O antigo presidente executivo da Wirecard, Markus Braun, rejeitou em julgamento as acusações de fraude que lhe são feitas, no âmbito do escândalo financeiro que levou a empresa alemã à falência.
“Rejeito todas as acusações” contra mim, disse Markus Braun, que dirigiu a empresa entre 2002 e 2020, durante o seu depoimento, citado pela AFP.
“Não fiz parte de qualquer grupo” e “não tive conhecimento de falsificação ou peculato”, disse Braun num tribunal de Munique.
Braun disse ter ficado “chocado” quando foi publicado em junho de 2020 um comunicado da empresa a revelar o escândalo.
Os dirigentes da Wirecard admitiram então que 1,9 mil milhões de euros de ativos, supostamente em contas na Ásia, na realidade não existiam.
Até ao último momento, “ninguém suspeitou que havia fraude, que os fundos não estavam lá”, disse Braun.
A empresa, que disponibilizava serviços de pagamentos ‘online’, tinha conseguido em menos de duas décadas tornar-se uma das estrelas do DAX, o principal índice da bolsa alemã, onde chegou a ter mais peso do que o Deutsche Bank.
Uma das figuras centrais neste caso é o austríaco Jan Marsalek, responsável pelas operações e, em particular, pelo desenvolvimento de negócios na Ásia, que está em fuga desde junho de 2020.
O tribunal prevê 100 dias de audiências até 2024 para tentar esclarecer este escândalo financeiro sem precedentes na Alemanha, que atingiu o mundo económico e político.
















