Internacional China rejeita acusações de interferência nas eleições do Canadá

China rejeita acusações de interferência nas eleições do Canadá

Pequim negou ter interferido nos assuntos internos do Canadá, depois de o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, ter anunciado que vai nomear um investigador para combater a interferência da China nas eleições do seu país.

“Alguns políticos canadianos estão a espalhar mentiras. Isso é simplesmente ridículo. A China não tem interesse em interferir nos assuntos internos do Canadá e nunca faria tal coisa”, disse a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Mao Ning, em conferência de imprensa.

Pierre Poilievre, líder do Partido Conservador da oposição do Canadá, acusou recentemente o Partido Liberal de Trudeau de ter beneficiado com a alegada interferência da China nas eleições de 2019 e 2021.

Poilievre também disse que a China doou 200.000 dólares para a Fundação Pierre Elliot Trudeau (ex-primeiro-ministro do Canadá e pai do atual governante).

Os principais partidos da oposição pediram, nos últimos dias, a criação de uma comissão independente para investigar as denúncias sobre a ingerência da China nos resultados das duas últimas eleições do país.

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Trudeau disse que caberia ao investigador decidir se é necessário formar uma comissão de inquérito ou qualquer outra medida.

Os laços entre os dois países deterioraram-se após a prisão, em 2018, no Canadá, de Meng Wangzhou, diretora executiva da empresa chinesa de tecnologia Huawei, a pedido dos Estados Unidos.

A China retaliou através da detenção dos canadianos Michael Kovrig e Michael Spavor, que foram presos na China e julgados por espionagem.

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