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Raiva e tristeza predominam em familiares de 13 soldados dos EUA mortos no Afeganistão

Fuzileiros dos EUA durante operação de saída do Afeganistão 26/08/2020 Corpo de Fuzileiros dos EUA/Sgt. Victor Mancilla/Divulgação via REUTERS

Steve Nikoui estava vidrado nos noticiários da televisão na quinta-feira, desesperado por indicações de que seu filho, o cabo Kareem Nikoui, tinha sobrevivido ao atentado suicida no aeroporto do Afeganistão, quando três fuzileiros navais chegaram à sua porta com a pior notícia possível.

O fuzileiro de 20 anos, que no dia anterior havia enviado para casa um vídeo dele dando doces para crianças afegãs, estava entre os 13 militares norte-americanos mortos na explosão.

“Ele nasceu no mesmo ano em que a guerra começou, e encerrou sua vida com o fim desta guerra”, disse Nikoui de sua casa em Norco, na Califórnia, referindo-se ao início das operações militares dos EUA no Afeganistão, em 2001.

O Departamento de Defesa dos EUA não anunciou formalmente os nomes dos militares mortos no ataque no aeroporto de Cabul, mas detalhes de suas vidas começaram a surgir na sexta-feira, quando familiares e amigos foram notificados.

Entre outras vítimas fatais estão um futuro pai de Wyoming, o filho de um policial da Califórnia e um médico de Ohio.

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