A polícia deteve 57 pessoas por vários crimes, no Lubango, capital da província angolana da Huíla, na sequência de protestos de taxistas e mototaxistas devido à subida do preço da gasolina.
De acordo com o comandante do Lubango da Polícia Nacional, Fernando Hamueyla, foram registadas situações diferentes: uma, a paralisação dos serviços de táxi e moto táxi, “que não é crime”, mas houve situações que “nos termos do código penal configuram crime”.
“Como, por exemplo, colocar pneus a queimar na via pública, interditar a circulação de viaturas, bater nas pessoas que quisessem trabalhar, circular, isso já configura crime e foi nestes termos que a polícia interveio para repor o normal funcionamento dos serviços e das instituições e nesta senda foram detidas ontem 57 pessoas”, disse o responsável policial à Lusa.
Fernando Hamueyla sublinhou que alguns dos envolvidos foram detidos por participação em motim, nomeadamente queima de pneus nas vias, vandalização de sinais de trânsito e outros bens públicos vandalizados.
Alguns dos detidos são acusados do crime de danos, no caso da queima de um autocarro, da danificação de portas e janelas, furto de um televisor e outros bens patrimoniais, da administração do bairro Nambambe.
O comandante da Polícia Nacional no Lubango salientou que durante o protesto houve aproveitamento de marginais, que entraram na administração para vandalizar, danificar e furtar meios.
A polícia apreendeu também 40 motorizadas de jovens que participaram no motim, danificando bens públicos e queimando pneus na via pública.

















