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MPLA: Funeral de José Eduardo dos Santos “deve ser no dia 28 de Agosto”

O porta-voz do MPLA, Rui Falcão, disse este sábado, 20 de Agosto, que as cerimonias fúnebres de José  Eduardo dos Santos devem ser “provavelmente no dia 28 de Agosto”, dia do aniversário do antigo Presidente de Angola.

“Depois das eleições vamos fazer o acto que ele merece”, garantiu este sábado o porta-voz do MPLA, quando questionado sobre a coincidência da chegada do corpo de José Eduardo dos Santos, este sábado, a Luanda.

Rui Falcão referiu que não foi o MPLA que marcou o calendário da justiça espanhola, salientando que o partido teve apenas de se adaptar.

“A justiça espanhola decidiu nesse quadro e nós tivemos de tomar as decisões de Estado que se impunham”, explicou.

O porta-voz do MPLA disse que o funeral de José Eduardo dos Santos será feito após as eleições “provavelmente no dia 28 de Agosto”, dia do aniversário do antigo Presidente de Angola.

Rui Falcão desmentiu ainda qualquer aproveitamento do partido, acusando a família de não respeitar o antigo chefe de Estado.

“Vamos fazer os actos de Estado que se impõe à figura que ele era. Fizemos com Agostinho Neto. Vamos fazer com José Eduardo”.

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Recorde-se que José Eduardo dos Santos faleceu no início de Julho em Espanha e, desde então, o processo de transladação do corpo tem vindo a sofrer sucessivos atrasos.

Entretanto, esta quarta-feira, o tribunal decidiu entregar os restos mortais à antiga mulher e autorizou a transladação do corpo, mas Tchizé dos Santos admitiu, ainda durante a semana, recorrer da decisão ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Este sábado, cinco filhos do ex-Presidente, incluindo Tchizé, afirmaram desconhecer que o corpo do pai já tinha sido entregue à viúva. A advogada da filha de José Eduardo dos Santos já se pronunciou sobre o caso, de acordo com a agência de notícias Lusa.

Alguma coisa aconteceu. Uma das partes não ter conhecimento disto é estranho, para qualificar a situação de alguma forma“, disse Carmen Varela, que admitiu ainda estar a trabalhar num “comunicado”.

A advogada garante ainda que haverá uma queixa ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos que será apresentada pelos cinco filhos mais velhos, que não tiveram oportunidade de dizer um último adeus ao pai em Barcelona.

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