A Suprema Corte dos Estados Unidos deu autorização, na terça-feira (19), ao estado do Texas para deter indivíduos suspeitos de terem entrado ilegalmente pela fronteira com o México.
O presidente do país, Joe Biden, tentou bloquear a lei texana, mas esta foi liberada, pelo menos temporariamente, pela mais alta instância judicial dos Estados Unidos.
O Texas passou a considerar crime a entrada ilegal no estado, com penas que variam de 180 dias a 20 anos de prisão. Segundo a nova legislação, o tribunal estadual pode ordenar que o imigrante retorne ao México. Caso ele se recuse, pode ser detido por até duas décadas.
O México criticou a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos e declarou que não aceitará a repatriação dos imigrantes.
O governador do Texas, o republicano Greg Abbott, celebrou a decisão. “É claramente um desenvolvimento positivo”, afirmou o político nas redes sociais.
Por outro lado, a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, argumentou que essa medida pode causar caos e confusão na fronteira. “Discordamos fundamentalmente da decisão da Suprema Corte que permite a entrada em vigor da lei prejudicial e inconstitucional do Texas”, declarou em comunicado.
A questão da imigração tem sido um ponto central de discussão entre republicanos e democratas, partido do presidente Joe Biden. Os apoiadores do ex-presidente Donald Trump defendem a adoção de medidas mais severas para conter a entrada ilegal de imigrantes no país, especialmente pela fronteira com o México.
Durante seu mandato, Trump prometeu e iniciou a construção de um muro entre os dois países.

















