A empresária angolana Isabel dos Santos negou, na terça-feira, ter recusado prestar declarações à Justiça angolana, afirmando que não foi notificada pela Procuradoria-Geral da República de Angola (PGR).
Em comunicado enviado à Lusa, os advogados de Isabel dos Santos afirmam que a afirmação do Procurador-Geral Adjunto da República de Angola, Pedro Mendes de Carvalho, de que a empresária foi notificada para ser ouvida, mas que preferiu não responder às questões, é falsa.
“A Eng.ª Isabel dos Santos, que vive fora de Angola há vários anos (desde 2017), não foi notificada pela PGR de Angola para ser ouvida e jamais se recusou a prestar declarações à Justiça ou a colaborar para a descoberta da verdade dos factos e sua reposição”, destacam os advogados.
Segundo o comunicado, em 22 de janeiro de 2024, Isabel dos Santos apresentou respostas e esclarecimentos à acusação relativa à sua gestão na petrolífera angolana Sonangol (com data de 11 de janeiro de 2024) no prazo estabelecido por lei de dez dias, na sequência da notificação recebida pelos seus advogados em 12 de janeiro deste ano.
Na nota refere-se que Isabel dos Santos solicitou a instrução contraditória do processo, que deu entrada no tribunal em 22 de janeiro.
O caso Sonangol refere-se a alegadas irregularidades na gestão da petrolífera angolana durante o período em que Isabel dos Santos esteve à frente da empresa, entre 2017 e 2018. A empresária é acusada de crimes de corrupção, branqueamento de capitais e falsificação de documentos.
Isabel dos Santos, que vive em exílio desde 2018, tem sempre negado as acusações.

















