A juíza Cynthia Kern decidiu não adiar o julgamento de Donald Trump, mais um revés para o ex-presidente, que procurou adiar repetidamente o processo. O julgamento está marcado para começar em 15 de abril, com a seleção do júri.
Os advogados de Trump buscavam o adiamento até que um painel completo de juízes do tribunal de recurso pudesse considerar os argumentos para suspender ou modificar a ordem judicial de silêncio. Essa ordem impede Trump de fazer declarações públicas sobre jurados, testemunhas e outros envolvidos no caso.
Para a defesa de Trump, que é o favorito republicano nas eleições presidenciais deste ano, a ordem de silêncio é uma restrição inconstitucional à sua liberdade de expressão durante a campanha eleitoral e enquanto enfrenta acusações judiciais.
Em uma audiência urgente, o advogado de Trump, Emil Bove, argumentou que os limites impostos pela Primeira Emenda devido à ordem de silêncio são irreparáveis. Ele também alegou que Trump não deveria ser obrigado a cumprir essa ordem quando seus críticos, incluindo seu ex-advogado Michael Cohen e a atriz pornô Stormy Daniels – ambos testemunhas da acusação – frequentemente o atacam.
A promotoria de Manhattan acusou Trump de 34 crimes relacionados aos 130 mil dólares que pagou a Stormy Daniels durante a campanha presidencial de 2016 para encobrir um suposto caso extraconjugal, pagamentos estes que Trump ocultou com a colaboração de seu então advogado, Michael Cohen.
Além do processo em Nova Iorque, Trump enfrenta um processo em Washington por tentativa ilegal de anulação dos resultados das eleições de 2020. Também está agendado para 20 de maio o julgamento na Flórida, onde Trump é acusado de armazenar ilegalmente material confidencial em sua mansão em Mar-a-Lago.
Há ainda o caso em que a Procuradoria do Condado de Fulton (Geórgia) acusa Trump de tentar subverter os resultados eleitorais de 2020 naquele Estado.

















