Internacional Presidente sul-africano nega ter “roubado” do erário público

Presidente sul-africano nega ter “roubado” do erário público

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, afirma que nunca roubou dinheiro do Estado ou de ninguém à luz das acusações de “lavagem de dinheiro” feitas contra ele pelo ex-chefe da secreta do país, Arthur Fraser.

Falando na 10.ª conferência provincial do ANC em Limpopo, Ramaphosa esclareceu os desenvolvimentos em torno de um assalto que ocorreu na sua reserva de caça “Phala Phala Game” em 2020.

Este foi o primeiro pronunciamento público de Ramaphosa desde que Fraser apresentou uma queixa criminal contra ele.

O Presidente do Congresso Nacional Africano (ANC) insistiu aos delegados do partido no poder que não pararia de combater a corrupção porque não roubava dos contribuintes.

Cyril Ramaphosa assegurou aos membros do partido que o dinheiro roubado da sua reserva não era proveniente de algum crime.

“Quero reafirmar que não estive envolvido em nenhuma conduta criminosa e mais uma vez prometo minha total cooperação com qualquer investigação. Ainda assim, devido à investigação, não vou ser capaz de aprofundar o assunto. Vou deixar o devido processo seguir seu curso”, disse Ramaphosa.

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O líder do ANC reiterou que o referido dinheiro era produto do negócio de gado e caça, interesses empresariais que foram declarados no Parlamento.

Rejeitou as alegações de Fraser de que a quantia roubada era equivalente a cerca de 255,5 milhões de meticais.

Arthur Fraser apresentou uma queixa criminal contra o chefe de Estado e o chefe da Unidade de Protecção Presidencial, o major-general Wally Rhoode, por lavagem de dinheiro, sequestro e actuação em violação da Lei de Prevenção ao Crime Organizado e corrupção.

A Procuradoria sul-africana escreveu para o South African Revenue Services (SARS) e o South African Reserve Bank (SARB) para investigar as alegações em torno do roubo multimilionário na propriedade de Ramaphosa.

Na sexta-feira, o líder da Aliança Democrática, John Steenhuisen, dirigiu duas cartas ao SARS e ao SARB sobre as alegações, nas quais afirma que o incidente levantou várias preocupações de domínio público relacionadas à conformidade fiscal na transacção que levou o Presidente a adquirir tal valor em dinheiro vivo.

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