O ex-presidente sul-africano Jacob Zuma, em liberdade condicional médica, disse ontem que é prisioneiro de um Estado de maioria negra, considerando inconstitucional a sua prisão por desacato à Justiça.
O antigo chefe de Estado falava, pela primeira vez, por videoconferência, a milhares de simpatizantes que se congregaram em Durban para uma “oração de boas-vindas a casa”.
Zuma declarou que a África do Sul é um “Estado governado por aqueles que sabem o que é ser oprimido e ver negado direitos humanos fundamentais”, acrescentando: “É este Estado que me prendeu por desacato à Justiça sem julgamento”.
Zuma reiterou que a comissão de inquérito judicial à captura do Estado pela grande corrupção pública foi “a medida final daqueles que receiam” o que representa, considerando que a comissão foi criada de forma “inconstitucional” e “ilegal”.
A oração, que juntou milhares de simpatizantes do ex-presidente, foi organizada pela Fundação Jacob Zuma.
















