O Papa Francisco inicia esta terça-feira em Kinshasa uma visita de sete dias à República Democrática do Congo e ao Sudão do Sul, dois países atingidos pela guerra, fome e catástrofes naturais ligadas às alterações climáticas.
A 40ª viagem internacional de Francisco, de 86 anos, que se antevê como particularmente desafiante devido aos seus problemas de mobilidade, esteve agendada para julho do ano passado, mas uma dor no joelho provocou o seu adiamento e, desde então, a situação de segurança na região tornou-se mais complicada em ambos os países.
Nos últimos meses, o leste da República Democrática do Congo tem sido palco de um recrudescimento da violência, sobretudo na fronteira com o Ruanda, uma zona com subsolo rico em coltan, fundamental para a indústria de equipamentos eletrónicos, e onde existem mais de 100 grupos armados ativos, nomeadamente o Movimento 23 de Março (M23), razão pela qual a visita a Goma, planeada no programa inicial, foi suspensa.

















