Bai Tianhui, o antigo director executivo do conglomerado financeiro China Huarong, foi condenado à morte por corrupção, após ser considerado culpado de receber subornos no valor de cerca de 140,6 milhões de euros. A sentença foi divulgada pela imprensa local.
A China Huarong Asset Management, um dos maiores gestores de dívida malparada do país, foi estabelecida em 1999 pelo Governo chinês para reformar o sector bancário. Com o tempo, a empresa diversificou suas operações, expandindo-se para investimentos, crédito e imobiliário. Actualmente, o principal accionista da China Huarong é o Ministério das Finanças chinês.
O tribunal de Tianjin, uma cidade portuária próxima de Pequim, julgou Bai Tianhui culpado de ter recebido subornos no total de 1,1 mil milhões de yuan (aproximadamente 140,6 milhões de euros). A condenação à pena de morte foi anunciada pela CCTV, a televisão estatal chinesa.
Embora rara para altos dirigentes empresariais, a pena de morte na China é frequentemente comutada para prisão perpétua, o que pode ser o caso de Bai Tianhui. Esta sentença segue o precedente de Lai Xiaomin, o antigo director de um fundo de investimento, executado em 2021 por aceitar subornos no valor de 215 milhões de euros. As imagens de um apartamento de Lai em Pequim, repleto de cofres e armários cheios de dinheiro, foram amplamente divulgadas pela televisão estatal na altura.
A China Huarong tem estado sob os holofotes devido à sua dívida colossal, avaliada em 214 mil milhões de euros, e à sua gestão controversa. Em 2021, as acções da empresa foram suspensas da Bolsa de Valores de Hong Kong durante nove meses devido a irregularidades.
Nos últimos meses, várias figuras importantes do sector bancário e financeiro na China têm sido investigadas e denunciadas por corrupção, num esforço para combater as más práticas que têm afectado a economia do país. Esta campanha anticorrupção é uma prioridade do Presidente Xi Jinping, que visa garantir a estabilidade financeira do país.
O Partido Comunista Chinês (PCC) enfatizou recentemente que os “riscos financeiros” são uma questão de “segurança nacional” e avisou que os funcionários responsáveis pela supervisão financeira “serão responsabilizados” se falharem em suas obrigações. O PCC instou os funcionários de todos os níveis a garantir que as tarefas de reforço da regulação financeira sejam executadas correctamente, aplicando rigorosamente os regulamentos e punindo os infractores.

















