O presidente norte-americano Joe Biden decidiu suspender a expulsão de palestinianos que residem nos Estados Unidos por um período de 18 meses.
Esta medida foi anunciada pela Casa Branca em resposta ao contínuo conflito na região e às necessidades humanitárias decorrentes do mesmo.
Jake Sullivan, conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos, explicou que o memorando assinado pelo Presidente visa proteger a maioria dos palestinos nos EUA, com algumas exceções. Aqueles que foram condenados por tribunais ou considerados uma ameaça para a segurança pública não serão beneficiados pela suspensão das expulsões.
Estima-se que cerca de 6 mil pessoas possam ser beneficiadas por esta medida, de acordo com informações do jornal New York Times.
Joe Biden, cuja política de apoio a Israel tem sido criticada por parte do seu eleitorado progressista e de norte-americanos de origem árabe, tem demonstrado crescente frustração com as operações militares conduzidas pelo Exército israelita na Faixa de Gaza.
Recentemente, o presidente norte-americano descreveu a resposta israelita como excessiva e expressou preocupações sobre uma possível ofensiva contra a cidade palestiniana de Rafah, na fronteira com o Egito.
O conflito na Faixa de Gaza entre o Hamas e Israel foi desencadeado após um ataque do movimento islamita palestiniano em território israelita em 07 de outubro passado. O ataque resultou na morte de mais de 1.160 pessoas, a maioria civis, segundo dados oficiais israelitas citados pela agência noticiosa francesa AFP.
Em retaliação, Israel iniciou uma ofensiva militar em grande escala, causando mais de 28.500 mortes em Gaza, a grande maioria civis, de acordo com o Ministério da Saúde do Hamas, que controla o enclave palestiniano desde 2007.

















