Internacional Africa Tribunal sul-africano adiou novamente julgamento de Zuma para Setembro

Tribunal sul-africano adiou novamente julgamento de Zuma para Setembro

Um tribunal sul-africano adiou na terça-feira (10) para 9 e 10 de Setembro próximo o julgamento do ex-Presidente Jacob Zuma, que cumpre pena de prisão de 15 meses, devido à sua hospitalização por diagnóstico desconhecido, anunciou a justiça sul-africana.

O juiz Piet Koen decidiu que os médicos militares responsáveis pela saúde do ex-Presidente sul-africano, que está há quatro dias hospitalizado com diagnóstico desconhecido, têm duas semanas para apresentar um relatório médico sobre o seu estado de saúde.

“O caso foi adiado para os dias 9 e 10 de Setembro de 2021. O relatório médico em relação ao senhor Zuma deve ser apresentado o mais tardar até 20 de Agosto de 2021”, anunciou o juiz.

O Estado pode nomear um médico independente para examinar Zuma e determinar a sua aptidão física para ser julgado em tribunal, adiantou o juiz do Tribunal Superior de Pietermaritzburg, capital do KwaZulu-Natal, leste do país.

O advogado de Zuma, Dali Mpofu, sublinhou que o estado de saúde do ex-chefe de Estado sul-africano “é assunto de confidencialidade médica”, acrescentando que a defesa e o Estado “desconhecem” o seu estado de saúde.

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Mpofu referiu que o relatório médico poderia ser apresentado pelo médico de Zuma até 2 de Setembro.

Os advogados de Zuma instaram ainda o tribunal a adiar o julgamento até que o antigo chefe de Estado esteja “apto” a comparecer pessoalmente em tribunal.

Todavia, o advogado Wim Trengove, em representação do Ministério Público sul-africano, argumentou que a audiência sobre o estado de Saúde de Zuma “deveria se realizar em audiência pública”, salientando que “o Estado quer que o relatório médico seja entregue mais cedo, para que possa consultar os seus especialistas”.

Numa carta divulgada na imprensa local, um médico militar informou as autoridades prisionais e o Ministério Público que Jacob Zuma sofre aparentemente de uma “lesão traumática”, acrescentando que o ex-Presidente necessita de “seis meses de cuidados médicos”.

O Ministério Público considerou como “generalizações” as informações prestadas pelo médico militar Mcebisi Zukile Mdutywa.

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