A lixeira de Hulene, na Cidade de Maputo, continua a operar sem data definida para o seu encerramento, apesar das promessas feitas ao longo dos anos.
Em 2018, um deslizamento de lixo na lixeira de Hulene provocou a morte de 17 pessoas. Na sequência do trágico evento, as autoridades prometeram o encerramento da lixeira e iniciaram diversos estudos para encontrar soluções alternativas. No entanto, até ao momento, nenhuma medida concreta foi tomada.
Na sexta-feira, o presidente do Município de Maputo, Eneas Comiche, visitou a lixeira de Hulene acompanhado de todo o seu executivo. O objetivo da visita era tomar conhecimento da situação no terreno e buscar soluções flexíveis para acelerar o encerramento da lixeira.
Comiche reconheceu o sofrimento das famílias que vivem nos arredores da lixeira e dos catadores que ali trabalham. Ele salientou a importância de encontrar soluções que minimizem o impacto negativo da lixeira na comunidade.
Com a diminuição das chuvas, os acessos à lixeira foram reabertos e o lixo voltou a ser descarregado dentro da mesma. A prática de descarregar lixo na via pública, que se verificava anteriormente, foi suspensa.
O Município de Maputo enfrenta ainda o problema da falta de pagamento da dívida aos operadores de recolha de lixo. Essa situação tem impactado a regularidade da recolha de lixo em diversos bairros da cidade.
O presidente da Câmara Municipal assegurou que o município está a trabalhar num plano para saldar a dívida aos operadores de recolha de lixo. O objetivo é garantir a limpeza da cidade e evitar o acumulação de lixo nas ruas.

















