Medidas impostas pelas autoridades guineenses para cumprimento do estado de calamidade estão a ser severamente criticadas pela sociedade civil. Analista diz que decisão é ilegal e operadoras queixam-se de prejuízos.
Desde que as medidas restritivas foram endurecidas na passada sexta-feira (27.08), não param de surgir críticas contra a decisão do Governo, argumentada pela obrigatoriedade de estancar a propagação da Covid-19.
As organizações da sociedade civil convidaram o Executivo a repensar a sua posição que, segundo afirmam, está a penalizar os cidadãos. As vendedeiras dizem ser “muito prejudicadas” com as medidas, que as impede de se deslocar a diferentes regiões em busca de produtos para a revenda.
“O Governo levantou-se e fez o decreto sem ouvir as pessoas e a sociedade civil, para nos ajudar. Nós sabemos que essa doença (Covid-19) mata, mas o Governo devia saber também que há problemas da pobreza e as mulheres se não forem buscar produtos para ir vender e levar à casa, não podem fazer nada”, afirma a presidente da Associação das Mulheres da Atividade Económica (AMAE), Antónia Adama Djaló, uma das contestatárias.
Neste período de estado de calamidade, o Governo decidiu, sob proposta do Alto Comissariado para a Covid-19, encerrar as mesquitas e as igrejas, os mercados nos fins de semana – de segunda-feira a sexta-feira funcionam até às 15 horas – além de ter proibido a circulação de pessoas de uma para outra região e ainda o recolher obrigatório, a partir das 20 horas.

















