Já se passaram mais de dez anos desde que um soberano belga visitou a República Democrática do Congo (RDC). O rei Philippe chegou esta terça-feira, 7 de Junho, a Kinshasa, depois de ter expressado numa carta o seu “profundo pesar” pelo sofrimento causado pela era colonial.
Desta vez é certo”, escreve a rádio-televisão belga RTBF. Depois da viagem ter sido adiada três vezes, devido à pandemia e à guerra na Ucrânia, o rei dos belgas está finalmente na República Democrática do Congo (RDC), na companhia da esposa, a rainha Mathilde, e do primeiro-ministro, Alexandre De Croo.
Um acontecimento raro, dadas as relações delicadas que a Bélgica mantém com a RDC – que representa 80 vezes a área da Bélgica. A última viagem desse tipo data de 2010, na época entre Albert II e Joseph Kabila.
Para Philippe, que sucedeu ao pai em 2013, “é agora ou nunca”, já que o rei “se queria absolutamente afastar do período pré-eleitoral” e evitar envolver-se, por exemplo, nas eleições presidenciais marcadas para 2023.
Esta viagem tem uma duração de uma semana até Kinshasa, Lubumbashi, as minas de Katanga, com o médico ginecologista congolês, célebre pela acção humanitária na República Democrática do Congo, onde gere um hospital em Bukavuo Denis Mukwege e ao encontro das vítimas das guerras no leste do país.
O rei Philippe da Bélgica e a esposa Mathilde iniciam esta terça-feira uma visita de seis dias à República Democrática do Congo, 12 anos após a última visita de um soberano belga, Albert II, em 2010. A visita, a primeira do monarca ao país africano desde que chegou ao trono em 2013, deve servir para fortalecer a relação entre as duas nações, depois do monarca ter dito que sentia os “mais profundos arrependimentos” pelas “feridas” da colonização.
O monarca vai visitar locais que recebem refugiados de Kivu do Norte, onde rebeldes armados têm lutado contra o governo, obrigando milhares de civis a fugir da região.
















