Dezoito pessoas, a maioria mulheres, foram detidas durante uma manifestação de solidariedade com as mulheres de Gaza e do Sudão, ocorrida em frente à sede da agência da ONU Mulheres no Cairo na terça-feira, de acordo com informações divulgadas por um advogado local.
Khaled Ali, advogado egípcio de direitos humanos, relatou que os detidos incluem jornalistas, advogados e estudantes, e estão atualmente sob custódia da procuradoria de Segurança do Estado.
Entre os detidos estão os advogados de direitos humanos Ragia Omran e Mahienour el-Massry, além da ativista Lobna Darwish, da Iniciativa Egípcia para os Direitos Pessoais (EIPR). Ali também especificou que algumas pessoas que passavam perto da manifestação foram presas.
O Movimento Civil Democrático (MCD), uma coligação de 12 partidos políticos de oposição, condenou as detenções e exigiu a libertação imediata de todos os detidos pela polícia. Testemunhas relataram que a manifestação foi dispersada violentamente e que vários ativistas foram levados para um local desconhecido.
O Egito tem uma história de repressão aos protestos, sendo classificado em 136.º lugar entre 142 países no que diz respeito ao Estado de Direito, de acordo com o Projeto de Justiça Mundial. O país também é criticado por violações dos direitos humanos, incluindo prisões arbitrárias, restrições à liberdade de expressão e violações dos direitos LGBT+.
Apesar de uma comissão presidencial de perdão ter sido formada em abril de 2022, resultando na libertação de quase mil prisioneiros de consciência, organizações de direitos humanos afirmam que mais de 3.000 pessoas foram detidas no mesmo período.
















