMA, difere da família XBB visada pelas anteriores vacinas atualizadas e tornou-se a variante de maior circulação em todo o mundo, superando as variantes anteriores. A recomendação da EMA também instou as empresas atualmente envolvidas no desenvolvimento de novas vacinas contra a covid-19 a discutirem estratégias para alterar a composição das suas vacinas, a fim de visarem a nova variante JN.1.

















