Nove grupos rebeldes rejeitaram os Acordos de Paz assinados, segunda-feira, entre a Junta Militar do Tchad e uma parte da insurgência, alegando que os negociadores não apresentaram as suas exigências nas negociações, particularmente no que toca à libertação de prisioneiros.
A rejeição da Frente para a Alternância e Concórdia (FACT), o maior grupo armado, e mais oito facções da rebelião, fragiliza o referido Acordo, assim como pode inviabilizar o encontro de “Diálogo Nacional” previsto para 20 deste mês.
A Junta Militar Tchad e alguns dos grupos rebeldes assinaram, segunda-feira, no Qatar, um Acordo de Paz. Segundo a Reuters, o principal grupo rebelde do país não concordou com os termos do Acordo, que prevê um cessar-fogo até o início do encontro de “Diálogo da Nacional , que se realiza na capital do tchadiana , N’Djamena.
A Junta prometeu aos negociadores da rebelião não realizar nenhuma operação militar em bases dos grupos insurgentes em países vizinhos, concretamente no Sudão e na Líbia, onde alguns combatentes se refugiaram.
O maior destes grupos, o FACT – Frente para a Alternância e Concórdia no Tchad, na origem da ofensiva a partir da Líbia, que custou a vida do ex-líder do país, Idriss Déby, em 2021, não assinou o acordo.
As negociações entre o Governo e os grupos armados começaram em Março, após vários adiamentos, com vista à cessão das hostilidades no país.
Com 16 milhões de habitantes, o Tchad é dirigido por uma Junta Militar que promete entregar a gestão do país em Outubro deste ano, depois da realização de eleições gerais.

















